Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade. 
Aceitar Cookies
Recusar Cookies
 
 

Novena da Família Calabriana - dia 9 | Abbá: fazei de nós família!

Novena a São João Calábria 2026

25.09.2026 06:25:29 | 10 minutos de leitura

Novena da Família Calabriana - dia 9 | Abbá: fazei de nós família!

DIA 9 — ABBÁ: FAZEI DE NÓS FAMÍLIA!

Símbolo: o deserto que se torna oásis

Chegamos ao último dia da novena.

O poço do Abbá, colocado no primeiro dia no centro do deserto, permanece como a grande referência de todo o caminho.

Ao seu redor estão os símbolos que acompanharam os dias anteriores. Eles recordam o itinerário vivido: nossas sedes e fragilidades, a confiança na Providência, a diversidade da Família, a mansidão, o cuidado da vida, a missão, a alegria e a comunhão.

Hoje o cenário é completado com plantas, flores, tecidos, luzes e outros elementos festivos, de modo que o deserto inicial se transforme simbolicamente em um oásis.

O deserto não floresceu por si mesmo.

Tudo começou na Fonte.

O símbolo final expressa o fruto de todo o caminho: quando reconhecemos Deus como Abbá e vivemos como seus filhos, também nossas relações são transformadas.

O Pai faz de nós família.

Gesto
Representantes das diferentes expressões da Família Calabriana entram levando plantas, flores, tecidos coloridos, pequenas luzes ou outros símbolos de vida e festa.

É importante que estejam representadas diferentes vocações e gerações: crianças, jovens, famílias, religiosos, religiosas, leigos, colaboradores e outras pessoas que participam da vida e da missão calabriana.

Os elementos são colocados ao redor do poço, completando a transformação do deserto em oásis.

Depois, todos são convidados, onde for possível, a formar um grande círculo ao redor do poço ou a permanecer unidos em espírito de comunhão.

Reza-se lentamente o Pai-Nosso.

Ao final, cada pessoa volta-se para quem está próximo e diz:
“Tu és meu irmão.”
ou:
“Tu és minha irmã.”
E todos podem concluir:
“Somos família em Deus Abbá.”

Introdução

Chegamos ao último dia da nossa novena. Durante nove dias, caminhamos ao redor de um poço.

No início havia um deserto: Pedras. Areia. Galhos secos. Pouco a pouco, porém, alguma coisa começou a mudar.

Não porque o deserto tivesse desaparecido de repente, mas porque descobrimos que no meio dele existia uma Fonte.

Essa Fonte tem um Nome: Abbá.

Tudo começou aqui.

Descobrimos que Deus é Pai e, por isso, somos filhos.
Descobrimos que o Pai cuida de nós e aprendemos a confiar em sua Providência.
Descobrimos que, tendo um único Pai, somos uma só família.
Aprendemos que a fraternidade precisa da mansidão.
Que o amor se torna concreto na caridade que guarda a vida.
Que aquilo que recebemos deve transbordar, fazendo de nós missionários da Providência.
Que o Evangelho vivido faz florescer a alegria.
E que os filhos do mesmo Pai são chamados a construir comunhão.

Hoje todas essas experiências convergem para uma única oração:
Abbá, fazei de nós família!

Não apenas pessoas reunidas.
Não apenas membros de uma instituição.
Não apenas colaboradores de uma missão comum.

Mas irmãos e irmãs que reconhecem a mesma origem, bebem da mesma Fonte e caminham para a mesma casa.

Esta é a Família que nasce do coração do Abbá.

Palavra de Deus - Gálatas 4,4-7

“Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei, para que recebêssemos a adoção filial.
E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: ‘Abbá, Pai!’.
Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro, por graça de Deus.”

Mateus 12,46-50
“Enquanto Jesus ainda falava às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele.
Alguém lhe disse: ‘Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo’.
Jesus respondeu àquele que lhe tinha falado: ‘Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?’
E, estendendo a mão para os discípulos, disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.”

As duas passagens conduzem ao coração da experiência vivida nesta novena.

São Paulo afirma que não somos escravos, mas filhos. E esta identidade não é apenas uma ideia. O próprio Espírito clama dentro de nós: “Abbá, Pai!”

Jesus, por sua vez, amplia os limites da família. Sua família nasce da relação com o Pai e da escuta obediente de sua vontade.

É o Pai que gera a família.
É o Espírito que nos faz filhos.
É Jesus que nos reconhece como irmãos e irmãs.

A família cristã não se fecha em si mesma. Ela se alarga, acolhe e cria novos vínculos.
Não podemos dizer “Pai nosso” e viver como filhos únicos.
Se o Pai é nosso, o outro é irmão.

ECO CALABRIANO

São João Calábria tinha profunda consciência de que a Obra não nascera simplesmente de uma iniciativa humana, mas do coração de Deus:

“É preciso manter fixo na mente que a Obra foi querida pelo Senhor, que Ele a fundou, que nasceu do Sagrado Lado de Jesus Crucificado.” (PROMEMÓRIA – APONTAMENTOS * 4962/A, Verona, 17-12-1947)

Justamente por ser Obra de Deus, a comunhão entre seus membros era uma exigência fundamental:

“Para que esta Obra de Deus, surgida justamente por sua vontade direta, possa existir sempre e difundir-se para a sua maior glória e para o bem das almas, é necessário que os membros desta Obra sejam um só coração e uma só alma, no doce e querido vínculo da caridade.” (DIÁRIO * 153, 20 de agosto de 1917)

E São João Calábria insistia:

“Meus irmãos, nós estamos unidos pelo doce vínculo da caridade; que a caridade, portanto, reine sempre na Casa do Deus da caridade.” (CART. COLET. * 6481, Verona, 24-12-1909)

A memória das origens não é nostalgia. É um chamado a retornar continuamente à Fonte para perguntar:
O que o Espírito pede hoje à Família Calabriana para que permaneça fiel ao dom recebido?

Reflexão do dia

Olhemos novamente para o poço.
No primeiro dia, havia ao seu redor um deserto.
Hoje vemos um oásis.

Esta transformação resume todo o caminho da novena.
A Fonte estava presente desde o início.
Mesmo quando havia somente pedras.
Mesmo quando o terreno parecia árido.
Mesmo quando ainda não havia flores.

O Abbá já estava ali.
Talvez esta seja uma das grandes certezas que São João Calábria deseja nos transmitir: há um Pai.
Há um Pai sobre a nossa vida.
Há um Pai sobre aquilo que compreendemos e sobre aquilo que ainda não conseguimos compreender.
Há um Pai sobre a Obra.
Há um Pai sobre nossas comunidades.
Há um Pai sobre a missão.
Há um Pai sobre o futuro.

Esta certeza não elimina as dificuldades, mas muda a maneira de atravessá-las.
Não caminhamos como órfãos.
Somos filhos.
E justamente porque somos filhos, podemos reconhecer-nos como irmãos.
A novena termina, portanto, onde começou: no Abbá.

Mas não retornamos ao mesmo ponto.
No primeiro dia, contemplávamos o Pai.
Hoje percebemos aquilo que o Pai deseja realizar em nós: fazer-nos família.
Esta é também uma responsabilidade.

A Família Calabriana não pode ser apenas um nome.
Precisa tornar-se experiência.
Família quando acolhe.
Família quando escuta.
Família quando ninguém é esquecido.
Família quando os pequenos encontram lugar.
Família quando os pobres não são apenas destinatários de nossos serviços, mas irmãos.
Família quando religiosos, religiosas e leigos reconhecem os dons uns dos outros.
Família quando as diferentes gerações caminham juntas.
Família quando existe espaço para quem chega.
Família quando alguém pode mostrar sua fragilidade sem medo de ser descartado.
Família quando sabemos pedir perdão e recomeçar.
Família quando a missão deixa de ser “minha” e se torna nossa.

É neste horizonte que o Agorá, que celebraremos em 2027, adquire todo o seu significado.

O Agorá é uma praça aberta.
Lugar de encontro.
Lugar onde diferentes pessoas chegam de diferentes caminhos.
Lugar onde se fala e se escuta.
Lugar onde ninguém deveria ser apenas espectador.

Também a Família Calabriana é chamada a tornar-se cada vez mais um Agorá de vida: espaço no qual vocações, gerações, culturas e serviços diferentes se encontram ao redor da mesma Fonte.
Não para permanecer fechados em nós mesmos.

O oásis existe também para o viajante.
Quem chega cansado deve poder encontrar água.
Quem chega ferido deve encontrar cuidado.
Quem chega sozinho deve encontrar irmãos.
Quem perdeu a esperança deve encontrar uma luz.

Quem procura Deus deve encontrar pessoas que, com a própria vida, possam dizer: “Existe um Pai. Confia n'Ele.”

Esta é a missão que permanece depois da novena.

São João Calábria desejava levar novamente ao mundo a fé em Deus Pai e em sua Providência.

Hoje essa missão está em nossas mãos.
Precisamos ser faróis acesos.
Precisamos ser Evangelhos vivos.
Precisamos ser missionários da Providência.
Precisamos ser uma Família que, por sua maneira de viver, torne credível a palavra Abbá.

O deserto tornou-se oásis.
Mas o caminho não termina aqui.

Agora somos enviados.
A água que recebemos precisa chegar a outros desertos.
A fraternidade que experimentamos precisa alcançar outras solidões.
A alegria que floresceu precisa ser partilhada.
A Providência que nos sustentou precisa tornar-se cuidado para outros.
E tudo pode ser resumido em uma oração: Abbá, fazei de nós família!

Para refletir e partilhar

Depois deste caminho, o que significa para mim dizer verdadeiramente: “Deus é Abbá e eu sou seu filho, sua filha”?

O que ainda precisa ser transformado em nossas relações para que a Família Calabriana seja cada vez mais uma verdadeira experiência de fraternidade, comunhão e acolhida?

A quem somos enviados, pessoalmente e como comunidade, para levar a água da Providência depois desta novena?

Intenções

Ao Abbá, Pai bom e providente, que nos reuniu ao redor da mesma Fonte e nos fez irmãos e irmãs, apresentemos com confiança as nossas preces, rezando juntos:
Abbá! Pai! Escutai a nossa prece.

1. Pela Igreja, para que seja cada vez mais casa e família de Deus, aberta a todos, especialmente aos pequenos, aos pobres, aos feridos e àqueles que procuram um lugar onde possam sentir-se acolhidos. Rezemos ao Senhor.

2. Pela Família Calabriana presente nos diferentes continentes, para que, fiel ao carisma de São João Calábria, cresça na comunhão e anuncie ao mundo, com a própria vida, que Deus é Pai e sua Providência não abandona nenhum de seus filhos. Rezemos ao Senhor.

3. Pelos pobres, abandonados, refugiados, migrantes, doentes, idosos, crianças, jovens e por todos os que experimentam solidão ou falta de esperança, para que encontrem uma família, uma comunidade e mãos dispostas a acolhê-los e acompanhá-los. Rezemos ao Senhor.

4. Por nossas comunidades, famílias, paróquias, obras, escolas, missões e demais presenças calabrianas, para que sejam verdadeiros Agorás de vida, lugares de encontro, escuta, fraternidade, cuidado e missão. Rezemos ao Senhor.

5. Por cada um de nós, para que a graça recebida nestes dias não termine com a novena, mas se transforme em escolhas concretas de confiança, fraternidade, mansidão, caridade, alegria, comunhão e missão. Rezemos ao Senhor.

Oração diante do símbolo (Pode ser feita com todos de mãos dadas ou abraçados)

Abbá, Pai,
 o deserto tornou-se oásis.

Onde havia pedras,
 fizeste nascer flores.

Onde havia sede,
 abriste uma Fonte.

Onde havia solidão,
 reuniste irmãos e irmãs.

Onde havia medo,
 ensinaste-nos a confiar.

Hoje te agradecemos
 porque nos chamaste filhos,
 nos reuniste como irmãos
 e nos envias como missionários.

Pai bom,
 faze com que a Família Calabriana
 seja no mundo um oásis de paz,
 um Agorá de vida,
 uma casa para cada filho.

Que nossas comunidades acolham,
 que nossas mãos cuidem,
 que nossas palavras consolem,
 que nossa alegria anuncie o Evangelho
 e que nossa vida testemunhe a tua Providência.

Abbá, faze de nós família!

Oração a São João Calábria

Ó Deus, nosso Pai, vos louvamos pela providência com que conduzis o universo e a nossa vida. Agradecemos-vos pelo dom da santidade evangélica que concedestes ao vosso servo São João Calábria. Animados pelo seu exemplo, colocamos em Vós todas as nossas preocupações, desejando que aconteça em nós o vosso Reino. Dai-nos o vosso Espírito, para que torne o nosso coração disponível à vossa vontade. Fazei que amemos os irmãos, sobretudo os mais pobres e abandonados, para chegar um dia, juntamente com eles, à alegria eterna, onde nos esperais com Jesus, vosso Filho e Nosso Senhor. Pela intercessão de São João Calábria, concedei-nos a graça que agora com confiança vos pedimos...
São João Calábria, rogai por nós!

—--

Agradecemos por rezar conosco.
Inscreva-se em nosso Canal e continue nos acompanhando.

Mais em Novena a São João Calábria 2026
 

Copyright © Pobres Servos da Divina Providência.
Direitos reservados, acesse a política de privacidade.