Padre Itacir Gasparetto
“Especialmente agora precisamos de santos que sejam Evangelhos vivos.” – São João Calábria, Retornemos ao Evangelho.
Storytelling Vocacional
04.08.2025 07:00:00 | 5 minutos de leitura

Projeto Corações Consagrados: Vozes da Vocação Calabriana.
História e missão Pe. Itacir Gasparetto
Com alegria, compartilho minha história vocacional, como alguém que experimentou em sua própria vida as maravilhas da Divina Providência.
Nasci no dia 2 de março de 1959 no distrito de Mato Perso, município de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. Venho de uma família muito religiosa. Somos oito irmãos. Duas de minhas irmãs, Ir. Ivete e Ir. Idete, também consagraram suas vidas como religiosas Pobres Servas da Divina Providência. Desde pequeno, vivíamos a fé de forma muito concreta em casa: todas as manhãs e todas as noites, em família, rezávamos juntos o Santo Terço. Eu ajudava meus pais nos trabalhos da agricultura e, aos poucos, fui sentindo aquele desejo interior que mais tarde compreenderia ser um chamado de Deus.
Na escola, recebíamos visitas de religiosos que falavam sobre vocação, e foi assim que conheci alguns padres Pobres Servos, especialmente os missionários italianos: Pe. Nello Vanzo, Pe. Benjamin, Pe. Pedro, Pe. Antônio Gasparini, Pe. Antônio Mosali. Esses encontros me marcaram muito. Também meu irmão mais velho havia passado pelo seminário, mas acabou ficando doente e, infelizmente, faleceu de leucemia no dia 11 de junho de 1973. Foi um tempo muito difícil para nossa família. Lembro que, naquela dor, a Providência enviou um verdadeiro anjo: o Pe. Nello Vanzo. Ele era promotor vocacional do Seminário Apostólico e, no dia 20 de julho de 1973, foi nos visitar. Com uma palavra simples, me fez o convite: “Ficou um lugar vazio no seminário.” Aquelas palavras tocaram meu coração.
Em setembro daquele mesmo ano, recebi o convite para fazer o estágio. Fui em dezembro de 1973 e fui aprovado. No dia 2 de março de 1974, entrei no seminário junto com mais 26 colegas. Nossa turma ficou conhecida como “Os Vencedores”. Naquela época, eram quatro turmas, num total de 106 seminaristas. Havia muita gente buscando seu caminho vocacional.
Segui minha formação com perseverança. Entre 1980 e 1981, fui postulante em Farroupilha, enquanto estudava Filosofia em Caxias do Sul. Em 1982, fiz meu noviciado em Farroupilha. No dia 1º de janeiro de 1983, professei meus primeiros votos religiosos. Logo após, fui enviado em missão para o Hospital Sagrado Coração de Jesus em Anaurilândia/MS, onde iniciei meu trabalho pastoral.
Em 1985 e 1986, atuei no Albergue João Paulo II, em Porto Alegre, enquanto cursava Teologia na PUC. Entre 1987 e 1988, continuei meu estágio pastoral na Paróquia Nossa Senhora da Misericórdia, no bairro Restinga, também em Porto Alegre. De 1989 a 1991, fui enviado para a Paróquia de Bataguassu/MS. Em 1991, voltei por um período ao Hospital Sagrado Coração de Jesus em Anaurilândia. No ano de 1992, trabalhei no Centro de Promoção do Menor, em Porto Alegre, e em 1993, fui para o Seminário Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha.
No dia 24 de agosto de 1994, fui ordenado diácono na Paróquia Nossa Senhora da Misericórdia, na Restinga. E, no dia 25 de fevereiro de 1995, vivi a alegria da minha ordenação sacerdotal, celebrada no Santuário Diocesano de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha.
Minha missão sacerdotal me levou por diversos lugares:
— De 1995 a 2001, fui vigário na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Nova Andradina/MS.— Em 2002, assumi como vigário na Paróquia São João Batista, em Jacundá/PA.— Entre 2003 e 2005, trabalhei em Ivinhema, na região de Dourados/MS.— Em 2006, servi como vigário na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Marituba/PA.— De 2007 a 2009, retornei a Jacundá/PA, novamente como vigário.— De 2010 a 2016, permaneci em Marituba/PA.— Em 2017, fui pároco na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Taquarussu/MS.— Em 2018, estive no Santuário Imaculado Coração de Maria, em Nova Andradina, como vigário.— Desde 2020, estou novamente na Paróquia São João Batista, em Bataguassu/MS.
No dia 22 de fevereiro de 2020, celebrei com muita emoção meu Jubileu de Prata Sacerdotal, voltando à minha comunidade de São Vítor e Corona, em Mato Perso, visitando todas as comunidades da Paróquia Nossa Senhora de Caravaggio. Escolhi como lema do meu jubileu: “Por uma ovelha só, ainda que pequena, serei a vida inteira um pastor.” Essa frase resume muito bem o sentido da minha vida e da minha vocação.
Apesar das dificuldades, reconheço com gratidão que o Pai Providente realizou maravilhas na minha história. Sinto-me plenamente realizado na vocação que Deus me confiou na Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência. Desde aquele convite simples do Pe. Nello até hoje, posso dizer com certeza: foi Deus quem conduziu meus passos. E sigo, com alegria e confiança, procurando ser para os outros um sinal da presença amorosa e providente do Pai.
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