Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade. 
Aceitar Cookies
Recusar Cookies
 
 

Orar, Chamar, Responder: As Três Palavras de Ordem da Vocação

João Paulo II destaca que Cristo tem necessidade, quer ter necessidade, das vossas pessoas, da vossa inteligência, das vossas energias, da vossa fé, do vosso amor e da vossa santidade.

Artigos

06.08.2024 17:02:45 | 5 minutos de leitura

Orar, Chamar, Responder: As Três Palavras de Ordem da Vocação

Introdução

No dia 6 de janeiro de 1979, o Papa João Paulo II dirigiu-se ao mundo com sua primeira mensagem para o XVI Dia Mundial das Vocações, intitulada "Orar, Chamar, Responder: As Três Palavras de Ordem da Vocação". Esta mensagem ressoa profundamente com o coração da Igreja, convocando todos os fiéis a refletirem sobre o significado e a importância das vocações. João Paulo II delineou três ações fundamentais que devem guiar a comunidade cristã: orar fervorosamente, chamar corajosamente e responder com amor. Estas ações não são apenas tarefas, mas expressões de um compromisso profundo com a missão de Cristo e com a vida da Igreja.

1. Orar: A Base de Toda Vocação

O Papa João Paulo II inicia sua mensagem enfatizando a importância da oração. Ele relembra a ordem de Cristo: "Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe" (Mt 9, 38). Este apelo à oração não é apenas um pedido, mas uma convocação a toda a Igreja para se unir em um clamor incessante por vocações. A oração é vista como a base fundamental de toda vocação, pois é através dela que nos conectamos com a vontade divina e abrimos nossos corações para os planos de Deus.

João Paulo II destaca que a oração deve ser cheia de esperança, sustentada pela promessa de Cristo de que onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome, Ele estará presente. A Eucaristia, centro da vida cristã, torna-se o altar onde elevamos nossas súplicas, seguros de que Cristo intercede por nós. A oração pelas vocações deve ser contínua e universal, como um "mosteiro invisível" onde corações crentes se unem em uma invocação perene. Esta prática constante de oração é uma expressão de fé na providência divina e na certeza de que Deus suprirá as necessidades da Sua Igreja.

2. Chamar: A Missão de Anunciar

O segundo aspecto abordado pelo Papa é o chamado. Ele lembra que, além de orar, é necessário chamar. Jesus não apenas orou, mas também chamou pessoalmente seus discípulos, convidando-os a segui-Lo. Este chamado é uma responsabilidade que a Igreja, especialmente através de seus pastores, deve continuar a exercer. As palavras de Cristo, "Segui-me, e farei de vós pescadores de homens" (Mt 4, 19), ainda ressoam como um convite contínuo e universal.

O Concílio Vaticano II exortou os bispos a promoverem as vocações sacerdotais e religiosas, especialmente as missionárias. Este mandato é essencial para garantir que o Povo de Deus ouça o convite de Cristo e possa responder com generosidade. O Papa João Paulo II encoraja os líderes da Igreja a serem ousados em chamar, a descer para o meio dos jovens, a encontrá-los onde estão e a proclamar o chamado de Deus. Ele ressalta que muitos jovens estão à procura de um propósito para suas vidas, e é dever da Igreja oferecer-lhes a possibilidade de uma vida consagrada a Cristo.

3. Responder: O Convite à Aventura da Fé

Finalmente, João Paulo II dirige-se diretamente aos jovens, chamando-os a responder ao chamado de Deus com coragem e amor. Ele lembra os exemplos bíblicos de resposta imediata e generosa ao chamado de Jesus, como Pedro e André, que "deixando imediatamente as redes, O seguiram" (Mt 4, 20), e Saulo, que perguntou: "Que hei de fazer, Senhor?" (At 22, 10). Estas respostas são modelos de prontidão e entrega total a Deus.

João Paulo II destaca que Cristo tem necessidade, quer ter necessidade, das vossas pessoas, da vossa inteligência, das vossas energias, da vossa fé, do vosso amor e da vossa santidade. Se é para o sacerdócio que Cristo chama, é porque Ele deseja exercer o seu sacerdócio através da consagração e missão sacerdotal de cada um. Cristo quer falar aos homens de hoje com a nossa voz; quer consagrar a Eucaristia e perdoar os pecados por meio de nós. Ele deseja amar com o nosso coração; quer ajudar com as nossas mãos; e quer salvar com os nossos esforços. Pensai bem nisto. A resposta que muitos podem dar é dirigida pessoalmente a Cristo, que chama para estas coisas grandes.

O Papa enfatiza que a vida é um dom de Deus e deve ser usada para algo bom. Ele convida os jovens a considerarem a vocação sacerdotal, religiosa ou missionária como uma "extraordinária aventura" de fé e serviço. João Paulo II reconhece que responder ao chamado de Deus pode ser desafiador, mas encoraja os jovens a superarem o medo com o amor. Ele afirma que o amor é a verdadeira resposta a toda vocação, um amor que é sustentado e alimentado pelo próprio Cristo.

Conclusão

A mensagem de João Paulo II continua sendo um apelo poderoso para a Igreja, especialmente para os jovens, a abraçar a oração, o chamado e a resposta como partes essenciais da vida cristã. Orar para que Deus envie trabalhadores para a Sua messe, chamar aqueles que são chamados a servir e responder com amor e generosidade são atos que sustentam a missão da Igreja. A vocação é uma expressão do amor de Deus e uma oportunidade de servir à Sua vontade. Através de uma vida dedicada a Cristo, os fiéis encontram não apenas a realização pessoal, mas também a realização do plano divino para a humanidade. Que esta mensagem inspire todos nós a vivermos com fé, esperança e amor, respondendo ao chamado de Deus em nossas vidas.


Conforme: Copyright © Dicastero per la Comunicazione - Libreria Editrice Vaticana

-----

Clique aqui e inscreva-se no nosso Canal no WhastApp e acompanhe as notícias da Delegação Nossa Senhora Aparecida.

Mais em Artigos
 

Copyright © Pobres Servos da Divina Providência.
Direitos reservados, acesse a política de privacidade.