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Novena da Família Calabriana - dia 7 | A alegria do Evangelho

Novena a São João Calábria 2026

25.09.2026 04:17:04 | 9 minutos de leitura

Novena da Família Calabriana - dia 7 | A alegria do Evangelho

DIA 7 — A ALEGRIA DO EVANGELHO

Símbolo: as flores no deserto

O poço do Abbá permanece no centro, acompanhado pelos símbolos acrescentados nos dias anteriores.

Neste sétimo dia, algo novo começa a aparecer ao seu redor: flores frescas, pequenos ramos verdes ou flores do campo.

O deserto preparado no primeiro dia começa, pouco a pouco, a transformar-se.

As flores representam a alegria do Evangelho, a vida nova que brota quando nos deixamos alcançar pelo amor do Abbá.

Não se trata de uma alegria superficial ou passageira. É a alegria dos pequenos, daqueles que sabem reconhecer a vida como dom, confiar na Providência e descobrir a presença do Pai também nas coisas simples.

Onde o Evangelho é acolhido e vivido, a vida começa a florescer.

Gesto

Cada pessoa, ou alguns representantes da comunidade, recebe uma flor ou um pequeno ramo verde.

Durante um canto ou em silêncio, aproximam-se do poço e colocam as flores entre as pedras, os galhos secos e os demais elementos presentes.

O deserto começa a tornar-se jardim.

Enquanto o gesto é realizado, pode-se proclamar:

Hoje o deserto começa a florescer. Onde parecia existir somente aridez, surge vida. Onde havia pedras, aparecem cores. Onde havia silêncio, nasce a alegria.

As flores são o símbolo da alegria do Evangelho: uma alegria simples, profunda e agradecida, que nasce do encontro com o Abbá. Deus faz florescer a vida também em nossos desertos.

Introdução

Chegamos ao sétimo dia de nossa caminhada.
Partimos da descoberta de Deus como Abbá.
Aprendemos a confiar em sua Providência.
Reconhecemo-nos como uma só família.
Fomos chamados à mansidão nas relações.
Contemplamos a caridade que guarda a vida.
E fomos enviados como missionários da Providência.

Hoje contemplamos um fruto que nasce deste caminho:
a alegria do Evangelho.

A alegria cristã não significa ausência de dificuldades, sofrimento ou provações. Também não é euforia ou entusiasmo passageiro.

É algo mais profundo.
É a alegria de saber que somos filhos.
A alegria de saber que não estamos abandonados.
A alegria de descobrir que existe um Pai que cuida de nós.
A alegria de reconhecer irmãos e irmãs ao nosso lado.
A alegria de perceber que a nossa vida pode tornar-se dom.

São João Calábria desejava pessoas capazes de manifestar esta alegria com a própria vida.

A alegria torna-se, assim, um estilo de vida.

Não precisa de grandes acontecimentos para existir. Aprende a reconhecer o dom escondido nas pequenas coisas e faz da gratidão uma maneira de olhar para a existência.

Hoje, ao redor do poço, o deserto começa a florescer.

Também em nós o Evangelho quer fazer florescer vida nova.

Palavra de Deus - Lucas 10,21-22

“Naquela mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: ‘Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar’.”

Jesus exulta de alegria.
E sua alegria nasce da relação com o Pai.
Ele contempla aquilo que o Pai realiza nos pequenos e transforma essa descoberta em louvor.

A alegria do Evangelho está intimamente ligada a um olhar capaz de reconhecer a ação de Deus.

Os pequenos recebem aquilo que muitas vezes permanece escondido aos que acreditam saber e controlar tudo.

O pequeno sabe receber.
Sabe admirar-se.
Sabe agradecer.
Sabe depender.

Por isso, a alegria evangélica possui algo profundamente filial.
Jesus se alegra porque contempla o Pai agindo.

Também nós podemos aprender este olhar: perceber os pequenos sinais de vida, reconhecer o bem que cresce silenciosamente e agradecer por aquilo que a Providência realiza todos os dias.

ECO CALABRIANO

São João Calábria convidava seus filhos a viverem o Evangelho de maneira concreta, tornando-se testemunhas vivas daquilo que anunciavam:

“Irmãos, no desempenho de vossos cargos e obrigações, em contato com os jovens, nas relações necessárias com as pessoas do mundo, pronunciai sempre aquela boa palavra do vivo sabor evangélico e, sobretudo, dai o exemplo de uma vida prática vivida de acordo com o santo Evangelho.

Enxergai a Deus no pobre que encontrardes no caminho, na pessoa com quem tiverdes de tratar, nos jovens de cuja educação estiverdes encarregados, nas almas que a divina Providência fizer se aproximarem de vós.

Retornemos à prática do santo Evangelho, de todo o Evangelho, sem mutilações, sem interpretações arbitrárias; mas procurando penetrar no seu sentido e espírito puro e genuíno, adequando a ele nossas opiniões e nossa vida.

Acabou a época das meias medidas; vivamos na realidade confiando no Evangelho.” (São João Calábria — “Evangelhos vivos”)

O Evangelho vivido torna-se uma fonte de alegria porque unifica a vida. Não existe distância entre aquilo que acreditamos e aquilo que procuramos viver.

A alegria nasce também desta simplicidade: confiar no Evangelho e vivê-lo.

Reflexão do dia

Hoje aparecem flores no deserto.
No primeiro dia havia apenas areia, pedras e galhos secos.
Nada foi retirado.
As pedras continuam ali.
Os sinais da aridez continuam visíveis.
Mas, no meio deles, surgiu vida.
Esta imagem nos ajuda a compreender a alegria cristã.
A alegria do Evangelho não exige que desapareçam todas as pedras.
Não precisamos esperar que todos os problemas sejam resolvidos para experimentar a alegria.

A vida de São João Calábria conheceu pobreza, dificuldades, incompreensões, responsabilidades, sofrimentos e provações.

E, ainda assim, sua confiança permanecia enraizada em Deus.
A verdadeira alegria não nasce de uma vida sem cruzes.
Nasce de uma vida que descobriu quem a sustenta enquanto carrega a cruz.

É a alegria do filho que sabe que existe um Pai.
É a alegria de quem pode dizer: não estou sozinho.

Por isso, a alegria evangélica é diferente da euforia.
A euforia depende das circunstâncias.
A alegria cristã possui raízes.
Suas raízes chegam até a Fonte.

Talvez por isso Jesus fale dos pequenos.
Quem se considera autossuficiente tem dificuldade de receber.
Quem vive preocupado em controlar tudo perde facilmente a capacidade de admirar-se.

Os pequenos, ao contrário, sabem reconhecer o dom.
Uma flor.
Um encontro.
Uma refeição partilhada.
Uma palavra amiga.
Uma oração.
Uma porta aberta.
Um gesto inesperado.
Uma pessoa que permaneceu ao nosso lado.
Uma dificuldade superada.
Um novo começo.

A Providência muitas vezes se manifesta através de coisas pequenas.
A alegria nasce quando aprendemos a percebê-las.
E essa alegria não pode permanecer apenas dentro de nós.
A alegria também é missão.
Uma comunidade alegre anuncia alguma coisa sobre Deus.

Não uma comunidade sem problemas ou conflitos, mas uma comunidade na qual, apesar das dificuldades, as pessoas continuam acreditando na fraternidade, continuam acolhendo, continuam servindo e continuam esperando.

Há pessoas que talvez nunca leiam um texto de São João Calábria.
Talvez nunca estudem profundamente o carisma.
Mas encontrarão uma comunidade.
Encontrarão um religioso.
Uma religiosa.
Um leigo.
Um colaborador.
Uma família.
Um jovem.

E talvez, olhando para a maneira como vivemos, perguntem:
“De onde vem esta esperança?”
É aí que a alegria se torna anúncio.

A Família Calabriana é chamada a testemunhar a alegria de pertencer ao Abbá.
Uma alegria simples.
Fraterna.
Acolhedora.

Uma alegria que não exclui ninguém.
Uma alegria que encontra lugar à mesa para mais uma pessoa.
Uma alegria capaz de celebrar o bem do outro.
Uma alegria que sabe agradecer.
Uma alegria que continua florescendo mesmo quando ainda existem pedras ao redor.

Hoje o deserto começa a mudar.
Não porque desapareceram todas as dificuldades.
Mas porque a Fonte estava ali desde o início.
E onde a água do Abbá encontra espaço, a vida floresce.

Para refletir e partilhar

Consigo reconhecer e agradecer as pequenas manifestações da Providência presentes em minha vida cotidiana?

Minha maneira de viver e servir transmite a alegria do Evangelho ou revela principalmente peso, cansaço e preocupação?

O que podemos cultivar em nossas comunidades para que a Família Calabriana seja reconhecida como uma família alegre, acolhedora e cheia de esperança?

Intenções

Ao Abbá, fonte da verdadeira alegria, que faz florescer a vida também em nossos desertos, apresentemos confiantes as nossas preces, rezando juntos:
Abbá! Pai! Escutai a nossa prece.

1. Pela Igreja, para que anuncie o Evangelho com a alegria que nasce do encontro com Cristo e seja presença de esperança em meio às tristezas e angústias da humanidade. Rezemos ao Senhor.

2. Pela Família Calabriana, para que a confiança na Paternidade de Deus e em sua Providência faça florescer comunidades alegres, fraternas, simples e acolhedoras. Rezemos ao Senhor.

3. Pelos que vivem na tristeza, na solidão, no desânimo ou perderam a esperança, para que encontrem pessoas capazes de permanecer ao seu lado e ajudá-los a redescobrir razões para continuar caminhando. Rezemos ao Senhor.

4. Pelas crianças, jovens, famílias, religiosos, religiosas, leigos, colaboradores e por todos aqueles que vivem o Carisma Calabriano, para que encontrem no Evangelho uma fonte permanente de alegria e façam de sua vida um testemunho da bondade do Pai. Rezemos ao Senhor.

5. Por cada um de nós, para que saibamos reconhecer os dons escondidos no cotidiano, agradecer pela ação da Providência e levar aos ambientes onde vivemos a alegria simples e verdadeira dos filhos de Deus. Rezemos ao Senhor.

Oração diante do símbolo

Abbá, Pai,
 hoje fazemos florescer o deserto.

Cada flor é um sinal da tua alegria,
 cada cor é uma promessa,
 cada perfume é um dom.

Faze com que a alegria do Evangelho
 habite em nós,
 ilumine nossos rostos,
 torne leves os nossos passos.

Que a alegria se torne estilo de vida
 na Família Calabriana.

Que floresça em nossas comunidades,
 cresça na fraternidade
 e seja oferecida na missão.

Abbá, Pai,
 faze florescer a vida
 também nos nossos desertos.

Oração a São João Calábria

Ó Deus, nosso Pai, vos louvamos pela providência com que conduzis o universo e a nossa vida. Agradecemos-vos pelo dom da santidade evangélica que concedestes ao vosso servo São João Calábria. Animados pelo seu exemplo, colocamos em Vós todas as nossas preocupações, desejando que aconteça em nós o vosso Reino. Dai-nos o vosso Espírito, para que torne o nosso coração disponível à vossa vontade. Fazei que amemos os irmãos, sobretudo os mais pobres e abandonados, para chegar um dia, juntamente com eles, à alegria eterna, onde nos esperais com Jesus, vosso Filho e Nosso Senhor. Pela intercessão de São João Calábria, concedei-nos a graça que agora com confiança vos pedimos...
São João Calábria, rogai por nós!

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