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Padre Osvaldo de Oliveira

"Reconhecer-te para testemunhar ao mundo" (cf. Lc 24,35)

Storytelling Vocacional

13.08.2025 07:00:00 | 3 minutos de leitura

Padre Osvaldo de Oliveira

Projeto Corações Consagrados: Vozes da Vocação Calabriana

História vocacional e missionária do Pe. Osvaldo de Oliveira

"Reconhecer-te para testemunhar ao mundo" (cf. Lc 24,35)

O chamado de Deus não ressoa apenas nos ouvidos, mas ecoa no coração. É assim que compreendo minha história vocacional — uma história escrita pela mão terna e fiel da Providência, mesmo em meio à ausência de tantos afetos humanos.

Minha infância foi marcada pela perda precoce da mãe e pela ausência do pai. Mas onde parecia haver vazio, Deus plantou presença. Ele se fez próximo por meio do testemunho luminoso das Irmãs Murialdinas de São José, que me acolheram e cuidaram de mim com amor de consagradas, dedicadas ao serviço das crianças e adolescentes mais vulneráveis. Desde muito pequeno, a fé se tornou meu alimento, a oração meu abrigo, e o altar, meu lugar de encontro com Deus.

Foi nesse ambiente de profunda radicalidade evangélica que nasceu em mim, ainda aos dez anos, o desejo de ser padre. O tempo e a caminhada foram amadurecendo esse anseio. Fui descobrindo que minha história era, na verdade, história de amor entre um Deus Providente e um filho amado. Com o tempo, fui percebendo que Deus não só me chamava à vida consagrada, mas desejava que eu fosse Pobre Servo da Divina Providência.

A certeza da vocação foi crescendo como luz firme em meio às sombras do passado. Encontrei em São João Calábria não apenas um Fundador, mas um pai espiritual que compreendia a linguagem da dor e da confiança. Uma de suas frases se tornou norte para mim: “Estamos nas mãos de Deus, portanto, em boas mãos”. Essa verdade me sustentou e me sustenta, pois experimentei que a Providência de Deus é real, fiel e concreta.

No ano de 1996, fiz minha Primeira Profissão Religiosa. Cinco anos depois, em 2001, recebi com imensa gratidão o dom do sacerdócio. Escolhi como lema de ordenação a passagem dos discípulos de Emaús: “Reconhecer-te para testemunhar ao mundo” (cf. Lc 24,35), porque é isso que arde em meu coração: reconhecer o Senhor na caminhada da vida e anunciá-Lo com fé e esperança.

Ser Pobre Servo é, para mim, uma vocação profundamente especial. É uma escolha que renovo a cada dia com liberdade e amor. A cada missão confiada, a cada encontro com os pobres, os últimos, os pequenos — as “pérolas da Obra” —, confirmo que vale a pena consagrar a vida à Providência. Vale a pena pertencer à Família Calabriana, que me acolheu como um lar.

Se eu pudesse escolher novamente todos os dias, escolheria de novo esta vida. Vida oferecida ao Reino de Deus, à Igreja, à Congregação, aos irmãos e irmãs do caminho. Ser Pobre Servo da Divina Providência é ser testemunha de um Deus que transforma ausências em bênçãos, lágrimas em missão, e fragilidade em dom.

E eu sigo, como os discípulos de Emaús, com o coração em chamas e os olhos abertos. Porque reconheci o Senhor — e agora, nada mais me resta senão testemunhá-Lo ao mundo.

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