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Retiro Anual dos Religiosos dos Regionais Amazônia e Nordeste

A semana de oração de meditação foi uma oportunidade para aprofundar a fé, renovar o compromisso com a missão.

Notícias

29.07.2024 15:06:25 | 4 minutos de leitura

Retiro Anual dos Religiosos dos Regionais Amazônia e Nordeste

Entre os dias 23 e 29 de julho, religiosos dos Regionais Amazônia e Nordeste, junto com alguns coirmãos do Regional MS, realizaram o retiro anual na Casa de Retiros Monte Tabor, localizada em Icoaraci, Belém do Pará. O retiro, conduzido pelo Ir. Luiz Barros, teve como tema "Peregrinos da Paz" e proporcionou aos participantes uma semana de reflexão e crescimento espiritual.

O Delegado, Padre Jaime Bernardi, marcou presença durante os dias de retiro, oferecendo seu apoio aos religiosos presentes. A semana de oração de meditação foi uma oportunidade para aprofundar a fé, renovar o compromisso com a missão e fortalecer os laços comunitários, inspirando a todos a viverem como verdadeiros "Peregrinos da Paz".

A seguir, uma síntese dos dias de oração e meditação:

Durante esta semana, fomos convidados a ser “Peregrinos”. Nosso peregrinar não começou na terça-feira, mas sim quando saímos de nossos locais de missão, enfrentando uma estrada com horizonte sublime e curvas. Ao chegarmos, ao invés de descansarmos, uma nova jornada se iniciava. O pregador nos inspirou com o exemplo de Abraão, que respondeu ao chamado de Deus, saindo de sua zona de conforto.

Nos escritos do Evangelista Lucas, Jesus chama Pedro, Tiago, João e seu irmão para uma alta montanha, chamada “Monte Tabor”. Assim, fomos convidados a subir a montanha.

Na manhã do primeiro dia, nos deparamos com a figura de Moisés e fomos desafiados a retirar nossas sandálias em respeito ao local santo, preparando-nos espiritualmente para entrar em um lugar sagrado. Deus deseja que nos apresentemos a Ele como necessitados e dependentes de Sua ajuda, revelando-se a nós em circunstâncias comuns, provocando uma decisão.

À tarde, continuamos subindo, ouvindo o canto do Mestre Jesus (Mt 11,25-30), que louva ao Senhor por revelar as verdades espirituais aos humildes e de coração aberto. Jesus nos convida a aprender com Ele, oferecendo um caminho de paz e alívio através de um relacionamento com Ele.

No segundo dia, enfrentamos as curvas do caminho, inspirados pelo povo de Israel que atravessou o deserto. Embora a jornada fosse longa e desafiadora, o Senhor nos guiou, lembrando-nos da terra prometida. A história dos discípulos de Emaús nos fortaleceu, mostrando como Jesus aparece em meio à dor e desilusão, transformando tristeza em alegria através da comunhão com Ele.

No terceiro dia, pedimos ao Senhor que nos ensinasse o caminho, seguindo o exemplo do diálogo profundo entre Moisés e Deus. Moisés mostrou sua vulnerabilidade e dependência total de Deus, ensinando-nos a buscar a Sua presença constantemente. Em Deus, encontramos descanso para continuar nossa jornada.

A Igreja nos ensina que “Jesus é a máxima expressão de amor do Pai”. À tarde, o pregador destacou que “Jesus é o caminho que leva ao Pai”, baseado em João 14. Como “Peregrinos da Paz”, precisamos confiar em Deus, mesmo em tempos de incerteza e medo, sabendo que Jesus nos oferece esperança e a promessa de vida eterna.

No quarto dia, na metade da jornada, refletimos sobre como Deus vê e ouve o sofrimento do Seu povo, sempre presente para nos guiar e libertar. A leitura de Mateus 6, 25-34 nos lembrou de confiar na Providência Divina, sabendo que Deus cuida de nós mais do que das flores do campo.

No quinto dia, chegamos ao topo da montanha, reconhecendo que o desafio maior estava por vir. Deixamos várias coisas para trás, mas adquirimos novas bagagens, principalmente a “experiência íntima com Deus através do diálogo”. Inspirados por Elias, que enfrentou medo e incerteza, aprendemos que até os mais devotos podem ter momentos de fraqueza, mas Deus cuida de nós, provendo nossas necessidades.

No topo da montanha, presenciamos a Transfiguração do Senhor, onde Sua face brilhou como o Sol, revelando Sua natureza divina. Moisés e Elias confirmaram que Jesus é o cumprimento das Escrituras. A voz do Pai reafirmou a identidade divina de Jesus e a necessidade de seguir Seus ensinamentos. 

Diante desse ápice transformador, agora é preciso descer a montanha. Devemos refletir sobre como a Transfiguração de Jesus pode inspirar nossa transformação espiritual, identificar áreas de nossa vida que precisam da luz de Cristo e viver em preparação para a glória divina, suportando dificuldades e mantendo a fé. Contemplar a Transfiguração do Senhor nos convida a nos deixar transformar por Ele, escutando e seguindo com fé e coragem, testemunhando a luz de Cristo e compartilhando essa esperança com o mundo, como “Peregrinos da Paz”.

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