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Ordenação Diaconal do Irmão Arão Tchitali Cachuco

Guiado pela luz de Cristo, Ir. Arão Tchitali Cachuco é ordenado diácono a serviço da Igreja, dos pobres e da Divina Providência.

Notícias

27.12.2025 23:07:02 | 6 minutos de leitura

Ordenação Diaconal do Irmão Arão Tchitali Cachuco

Na noite de 27 de dezembro de 2025, em solene clima de oração e ação de graças, foi celebrada a Ordenação Diaconal do Ir. Arão Tchitali Cachuco, religioso da Congregação Pobres Servos da Divina Providência. A celebração, realizada na Paróquia São José, reuniu religiosos e religiosas, leigos, fiéis da comunidade paroquial, membros da Família Calabriana, amigos e benfeitores que, em profunda comunhão eclesial, reconheceram neste acontecimento um sinal concreto da fidelidade de Deus, que continua a chamar, consagrar e enviar servidores para o serviço da Igreja e dos pobres.

A Santa Missa foi presidida por Dom Jaime Cardeal Spengler, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, que, pela Oração Consecratória e pela imposição das mãos, conferiu ao Ir. Arão o primeiro grau do Sacramento da Ordem, confiando-lhe o ministério do serviço à Palavra, à Liturgia e à Caridade.

O rito da Ordenação: a Igreja chama, Deus consagra

Após a proclamação do Evangelho, a liturgia entrou no momento próprio da Ordenação Diaconal. Conforme o Pontifical Romano, o diácono convocou o ordinando, que se apresentou diante do Bispo com a resposta simples e profunda que atravessa toda a história da salvação: “Eis-me aqui”. Em nome da Igreja, foi pedido ao Bispo que ordenasse o Ir. Arão para o ministério do diaconato, e, após o testemunho de sua idoneidade, a Igreja proclamou com alegria: “Graças a Deus”, reconhecendo a ação da graça divina.

Seguiram-se a homilia, os propósitos do eleito e a promessa de obediência. Em um dos momentos mais intensos da celebração, o ordinando prostrou-se por terra enquanto toda a assembleia invocava a intercessão dos santos na Ladainha. Em silêncio orante, o gesto expressou a total entrega da vida a Deus e à Igreja. Pela imposição das mãos e pela Prece da Ordenação, o Ir. Arão foi configurado sacramentalmente a Cristo Servo. Revestido da estola diaconal e da dalmática, recebeu das mãos do Bispo o Livro dos Evangelhos, sinal de sua missão de anunciar a Palavra e servir o povo de Deus.

Uma história vocacional tecida na fé e na missão

Nascido em 11 de novembro de 1993, na Província de Luanda, em Angola, Ir. Arão é filho de Bernardo (in memoriam) e Natália Mario. Sua caminhada vocacional teve início no Centro de Orientação Vocacional (COV) de Benguela, entre 2013 e 2015. Posteriormente, viveu o Aspirantado em Luanda nos anos de 2016 e 2017, realizando os dois primeiros anos do curso de Filosofia. Em 2018, fez o primeiro ano de Postulantado em Luanda, ocasião em que concluiu o terceiro ano de Filosofia, e seguiu para Kuimba, no Zaire, onde realizou o segundo ano de Postulantado.

Atendendo ao chamado missionário da Congregação, veio ao Brasil para o Ano do Noviciado, iniciado em 1º de janeiro de 2020, em Farroupilha/RS. No Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, Professou os Primeiros Votos Religiosos em 1º de janeiro de 2021. Sua primeira obediência o levou à Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Macapá/AP, seguida pela missão na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Marituba/PA, onde iniciou os estudos teológicos. Desde 2023, integra as Comunidades Religiosas em Porto Alegre, cursando Teologia na PUCRS. Em 1º de janeiro de 2024, renovou sua consagração com a Profissão Religiosa Trienal e, em 2025, passou a integrar a comunidade do Aspirantado e Postulantado São José.

A homilia: dois modos de viver e uma escolha vocacional

Na homilia, Dom Jaime Spengler conduziu a assembleia a uma reflexão profunda sobre a vocação e o ministério diaconal, partindo da liturgia e da Palavra proclamada. Inspirando-se na Sagrada Família, destacou-a como ícone de unidade, cuidado e proteção, modelo de relações marcadas pela confiança em Deus e pela fidelidade cotidiana. Em contraste, apresentou a figura de Herodes, símbolo do medo, da violência e da morte, propondo à assembleia – e de modo especial ao ordenando – uma pergunta decisiva: qual modelo orienta a nossa vida e as nossas escolhas?

O Arcebispo recordou que a vocação e a missão se fortalecem somente a partir de uma autêntica experiência pessoal com Jesus Cristo, e que a pobreza, realidade tão presente no ministério diaconal, assume múltiplas formas, não se limitando à dimensão econômica. O ministério ordenado, afirmou, deve trazer as marcas da vida, do respeito, da ternura, da cura e da caridade concreta. Dirigindo-se diretamente ao neo-diácono, deixou uma exortação que sintetiza toda a celebração: “Que o teu jeito de viver seja como uma estrela”, luz discreta, mas firme, que conduz outros ao encontro com Cristo.

Gratidão e envio em espírito de serviço

Ao final da celebração, o Diácono Arão manifestou publicamente sua gratidão. Agradeceu a Deus pelo dom da vocação, à sua família, à Congregação, aos formadores, às comunidades por onde passou, aos amigos e a todos que, com oração e testemunho, sustentaram sua caminhada. Suas palavras refletiram simplicidade, consciência do chamado recebido e disponibilidade para servir onde a Igreja e a Divina Providência o enviarem.

Palavras do Casante 

Em sintonia com o espírito da celebração, esteve presente o Casante, Pe. Massimiliano Parrella, que dirigiu ao neo-diácono e à assembleia palavras marcadas pela profundidade espiritual e pela fidelidade ao carisma calabriano. Em seu pronunciamento, destacou que a vocação não nasce de um projeto pessoal ou de ambições individuais, mas é sempre iniciativa de Deus, obra da Sua graça confiada a mãos frágeis e sustentadas diariamente pela confiança na Divina Providência. Suas palavras ajudaram a situar a Ordenação Diaconal do Ir. Arão no horizonte mais amplo da missão da Congregação e da Igreja, tornando este momento não apenas um passo pessoal no caminho vocacional, mas um sinal concreto de esperança, renovação e fidelidade para toda a Família Calabriana.

A celebração foi concluída com a bênção solene e o envio missionário, enquanto a assembleia, em clima de alegria e oração, confiava o novo diácono à proteção de Maria e à intercessão de São João Calábria, certos de que aquele que começou a boa obra há de levá-la à plenitude, sob a luz da estrela que conduz ao Cristo Servo.

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