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Irmão Noivar Brustolin

"Dar a vida por amor a Deus e aos irmãos: eis o sentido mais belo da minha vocação. E é no abandono total à Providência que encontro a minha alegria e fidelidade." — Ir. Noivar

Storytelling Vocacional

02.08.2025 07:00:00 | 4 minutos de leitura

Irmão Noivar Brustolin

Projeto Corações Consagrados: Vozes da Vocação Calabriana

História vocacional e missionária do Irmão Noivar Brustolin.

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13)

Me chamo Ir. Noivar Brustolin. Nasci no dia 17 de março de 1951, em Vila Jansen, na paróquia de São Marcos, município de Farroupilha/RS. Sou o terceiro entre sete irmãos. Desde muito pequeno, fui tocado por uma ideia simples, ensinada pelos meus pais e pela catequista: “Devemos viver fazendo o bem, e assim, um dia, alcançar o paraíso”. Achei que ser padre seria um bom caminho para isso… e foi aí que o chamado começou a nascer no meu coração.

A confirmação desse chamado veio quando eu cursava o 5º ano primário. Um padre Pobre Servo foi até a nossa escola e nos pediu que escrevêssemos o que gostaríamos de fazer no ano seguinte. Sem hesitar, escrevi: “Quero entrar no seminário.” À tarde, ele foi até a minha casa, conversou com meus pais e me convidou para um estágio vocacional em Caravaggio, onde os Pobres Servos iniciariam um seminário no ano seguinte. Fui, gostei e fui aceito.

Em 1965, entrei para a casa de formação. Fiz a 6ª série em Caravaggio e depois fomos transferidos para Farroupilha. Concluído o ginásio, seguimos para Caxias do Sul para o científico e depois para Porto Alegre, para o curso de Filosofia.

Durante a Filosofia, surgiu a possibilidade de fazer o noviciado. Entrei com a intenção de ser padre. Mas, logo na primeira semana, durante um momento de oração, experimentei um forte chamado interior: o Senhor me convidava a consagrar-me como Irmão. Rezei, refleti e partilhei com o mestre e com outros irmãos. Após um caminho de discernimento, tomamos juntos a decisão. Seria Irmão. E foi uma das decisões mais felizes da minha vida. Nunca mais tive dúvida da minha vocação.

Como fui o primeiro irmão brasileiro na Congregação, não havia ainda uma trajetória muito clara de formação. Em diálogo com os superiores, fui orientado a estudar algo que pudesse ser útil para a formação profissional dos jovens. Assim, iniciei os estudos em Engenharia Mecânica e, paralelamente, trabalhava nas oficinas com os irmãos e ensinava desenho técnico aos jovens.

Depois de formado, fui enviado à Vila Restinga, para ajudar na gestão do Centro de Promoção do Menor (CPM) e da Creche. Após dois anos, voltei ao Calábria e, depois, fui transferido para a Itália, onde permaneci por seis anos. Desde então, minha vida missionária foi sendo marcada por muitas transferências: sul e norte do Brasil, Angola, Quênia, Itália... e hoje, novamente, estou em Marituba, no Pará.

Sempre vivi minha vocação com o espírito de disponibilidade: “Dispostos a tudo”, como nos ensinou São João Calábria. Essa é minha forma de servir à missão e ao Reino de Deus: com generosidade e com fé.

Escolhi como lema de vida uma frase que me acompanha desde os primeiros passos na vocação: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Esse é o sentido da minha entrega: dar a vida aos irmãos, por amor a Deus. E é isso que me sustenta até hoje.

Recordo que, aos 13 anos, entrei no seminário sem conhecer ninguém. Era tudo novo, e sim, no início senti muita saudade da família. Mas logo me senti em casa. O que me conquistou de verdade foi o espírito de família que encontrei ali. Foi tão forte que nunca mais pensei em voltar. Hoje, após mais de 60 anos de caminhada, posso afirmar que esse espírito ainda é muito presente entre nós, religiosos Pobres Servos.

No ano passado, completei 50 anos de profissão religiosa. Fui presenteado com um ano sabático, onde pude rezar, estudar e visitar todas as comunidades por onde passei ao longo da vida. Foi uma experiência profunda. Fui acolhido em todos os lugares como irmão e amigo. Percebi que o carisma Calabriano continua vivo, seja entre religiosos, religiosas ou leigos. Somos todos irmãos, chamados a manifestar ao mundo que Deus é Pai e Providente.

Que Maria, nossa Mãe, e São João Calábria, nosso Pai Fundador, nos mantenham unidos como uma única família. Unidos na oração e na missão, seguimos com fé e alegria!

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