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Cardeal Pietro Parolin leva à COP30 a mensagem do Papa Leão XIV: "Se queres cultivar a paz, cuida da criação"

“Se queres cultivar a paz, cuida da criação. A verdadeira paz nasce do respeito à vida, da justiça entre os povos e da harmonia com a Casa Comum.” – Papa Leão XIV

COP-30

12.11.2025 10:35:29 | 4 minutos de leitura

Cardeal Pietro Parolin leva à COP30 a mensagem do Papa Leão XIV:

Belém (PA) – No coração da Amazônia, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, transmitiu a mensagem do Papa Leão XIV, reafirmando o compromisso da Igreja Católica com a construção da paz por meio do cuidado com a criação.

Em nome do Santo Padre, o Cardeal Parolin iniciou o discurso saudando os chefes de Estado e os representantes internacionais reunidos em Belém, recordando que “existe uma ligação clara entre a construção da paz e a gestão da criação”. Para o Papa, não há caminho para a paz sem o respeito pela vida e pela natureza — dons que provêm de Deus e que exigem responsabilidade compartilhada entre as nações.

O pronunciamento destacou que, em um “mundo em chamas, tanto pelo aquecimento global quanto pelos conflitos armados”, a COP30 deve tornar-se um sinal de esperança, capaz de unir ciência, fé e política em torno de um consenso ético, onde prevaleçam o bem comum e a solidariedade intergeracional.

O Papa, em sua mensagem, retomou o ensinamento de São João Paulo II, que já nos anos 1990 alertava que a crise ecológica é, antes de tudo, uma questão moral. “Cuidar da criação torna-se uma expressão de humanidade e de solidariedade”, afirmou Parolin ao citar as palavras de Leão XIV. Essa dimensão moral se expressa no dever de transformar palavras e promessas em ações concretas, fundadas na responsabilidade, na justiça e na equidade.

Entre os pontos centrais do discurso papal, destacam-se:

Conversão ecológica integral: inspirada na Laudato Si’, Leão XIV convida todos — governos, comunidades, empresas e cidadãos — a assumirem mudanças profundas nos estilos de vida e nas estruturas econômicas, conscientes de que “o clima é um bem comum, um bem de todos e para todos”.

Justiça climática e solidariedade global: o Papa exorta as nações ricas a reconhecerem suas responsabilidades históricas e a promoverem mecanismos de financiamento climático que respeitem a dignidade dos povos mais vulneráveis.

Nova arquitetura financeira internacional: centrada no ser humano, capaz de articular a dívida ecológica e a dívida externa dos países pobres, e de sustentar o desenvolvimento integral.

Educação em ecologia integral: que forme consciências e promova estilos de vida baseados na sobriedade, no respeito à criação e na defesa da vida humana em todas as suas etapas.

A mensagem reforça também a importância do multilateralismo ético e da cooperação internacional diante de desafios que ultrapassam fronteiras. “Estes desafios põem em perigo a vida de todos neste planeta e exigem um multilateralismo coeso, capaz de colocar no centro a sacralidade da vida e a dignidade dada por Deus a cada ser humano”, declarou o Cardeal Parolin.

A presença do Vaticano na COP30 insere-se numa caminhada mais ampla da Igreja Católica em favor da justiça climática e da conversão ecológica. No Brasil, a iniciativa “Igreja Rumo à COP30”, conduzida pela CNBB e por organizações como a Cáritas e o Movimento Laudato Si’, vem articulando dioceses e comunidades para que a fé se traduza em compromisso concreto com a Casa Comum.

Documentos recentes, como o manifesto episcopal “Um Chamado por Justiça Climática e a Casa Comum”, e a Mensagem para o X Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, reforçam a mesma linha de ação: o cuidado da Terra é parte essencial da missão cristã e um caminho de paz.

Ao concluir sua intervenção, o Cardeal Parolin assegurou aos líderes mundiais “as orações do Santo Padre, enquanto nesta COP30 tomais decisões importantes para o bem comum e para o futuro da humanidade”.

Em Belém, a voz da Igreja ressoou como um apelo à consciência global: sem justiça ecológica não há paz, e sem conversão ecológica não haverá futuro.

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Leia a mensagem na íntegra, aqui.

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