Padre João Pilotti
“A semente colocada no coração dos jovens há de desabrochar um dia.”
Storytelling Vocacional
26.08.2025 07:00:00 | 4 minutos de leitura

Projeto Corações Consagrados: Vozes da Vocação Calabriana
História vocacional e missionária Pe. João Pilotti
Ao olhar para o percurso da minha vida, percebo que a minha vocação foi sendo tecida pela Providência através de muitos fios: a fé simples e viva da minha família, o engajamento comunitário, as experiências vocacionais e, depois, o discernimento e a formação no Seminário.
Em casa, respirava-se um clima profundamente religioso: rezávamos o terço todos os dias, participávamos da catequese e da Missa semanal, e era comum a visita de padres e religiosos. Isso gerou em mim uma natural simpatia pelas coisas de Deus. Ainda assim, como qualquer jovem, eu alimentava sonhos diversos para o futuro, sem imaginar que seria chamado a consagrar minha vida inteiramente a Ele.
Por volta dos 11 anos, conheci o Pe. Gasparini e outros Pobres Servos que visitavam a nossa família e animavam grupos vocacionais. Aqueles encontros despertaram em mim algo novo. Aos 13 anos, entrei no Seminário de Farroupilha. Eu tinha o desejo de me consagrar, mas precisava experimentar, entender e discernir melhor este ideal.
Aos 17 anos, já no COV (Centro de Orientação Vocaciona) em Porto Alegre, durante um retiro anual orientado pelo Pe. Gardenal, vivi um momento decisivo: senti com clareza a luz do chamado para ser religioso Pobre Servo e a orientação para o sacerdócio. Foi um dos momentos mais belos da minha caminhada. A formação seguiu: como postulante na Vila Restinga, atuei na pastoral, nas obras sociais e iniciei os estudos de Filosofia.
Em 1983, com mais dez colegas, vivi o ano do Noviciado e, em 1º de janeiro de 1984, fiz a minha primeira profissão religiosa em Farroupilha. Fui enviado para Verona, na Itália, onde iniciei a Teologia, colaborando na animação juvenil e vocacional. Em 20 de agosto de 1988, fui ordenado sacerdote em Garibaldi (RS) e retornei à Itália, agora em San Giacomo, trabalhando em um centro de espiritualidade. Foram anos intensos e preciosos: junto às origens da Congregação, conheci os primeiros religiosos e testemunhas de São João Calábria, além de colaborar na preparação da sua beatificação e da visita do Papa João Paulo II a Verona.
De 1991 a 1998, estive em Feira de Santana (BA), acompanhando jovens vocacionados, animando encontros e servindo como pároco. Depois, entre 1999 e 2000, trabalhei no Abrigo João Paulo II, em Porto Alegre, cuidando de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que concluía o mestrado em Cristologia. De 2001 a 2006, servi em São Luís (MA) como pároco e professor de teologia.
A partir de 2007, a Providência me chamou a acompanhar e administrar obras sociais, educativas e de saúde em Marituba, Belém e Porto Alegre. Estes têm sido grandes desafios, mas também oportunidades de renovar meu “sim” diante das necessidades do povo.
Nestes mais de 41 anos de consagração e 37 anos de sacerdócio, aprendi que a vida do Pobre Servo é missionária, marcada pela disponibilidade de ir aonde a necessidade é maior, vivendo no abandono filial à Providência e testemunhando a Paternidade de Deus.
O Jubileu deste Ano Santo me inspira: a vocação é ser “Peregrino de Esperança”, caminhando rumo ao Reino. Louvo e agradeço ao Senhor pelo dom do chamado, pedindo a graça de corresponder até o fim desta jornada.
Lema de vida:“Eu te estabeleci como luz das gentes, para levardes a salvação até as extremidades da terra.” (At 13,47)
Palavras de São João Calábria que me acompanham:“A semente colocada no coração dos jovens há de desabrochar um dia.”
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