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Padre Armando Furlin

“Buscai o Reino e sua justiça.” (Mt 6,33)

Storytelling Vocacional

06.08.2025 07:00:00 | 4 minutos de leitura

Padre Armando Furlin

Projeto Corações Consagrados: Vozes da Vocação Calabriana

História vocacional e missionária do Pe. Armando Furlin

“Buscai o Reino e sua justiça.” (Mt 6,33)

Meu nome é Pe. Armando Furlin. Nasci em 6 de agosto de 1951, na comunidade de Caravaggio, em Farroupilha/RS. Minha vocação nasceu silenciosamente, como um sussurro da Providência, através de pequenos sinais que, com o tempo, se tornaram apelos insistentes de Deus em meu coração.

O primeiro desses sinais veio quando eu tinha apenas 10 anos. Um sacerdote, o Pe. Abramo Forlin, foi até nossa casa para dar a bênção. Ao terminar, meu pai pediu que eu o acompanhasse até a casa do meu padrinho, o senhor João Bono. Lá, enquanto tomávamos um café, meu padrinho disse ao padre: “Reverendo, o meu afilhado quer ser padre.” Aquela frase, que poderia ter passado despercebida, acendeu algo novo em mim. Foi como se Deus, por meio daquela simplicidade, começasse a me indicar um caminho.

Outro sinal veio dois anos depois, no colégio das Irmãs Carlistas São João Batista Scalabrini. Eu tinha 12 anos. A Irmã Rosa Farina, minha professora, nos incentivava a rezar uma Ave-Maria todos os dias no Santuário Nossa Senhora de Caravaggio, pedindo vocações. Ela repetia isso a mim e aos meus colegas. Hoje, somos quatro padres formados sob sua inspiração. Tive a graça de estar com ela no dia de seu aniversário, já idosa e enferma, e pude ouvi-la em confissão e ministrar-lhe a Unção dos Enfermos. Pouco tempo depois, no dia 7 de julho de 2025, ela faleceu. Um testemunho silencioso e fecundo, que marcou profundamente minha vocação.

Com 15 anos, entrei para o Seminário Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha. Foi no dia 27 de fevereiro de 1967. Nos anos de formação, toda quinta-feira, eu e um pequeno grupo de seminaristas nos reuníamos para rezar e estudar sobre as missões. Era como se o Espírito Santo já estivesse preparando nosso coração para o anúncio do Evangelho além-fronteiras.

A minha consagração religiosa aconteceu no dia 2 de fevereiro de 1976. E a missão continuava a pulsar forte em meu coração.

No dia 6 de fevereiro de 1985, junto com o Pe. Paulo Palaoro, cheguei a Angola. Um marco na minha vida. No mesmo ano, no dia 8 de dezembro, fui ordenado diácono por Dom Oscar Braga, bispo da Diocese de Benguela. E, no dia 17 de agosto de 1986, fui ordenado sacerdote em Caravaggio por Dom Benedito Zorzi.

A preparação para o sacerdócio foi profundamente marcada pela presença do Pe. Gino, que conviveu por 18 anos com São João Calábria. Ele era, para mim, mais que um formador; era um verdadeiro pai espiritual. Em suas palavras e gestos, transparecia a luz do Fundador. Sua vida, marcada por uma santidade encarnada, me inspirou profundamente na vocação missionária e sacerdotal.

O lema do meu diaconato em Angola foi: “Ai de mim se não evangelizar” (1Cor 9,16). E, na ordenação sacerdotal, escolhi: “Buscai o Reino e sua justiça” (Mt 6,33). A Palavra de Deus sempre foi, para mim, fonte de luz, de inquietação e de entrega. Ser um “evangelho vivo” custa muito, custa sangue, como diria nosso Pai Fundador. Mas é isso que arde em meu coração: buscar almas, entregar a vida pela missão, ser testemunha da esperança.

Ao longo destes 49 anos como consagrado, servi com amor e dedicação nas mais diversas frentes:

Fui assistente no Seminário Nossa Senhora de Caravaggio.
Trabalhei na Paróquia Nossa Senhora da Misericórdia e no Centro Social São João Calábria, ambos em Porto Alegre.
Fui pároco na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Taquarussu/MS.
Vigário na Paróquia São João Calábria, em São Luís/MA.
Vigário na Paróquia São Francisco de Assis, em Quixadá/CE.
Em Angola, servi no COV e na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Luanda. Também atuei na Cáritas da Arquidiocese e com os refugiados.

Hoje, olhando para trás, posso dizer com serenidade: valeu a pena cada passo, cada sim, cada entrega. A Providência guiou minha vida com ternura e firmeza, moldando minha vocação como argila nas mãos do oleiro. O que sou e o que vivi foi graça — pura graça.

“Sede alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração” (Rm 12,12). Essa é a palavra que me sustenta. É isso que levo em meu coração como missionário, sacerdote e Pobre Servo da Divina Providência.

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