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Primeira Santa Missa do Pe. Darci Zacaron

Epifania do Senhor celebrada como dom, gratidão e envio: uma comunidade reunida em torno do altar

Notícias

05.01.2026 17:07:11 | 12 minutos de leitura

Primeira Santa Missa do Pe. Darci Zacaron

A Primeira Santa Missa presidida pelo Pe. Darci Zacaron foi vivida como um momento de graça profunda, alegria serena e emoção partilhada, tornando-se verdadeiro marco espiritual na vida da comunidade e da Família Calabriana. A celebração ocorreu na Comunidade São Paulo, Linha Paulina, local onde residem seus familiares, e reuniu sacerdotes, religiosos e religiosas, amigos, fiéis, membros da Família Calabriana e numerosas pessoas que acompanharam sua caminhada vocacional ao longo dos anos.

Celebrada no contexto da Solenidade da Epifania do Senhor, esta primeira Eucaristia assumiu um significado ainda mais luminoso: Deus que se manifesta, Deus que se deixa encontrar, Deus que continua a chamar e enviar servidores para o seu povo. O altar, simples e profundamente simbólico, tornou-se sinal de um caminho longo e fecundo que agora se abre em nova etapa ministerial.

Após a celebração, ao meio-dia, a comunidade ofereceu um almoço festivo, com churrasco e outros alimentos preparados com carinho, como expressão concreta da alegria partilhada e da gratidão pelo dom do sacerdócio. A mesa fraterna prolongou aquilo que já havia sido vivido no altar: comunhão, pertença e ação de graças.

Uma celebração marcada pela comunhão

Estiveram presentes neste momento tão especial o Pe. Massimiliano Parrella, Casante da Congregação Pobres Servos da Divina Providência, que também proferiu a homilia; além de numerosos sacerdotes, religiosos, religiosas, Irmãos Externos, Leigos Calabrianos, familiares e amigos.

Ao final da celebração, Pe. Darci dirigiu palavras de agradecimento, expressando sua gratidão a Deus, à Igreja, à Congregação, à comunidade local e a todos que, de alguma forma, fizeram parte de sua história vocacional. Também o Casante dirigiu sua palavra de reconhecimento e afeto. A comunidade, por sua vez, manifestou seu carinho entregando uma placa comemorativa, como sinal de memória e gratidão por este dia que permanecerá gravado no coração de todos.

A homilia: Epifania e sacerdócio, luz que se faz caminho

A homilia da Primeira Missa foi proferida pelo Pe. Massimiliano Parrella, à luz do Evangelho da Epifania (Mt 2,1-12) e do lema sacerdotal escolhido por Pe. Darci: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus” (1Jo 4,7).

Logo no início, o Casante destacou o caráter raríssimo e profundamente simbólico daquela celebração: celebrar a Epifania dentro da Primeira Missa de um novo sacerdote. Uma coincidência que se torna sinal da bondade de Deus. Assim como a estrela guiou os Magos, a vocação sacerdotal nasce de uma luz interior que atravessa a vida e não pode ser ignorada.

Dirigindo-se diretamente ao novo sacerdote, afirmou que a vocação não começa como projeto claro ou plano bem definido, mas como uma luz que chama ao caminho. “Nunca percas a estrela”, exortou. O padre não é aquele que sabe tudo, mas aquele que continua buscando, que permanece discípulo, que não perde a capacidade de se deixar conduzir por Cristo.

Jerusalém, Herodes e Belém: escolhas do coração

A partir do Evangelho, a homilia apresentou três lugares simbólicos — Jerusalém, Herodes e Belém — como três atitudes possíveis diante de Deus. Jerusalém conhece, mas não se move; Herodes teme e se defende; Belém, pequena e pobre, torna-se lugar da presença divina.

Aplicando ao ministério sacerdotal, o Casante recordou que existe sempre a tentação de escolher Jerusalém ou Herodes: o saber que não se converte ou o poder que se fecha. O sacerdote segundo o coração de Cristo, porém, escolhe Belém: a pequenez, a escuta, a proximidade, a misericórdia concreta.

A adoração: coração do sacerdócio

O ponto central da homilia foi o gesto dos Magos: “Entraram na casa, viram o Menino e se prostraram”. Antes da ação, está a adoração. Antes do fazer, está o estar diante de Deus.

Com palavras fortes e paternas, o Casante afirmou: “Na vida do padre não há nada mais revolucionário do que permanecer um homem de joelhos diante de Deus.”

Um sacerdote que adora não se coloca como salvador, mas como instrumento. E exatamente por isso se torna fecundo.

Ouro, incenso e mirra: o programa do ministério

Os dons oferecidos pelos Magos tornaram-se, na homilia, um verdadeiro programa de vida sacerdotal:
Ouro: oferecer a Deus o melhor de si, não as sobras.
Incenso: ser homem de oração, não apenas de atividades religiosas.
Mirra: acolher a dor do povo, carregar com Cristo o sofrimento humano.
Neste contexto, o lema sacerdotal de Pe. Darci foi apresentado como regra concreta de vida: amar como Deus ama, sem indiferença, sem exclusões, com fidelidade cotidiana.

São João Calábria e a Providência como estilo de amor

A homilia também evocou com força o ensinamento de São João Calábria, recordando que a Providência não é teoria nem magia, mas amor concreto, que passa por mãos humanas, escolhas corajosas e confiança radical em Deus.

Ser um sacerdote “epifânico”, destacou o Casante, é tornar Cristo visível na história por meio de gestos simples, proximidade com os pobres e confiança na ação de Deus que precede e acompanha.

“Por outro caminho”: um ministério que transforma

A homilia concluiu com a imagem final do Evangelho: “Voltaram por outro caminho.” Quem encontra Cristo não volta igual. O sacerdócio é, portanto, um caminho novo, fecundo e luminoso.

Como entrega final, o Casante deixou um apelo que ecoou profundamente na assembleia: “Sê estrela, não refletor.” O sacerdote não atrai para si, mas conduz sempre a Cristo.

Ação de graças e missão

A Primeira Santa Missa do Pe. Darci Zacaron foi, assim, epifania de um chamado, manifestação da fidelidade de Deus e confirmação de uma vida inteiramente doada.

Deus seja louvado por este dom concedido à Igreja e à Família Calabriana. Rezamos para que seu ministério seja vivido com alegria, humildade, fidelidade e confiança total em Deus Pai Providente.

O Pe. Darci continuará sua missão na Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, em São Luís do Maranhão, levando consigo a luz da estrela que um dia o colocou a caminho — e que hoje brilha para muitos.

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Homilia na Primeira Missa presidida pelo Pe. Darci Zacaron
Epifania do Senhor, Solenidade
Pe. Massimiliano Parrella, Casante 

Evangelho: Mt 2,1-12 | Lema: 1Jo 4,7 “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros…”

Caríssimos irmãos e irmãs,

hoje a Igreja nos concede uma graça raríssima: celebrar a Epifania do Senhor dentro da primeira Missa de um novo sacerdote. Não é algo comum. Não é algo rotineiro. É uma verdadeira graça e um sinal da bondade de Deus para conosco.

É como se o Evangelho de hoje, que fala de uma luz que apareceu no céu e de um caminho que começou a ser percorrido, se tornasse carne e história aqui e agora, concretamente, na vida de Darci e no meio do povo de Deus reunido para esta celebração.

A Epifania é a festa da manifestação

É a festa de um Deus que não permanece escondido, que não se fecha em si mesmo, que não se reserva para poucos. Deus se deixa ver. Deus se deixa encontrar. Deus toma a iniciativa de ir ao encontro da humanidade.

E o faz de um modo surpreendente, quase desconcertante: não com poder, não com barulho, não com um exército, mas com uma Criança e com a pobreza de uma casa. É assim que Deus se apresenta ao mundo: pequeno, acessível, desarmado, próximo. E é exatamente por isso que Ele é capaz de atrair verdadeiramente o coração humano.

1) “Vimos a sua estrela”: a vocação nasce de uma luz

Os Magos dizem com simplicidade e profundidade: “Vimos a sua estrela.”
A vocação, antes de ser um projeto claro ou um plano bem definido, é uma luz que atravessa a vida. Nem sempre se entende tudo imediatamente. Nem sempre se tem respostas prontas. Mas sente-se que aquela luz é verdadeira, e que não pode ser ignorada.

Darci, hoje tu és como aqueles Magos. Caminhaste ao longo de anos. Atravessaste noites de perguntas e de discernimento. Enfrentaste fadigas, dúvidas, momentos de silêncio e também de alegria. Trouxeste no coração nomes, rostos, histórias, feridas e esperanças concretas.

E chegaste não a um trono, não a um lugar de prestígio humano, mas a uma manjedoura: isto é, ao mistério de um Deus que salva com mansidão, sem impor-se, oferecendo-se.

E aqui está já a primeira mensagem para ti, irmão: nunca percas a estrela.

Nunca deixes de buscar a luz de Cristo quando vierem o cansaço, as incompreensões, a rotina do ministério, as decepções inevitáveis da vida pastoral.

Porque o padre não é aquele que “sabe tudo”. É aquele que continua buscando, que permanece discípulo, que não apaga a pergunta interior, que não perde a capacidade de se deixar conduzir. É aquele que permanece em caminho.

2) Jerusalém, Herodes e Belém: três modos de estar diante de Deus

O Evangelho nos apresenta três lugares, que são também três atitudes do coração.

Jerusalém é a cidade informada, religiosa, competente. Conhece as Escrituras, sabe onde o Messias deve nascer, mas permanece inquieta. Sabe, porém não se move. Conhece, mas não se converte.

Herodes representa o medo que se transforma em poder. E quando o medo governa, até Deus se torna uma ameaça: “Essa Criança vai me tirar o trono.” É o coração que vê Deus como rival, e não como dom.

Belém, ao contrário, é a pequenez onde Deus escolhe habitar. É o lugar simples, pobre, quase invisível, mas cheio da presença divina.

Isso vale para todos nós. Mas hoje, na tua primeira Missa, Pe. Darci, vale de modo especial para ti. Porque no ministério sacerdotal existe sempre uma tentação sutil e constante: ser Jerusalém ou ser Belém. Ser “aquele que sabe” ou “aquele que serve”. Ser “aquele que controla” ou “aquele que se deixa conduzir”.

Um sacerdote segundo o coração de Cristo não é um Herodes espiritual que se defende e se fecha. Nem uma Jerusalém satisfeita com ideias corretas. Um sacerdote segundo o coração de Cristo escolhe Belém: escolhe a pequenez, a escuta paciente, a proximidade com as pessoas, a concretude da misericórdia no dia a dia.


3) “Entraram na casa… e se prostraram”: o coração do sacerdócio é a adoração

O momento decisivo do Evangelho é este: “Entraram na casa, viram o Menino… e se prostraram.” Antes dos dons, antes das palavras, antes das ações, há um gesto fundamental: adorar.

Pe. Darci, o coração do teu sacerdócio não será, antes de tudo, o que tu farás, mas Quem tu adorarás. Se a adoração se perde, até o serviço mais generoso se torna pesado e o apostolado corre o risco de virar apenas um ofício. Mas se a adoração permanece viva, até o cansaço se torna fecundo e a pobreza se transforma em luz.

Permitam-me dizer com força e com afeto: na vida do padre não há nada mais revolucionário do que permanecer um homem de joelhos diante de Deus. Porque um homem de joelhos não se acredita o salvador do mundo. E exatamente por isso se torna um verdadeiro instrumento de salvação.

4) Ouro, incenso e mirra: os dons que és chamado a oferecer

Os Magos oferecem ouro, incenso e mirra. Três dons cheios de significado. Três entregas que se tornam, hoje, três caminhos para o ministério sacerdotal.

Ouro: é o que tens de mais precioso. Oferece a Cristo o melhor de ti: teu tempo, teu coração, tua inteligência, tuas energias. Não ofereças a Deus as sobras.

Incenso: é a oração. Sê um homem de Deus, não apenas um homem de coisas de Deus. Guarda o espaço interior do encontro com o Senhor.

Mirra: é a cruz, a compaixão. O padre não evita a dor do povo. Ele a acolhe, a carrega, a apresenta a Deus junto com Cristo.

E aqui entra o teu lema, Pe. Darci: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus.”

Isso não é apenas uma frase bonita. É uma regra de vida. O povo perdoa muitas coisas ao padre, mas não perdoa a indiferença. Não perdoa sentir-se julgado sem ser amado.

Teu programa é claro: amar como Deus ama. E o amor de Deus tem uma marca inconfundível: abaixa-se, doa-se, permanece fiel e não exclui ninguém.

5) Nosso Fundador: a Providência como forma concreta do amor

São João Calábria nos ensinou que a Providência não é magia, mas amor concreto, que passa por mãos humanas, por escolhas corajosas e por comunidades que confiam em Deus.

Ele nos ensinou um estilo evangélico claro: confiança, humildade, mansidão e proximidade com os pobres.

Darci, se queres ser um sacerdote verdadeiramente “epifânico”, capaz de tornar Cristo visível na história, escolhe este caminho: faz da Providência um modo de amar. Não apenas falar de Deus, mas fazê-lo acontecer na vida real das pessoas.

6) “Por outro caminho”: o encontro com Cristo muda a estrada

O Evangelho termina com uma frase simples e decisiva: “Voltaram por outro caminho.” Quando se encontra verdadeiramente Cristo, não se volta igual.

Esta é a graça que peço por ti hoje, na tua primeira Missa: que teu sacerdócio seja realmente um outro caminho, novo, fecundo, luminoso.

E te deixo uma última entrega, como um testamento espiritual:
Sê estrela, não refletor.
A estrela indica um Outro. O sacerdote não atrai para si, conduz sempre a Cristo.

E assim, nesta Epifania, confiamos Pe. Darci ao Senhor, para que possa dizer com a própria vida:
“Vimos a sua estrela… e viemos adorá-lo.”

Amém.

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