O Tempo de Deus: Amar é o Mandamento que Nos Conduz à Eternidade
Quando o amor se torna o centro do nosso tempo, até o sofrimento se transforma em caminho de ressurreição.
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16.05.2025 07:00:00 | 4 minutos de leitura

5º Domingo da Páscoa
Padre Rafael Pedro Susrina, psdp
O passar do tempo muitas vezes nos preocupa, deixamos inúmeras vezes a idade definir nossos objetivos, metas e sonhos. E dentro desta vida desenfreada pela contagem dos segundos, com pesos em cima de pesos, esquecemos de viver o presente: o amor de Deus. “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. A lista de justificativas para nossa falta de conversão e amor é constantemente atualizada e nos coloca cada vez mais para baixo, deixando-nos inertes à Ressurreição de Cristo. Qual está sendo a minha Páscoa? Para onde Cristo está me conduzindo? O que Cristo está falando ao meu coração neste domingo?
Na Leitura dos Atos dos Apóstolos, Paulo e Barnabé, voltam para a cidade que já havia sido evangelizada e encorajam os discípulos, os exortando a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. Qual o significado do sofrimento? O Catecismo (cf. 1505) nos ajuda: “Por sua paixão e morte na cruz, Cristo deu um novo sentido ao sofrimento que, doravante, pode nos configurar com Ele e nos unir a sua paixão redentora”. O sofrer nos aproxima de Cristo, se assim eu decidir viver. Por isso precisamos ter fé, pois viver a Ressurreição de Cristo no sofrimento é uma bela característica do cristão: um testemunho profundo.
No livro do Apocalipse de São João, nos é anunciado “um novo céu e uma nova terra” que encantadora certeza, saber que o Paraiso existe. Não é uma utopia ou algo para enganar as pessoas que porventura tenham pouca instrução. É uma verdade de nossa fé, peregrinamos em direção à Deus. Ouvimos que “Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. Isso não significa dizer que não há “sofrimento”, é verdade que não haverá sofrimento no céu, e o sofrimento aqui na terra não é o problema... o problema é como nos relacionamos com Deus dentro desta realidade de dor/sofrimento. Quais são os meus sofrimentos? Percebo Deus junto a mim? Facilmente jogamos para os extremos e perdemos a oportunidade de Amar o sofrer por Cristo. Sim, na eternidade não haverá mais sofrimento, mas haverá aquele que Amou sofrer por Cristo.
Depois que Judas saiu da presença de todos, Jesus diz: “Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco”. O tempo com Jesus. Quanto tempo estamos tendo com Jesus? O nosso tempo está regularmente ocupado com efemeridades. Não é Cristo que precisa entrar no nosso tempo (horário, cronograma), na verdade devo ser eu que entro no tempo de Cristo, ou seja, que vivo totalmente Nele, para Ele, com Ele. Que graça estarmos aqui, hoje: “Fazei isto em memória de mim”, onde estive ontem? Amanhã onde estarei? Cristo é eterno. Em todos os momentos Jesus pode estar comigo, isso é fato, mas Ele é o centro de minha vida? Pois o tempo pode estar passando e eu me perdendo... Por fim, Jesus profere: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros.” Não podemos escolher amar ou não amar, pois essa foi uma ordem direta. Podemos escolher o que vamos comer ou vestir, amar Cristo não é uma opção... mas sim, uma regra de vida!
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