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Primeiro Seminário do Serviço de Família Acolhedora Celebra os 5 Anos do Projeto em Porto Alegre

Segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), das mais de 33 mil crianças acolhidas no país, apenas 1.680 estão em famílias acolhedoras, o que representa somente 5,3% do total. Esses números reforçam a importância de iniciativas como o Serviço de Família Acolhedora para ampliar o acesso ao acolhimento familiar.

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29.10.2024 20:20:35 | 4 minutos de leitura

Primeiro Seminário do Serviço de Família Acolhedora Celebra os 5 Anos do Projeto em Porto Alegre

No dia 29 de outubro, foi realizado em Porto Alegre o Primeiro Seminário do Serviço de Família Acolhedora, em celebração aos cinco anos desse projeto essencial, promovido pela Rede Calábria em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre. O evento reuniu autoridades, especialistas, famílias acolhedoras e profissionais engajados na causa, para compartilhar experiências, discutir desafios e refletir sobre os impactos do acolhimento familiar nas vidas das crianças.

O Secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul, Beto Fantinel, destacou a essência do projeto ao afirmar que “Família Acolhedora é amor, acolhimento, dignidade,” enaltecendo o valor do trabalho de acolher e proteger as crianças em situação de vulnerabilidade. 

Cristiano Roratto, Presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), ressaltou a importância das parcerias para garantir a continuidade e a expansão do projeto: "O acolhimento institucional nunca será o ideal, pois nada substitui o ambiente familiar." Com isso, reafirmou o compromisso de manter as crianças em espaços que ofereçam vivências positivas e significativas para seu futuro.

Mônica Leal, vereadora, e Carla Souto, promotora de Justiça do Ministério Público, também participaram do seminário. Souto reforçou a responsabilidade do Poder Público em apoiar o projeto, parabenizando Susana Morais e toda a equipe da Rede Calábria pela dedicação: “A Família Acolhedora proporciona vivências novas e positivas que marcarão o futuro das crianças. Não podemos achar normal que uma criança seja maltratada ou abusada.” 

A Juíza Tânia, ao comentar sobre o impacto do projeto, destacou que "O acolhimento familiar precisa ser conhecido e valorizado. Na família, as crianças encontram o despertar para uma nova vida", reforçando o papel transformador do acolhimento no desenvolvimento das crianças e na sociedade como um todo.

O Diretor da Rede Calábria, Pe. Gustavo Bonassi, psdp, celebrou o marco dos cinco anos do projeto, expressando gratidão às famílias e à equipe técnica: "Celebrar os 5 anos da Família Acolhedora é motivo de alegria. Agradecemos todos os envolvidos, e juntos, pensamos em maneiras de melhorar e ampliar esse trabalho."

A apresentação de dados feita por Susana Morais trouxe um panorama sobre o acolhimento familiar no Brasil. Segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), das mais de 33 mil crianças acolhidas no país, apenas 1.680 estão em famílias acolhedoras, o que representa somente 5,3% do total. Esses números reforçam a importância de iniciativas como o Serviço de Família Acolhedora para ampliar o acesso ao acolhimento familiar.

Júlio Walz, palestrante convidado e autor do livro “Cuidar não é educar”, trouxe uma reflexão sobre a necessidade de apoio e cuidado às crianças sem rivalidade entre adultos e crianças. Em suas palavras: “Cuidar parte do princípio de que há uma vida frágil, enquanto educar é pensar em alguém para aprender. Precisamos aprender juntos. As crianças não são nossos rivais, e a relação de confiança e respeito é fundamental.”

Luciane Pujol também abordou os desafios emocionais envolvidos no processo de acolhimento, destacando o papel das famílias acolhedoras em proporcionar um lar temporário e afetuoso para as crianças: “Saudade é o amor que fica. O que importa é deixar uma lembrança positiva para quem acolhe e é acolhido. Cada encontro é uma experiência enriquecedora que fortalece as crianças para enfrentarem a vida com mais segurança.”

Em seguida, foram dirigidos questionamentos à equipe técnica do Abrigo. A psicóloga Solange Paim e a assistente social Camila Rocha responderam com propriedade às perguntas, abordando todos os processos e encaminhamentos necessários para o acolhimento e o desligamento das crianças. Elas destacaram a importância de acompanhar as famílias acolhedoras e conscientizá-las de que a Família Acolhedora não é Apadrinhamento Afetivo, nem Adoção.

O evento foi marcado por elogios e reconhecimento ao trabalho da Rede Calábria e da Congregação Pobres Servos da Divina Providência. Que São João Calábria continue a interceder por todos os envolvidos nesse processo de acolhimento, amor e apoio às crianças e adolescentes.

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