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Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, apóstolos

Que São Pedro e São Paulo intercedam por nós, pelo Papa Leão XIV e por toda a Igreja. Que sejamos fiéis à missão que nos foi confiada, firmes na fé e alegres na esperança.

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26.06.2025 14:24:03 | 5 minutos de leitura

Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, apóstolos

Padre Rafael Pedro Susrina, psdp

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus” – antífona de entrada. 

A solenidade que celebramos é introduzida com grande beleza no prefácio da Missa: “Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos São Pedro e São Paulo. Pedro, o primeiro a confessar a fé em Cristo, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel; Paulo, mestre e doutor da fé, iluminou as profundezas do mistério e anunciou o Evangelho a todas as nações. Assim, por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, a mesma veneração”. O testemunho dessas duas colunas da Igreja nos ensina sobre a força transformadora da fé, a missão que brota do encontro pessoal com Cristo, e a coragem de perseverar até o fim, mesmo em meio às perseguições. Pedro e Paulo, tão distintos em origem e temperamento, foram unidos pela mesma graça, pelo mesmo chamado e, por fim, pelo martírio. Neles vemos que Deus pode fazer maravilhas por caminhos diferentes, mas sempre com o mesmo fim: reunir em Cristo a única família de Deus. Irmãos, cada um de nós, tem uma missão a desempenhar...

Na leitura dos Atos dos Apóstolos, acompanhamos Pedro sendo libertado milagrosamente da prisão: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12,11). Trata-se de uma libertação que supera as forças humanas e nos recorda que “tudo é possível para quem tem fé” (Mc 9,23), mesmo quando não esperamos nada. Se caminhamos com Deus recebemos tudo... tudo o que for necessário para nossa santificação. É essa experiência de libertação que nos faz entoar com confiança as palavras do Salmo 33/34: “De todos os temores me livrou o Senhor Deus”. Por termos sido libertos do medo, bendizemos o Senhor em todo tempo; glorificamos o seu nome porque Ele nos escuta sempre que O invocamos; contemplamos seu rosto e nossa alma se enche de alegria. Como diz o salmo: “Esse infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia”. Bem-aventurados somos nós, que temos no Senhor o nosso refúgio... Ele é nosso porto seguro!

Na segunda leitura, escutamos São Paulo partilhar com seu discípulo e filho espiritual Timóteo palavras que brotam das profundezas de sua alma (cf. 2Tm 4,6-8.17-18). Palavras de quem se encontra próximo da morte, mas com o coração cheio de esperança: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Paulo não se enaltece, mas reconhece que tudo vem de Deus: “O Senhor esteve a meu lado e me deu forças”. Ele vê sua vida como uma oferta – “estou sendo derramado em sacrifício” – e confessa com humildade que, mesmo em meio a tantas tribulações, o Senhor o livrou de todo mal. Ele não se resigna diante da morte, mas a contempla como porta para a coroa da justiça, reservada àqueles que amam a vinda gloriosa do Senhor. Irmãos, deixemos a vida de Paulo nos animar a permanecer fiéis no caminho de Cristo... as tribulações não são o fim, há esperança!

O Evangelho (Mt 16,13-19) nos conduz a um momento decisivo na caminhada dos discípulos: a pergunta de Jesus – “E vós, quem dizeis que eu sou?” – não busca informação, mas revela o caminho da fé que nasce do encontro. É então que Pedro, em nome de todos, proclama: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Essa confissão, longe de ser fruto de um raciocínio humano, é resposta a uma revelação interior. E nós, também precisamos nos encontrar com Cristo e proclamarmos diariamente a nossa fé... Hoje, qual a minha resposta?

Pedro é chamado a manter a Igreja unida à fé que ele professou, fé que não nasce de certezas humanas, mas da intimidade com o mistério de Cristo. Essa missão permanece viva na sucessão apostólica, especialmente no ministério do Bispo de Roma, sucessor de Pedro. O Papa confirma a fé, sustenta a esperança e promove a caridade como laço que mantém unida a Esposa de Cristo.

Que São Pedro e São Paulo intercedam por nós, pelo Papa Leão XIV e por toda a Igreja. Que sejamos fiéis à missão que nos foi confiada, firmes na fé e alegres na esperança.

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