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Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Confiemos este ano à intercessão de Maria, Mãe de Deus, e deixemos que ela nos conduza ao seu Filho.

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31.12.2025 18:43:38 | 4 minutos de leitura

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Pe. Rafael Pedro Susrina, psdp

Iniciamos um novo ano não com presságios humanos, nem com cálculos ou promessas vazias, mas com uma ‘bênção’ e com um ‘Nome’. É Deus quem nos concede, mais uma vez, a graça de começar e recomeçar. 

A 1ª leitura (Nm 6,22-27) nos apresenta a solene bênção sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6,24-26). Não se trata de um simples desejo, mas de uma palavra eficaz. Quando Deus abençoa, Ele age. 

A bênção de Deus não nos prende ao passado; ela nos levanta, nos recria e nos oferece sempre a possibilidade de recomeçar. Começar o ano sob a bênção do Senhor é reconhecer que não caminhamos sozinhos: há um Deus que guarda, ilumina e oferece a paz como dom.

Mas a liturgia avança e nos conduz ao Evangelho, onde São Lucas (2,16-21) nos diz que, ao oitavo dia, foi dado ao Menino o nome de Jesus (cf. Lc 2,21). Nomear, na Sagrada Escritura, é revelar a missão, o sentido profundo da existência. E este Nome não é qualquer nome: Jesus significa “Deus é salvação”. Invocar o Nome de Jesus é permitir que a vida comece de novo, mesmo quando trazemos conosco cansaços, quedas e feridas.

Assim, o ano começa não apenas com uma bênção genérica, mas com um Nome concreto, pessoal e vivo. O Nome de Jesus é a bênção feita carne. São Pedro proclamará mais tarde: “sob o céu, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual nós devamos ser salvos” (At 4,12). Por isso, não começamos o ano apoiados em ideias, mas em uma Pessoa.

São Paulo, na 2ª leitura (Gl 4,4-7), aprofunda ainda mais este mistério ao afirmar: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, para que todos recebêssemos a filiação adotiva” (Gl 4,4-5). Aqui tocamos o coração da Solenidade que celebramos: Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, porque aquele que nasceu dela é o Filho eterno do Pai. O Nome que nos salva foi acolhido, guardado e oferecido ao mundo por uma Mãe.

O Evangelho nos mostra Maria em atitude silenciosa e contemplativa: ela guarda tudo no coração. É à sua escola que a Igreja nos conduz neste primeiro dia do ano. Maria nos ensina a começar o tempo novo não dominando o futuro, mas confiando-o; não com ansiedade, mas com fé; não fechados em nós mesmos, mas abertos à ação de Deus. Converter-se é deixar que Deus nos faça ressuscitar interiormente: sair do que está morto, do que se repetiu sem amor, para uma vida nova em Cristo.

Neste dia em que também celebramos o Dia Mundial da Paz, compreendemos que a paz verdadeira nasce de corações reconciliados, que se deixam abençoar por Deus e vivem sob o Nome de Jesus. Não há paz duradoura sem conversão, sem fé e sem esperança no céu. 

E então, diante da Palavra proclamada e do ano que se abre à nossa frente, fica para cada um de nós uma pergunta simples, mas decisiva:

Sob qual nome desejo viver este novo ano – o nome das minhas seguranças humanas ou o Nome de Jesus, que salva e conduz ao céu?

Confiemos este ano à intercessão de Maria, Mãe de Deus, e deixemos que ela nos conduza ao seu Filho.

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