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Ser ou não ser um doador de órgãos?

Informações que ajudam a tomar esta decisão

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18.09.2025 07:00:00 | 3 minutos de leitura

Ser ou não ser um doador de órgãos?

Padre Rafael Pedro Susrina, psdp

Se a sua resposta para esta pergunta for “não” ou “talvez”, convido-o primeiro a ler o artigo anterior: Vida é dom. Vida é doação. Valorizar a vida é doar-se. Doador de órgãos: por que não sou um?. Depois, retorne aqui para aprofundar a reflexão.

Se a resposta for “sim”, é importante conhecer melhor os procedimentos necessários para que a doação e o transplante aconteçam.

“Para os discípulos de Jesus é bom oferecer os próprios órgãos, nos termos permitidos pela lei e pela moral, pois se trata de uma dádiva oferecida ao Senhor sofredor, o qual disse que tudo o que fizemos a um irmão em necessidade, foi a Ele mesmo que o fizemos (cf. Mt 25,40)” - Papa Francisco. Esta palavra nos leva a rever a nossa fé e a vivê-la com generosidade.

O que pode ser doado?

• Órgãos: rim, fígado, coração, pâncreas, pulmão.

• Tecidos: córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical.

Alguns órgãos podem ser doados em vida (rim, parte do fígado e medula óssea). Os demais apenas após a morte encefálica confirmada.

Quem pode ser doador?

• Doador com parada cardiorrespiratória: pode doar apenas tecidos (córnea, vasos, pele, ossos, tendões).

• Doador falecido após morte encefálica: pode doar órgãos vitais (coração, pulmões, fígado, rins etc.) e tecidos.

Coma não é morte

É essencial distinguir:

• Coma: a pessoa está inconsciente, mas ainda viva; pode haver recuperação.

• Morte encefálica: perda completa e irreversível de todas as funções do cérebro. A pessoa está morta.

No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica exige dois exames clínicos feitos por médicos diferentes e um exame complementar. Somente com a confirmação desses três exames o paciente é declarado morto.

Por que diagnosticar a morte encefálica?

• Informar com clareza a família.
• Evitar terapias inúteis.
• Liberar leitos de UTI.
• Possibilitar a doação de órgãos.
• Cumprir um dever ético e médico.

O papel da família

Após a morte confirmada, a família é consultada por representantes da Organização de Procura de Órgãos (OPO). É ela quem decide autorizar ou não a doação, de acordo com a vontade do falecido.

Como acontece o processo?

1. O hospital notifica a Central de Transplantes.

2. É feita a confirmação do diagnóstico e iniciados os testes de compatibilidade.

3. A Central indica os receptores de acordo com critérios (tempo de espera e urgência).

4. A equipe de transplante organiza logística e transporte.

5. Os órgãos são retirados em centro cirúrgico e o corpo é recomposto para o velório.

O corpo do doador fica deformado?

Não. A retirada é feita como em qualquer cirurgia. A recomposição garante que o corpo seja velado com dignidade.

• Córneas: uso de prótese discreta.

• Ossos e cartilagens: reposição com próteses.

• Pele: retirada superficial, sem alterar a aparência.

Quem recebe os órgãos?

Todos os receptores estão em uma lista única nacional. A compatibilidade é definida por exames laboratoriais, seguindo critérios transparentes.

Um único doador pode salvar várias vidas.

Mais informações:

Ministério da Saúde – Campanha de Doação de Órgãos.

Ministério da Saúde – Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Biblioteca Virtual em Saúde – Dia Nacional da Doação de Órgãos.

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