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    Irmã Isilda Rosa Peresón, Psdp, 35 Anos de Vida Consagrada.

    Testemunhos

    10.09.2021 15:53:26 | 5 minutos de leitura

    Irmã Isilda Rosa Peresón, Psdp, 35 Anos de Vida Consagrada.

    REVISTA A PONTE: Irmã Isilda, conte-nos um pouco sobre suas origens, família e juventude. 
    IR. ISILDA: Nasci no dia quatro de setembro de 1961, natural da localidade Moussy - região norte do estado de Santa Fé/ Argentina - filha de Santo e Teresa Peresón, a quarta de oito irmãos. Aprendi na família os valores da convivência, fé, educação e participação na comunidade. Na região em que morávamos havia muitos campos com plantação de soja, algodão, milho e girassol. E, quando jovem, ajudei a colher principalmente algodão, aprendendo o valor e a dignidade do trabalho. Na juventude, participei e assumi cargos de coordenação do Movimento Rural. Foram experiências muito fortes de encontros com jovens, e com pessoas que trabalhavam nas colheitas, muitas vezes oriundos de outros lugares que vinham em busca de trabalho. A presença da família com as comunidades de trabalhadores do campo era de partilha, de esperança, fraternidade e uma oportunidade para crescer na fé. Estudei em uma escola agropecuária, sendo de turno integral. Aprendi em casa, e também participando de cursos, o ofício de costureira.

    REVISTA A PONTE: Irmã, partilhe conosco sobre o seu chamado vocacional. Quando ouviu pela primeira vez, quem lhe acompanhou nesse processo e como aconteceu o amadurecimento para a resposta? 
    IR. ISILDA: Um dia, estando no pátio de casa, senti uma paz muito forte, um sinal de Deus, ao qual fui buscando escutar e entender o que queria de mim. Em casa tínhamos na parede um quadro de Nossa Senhora. Muitas vezes olhando para ela pedi a graça de escutar o chamado de Jesus e conseguir responder a esta inquietude: “o que Deus quer de mim?”.
    Tive em minha caminhada pessoas que me ajudaram a escutar e acolher o chamado de Deus. Um sacerdote que me ajudou muito foi o Padre Martino Zanni, Pobre Servo da Divina Providência, que estava na Casa Nazareth, Reconquista, e acompanhava muitos jovens no caminho de discernimento vocacional. O amadurecimento ao chamado aconteceu através de um caminho no cultivo espiritual, em atitude de oração e escuta de Deus, além de algumas experiências fortes de missão que marcaram minha vida.
    REVISTA A PONTE: Como a Irmã começou a se aproximar do carisma calabriano e especialmente das Irmãs Pobres Servas?
    IR. ISILDA: Participava de encontros onde Pe. Martino dava a conhecer a pessoa e o exemplo de vida de São João Calábria. Conhecendo a história e vida das Irmãs Pobres Servas, bem como, partilhando o carisma e a espiritualidade calabriana.
    Assim, formou-se um grupo de jovens no qual partilhávamos e caminhávamos com alegria e entusiasmo. Diante dessa vivência, no ano de 1983, surgiu a oportunidade de viajar a Farroupilha/Brasil, para uma experiência na comunidade das Irmãs Pobres Servas da Divina Providência. Acompanhada de mais duas jovens, que também iam pela primeira vez, e outras duas que já haviam estado uns meses antes. Viajamos carregadas de sonhos, desejos, medos e incertezas, mas felizes e agradecidas a Deus por este importante passo que dávamos. Deixar a família, o lugar onde vivia, terminar uma relação de namoro, foram passos que marcaram esta nova etapa da minha vida. Minha família, num primeiro momento, resistiu a esta decisão, pois uma de minhas irmãs já estava fazendo experiência no caminho da vida religiosa e não queriam que mais uma filha também tomasse este caminho. Depois aceitaram e apoiaram minha escolha.

    REVISTA A PONTE: Toda mudança tem seus desafios e requer adaptabilidade. Como foi a primeira experiência com as Irmãs?
    IR. ISILDA: Chegando em Farroupilha, na comunidade Mater Deis, encontrei uma comunidade muito alegre e acolhedora, de uma vida intensa de oração, fraternidade e trabalho. Formamos um grupo de jovens, e assim, fui conhecendo melhor a vida
    das Irmãs e tendo mais presente as características da vida e do carisma calabriano. O serviço e a missão fortaleceram o dom do chamado, e com alegria ia respondendo confiando em Deus e na presença de Maria, que sempre me acompanhou.
    Nos anos de 1984 e 1985 vivi a etapa do noviciado, onde com mais profundidade se concretizava o sim à vida consagrada. No dia 1º de janeiro de 1986 realizei a primeira profissão religiosa junto às minhas companheiras de comunidade e
    alguns familiares que estiveram presentes e acompanharam este momento. 

    REVISTA A PONTE: São 35 anos de vida doada com amor e carinho pelo Reino. Conte-nos um pouco por onde passastes. 
    IR. ISILDA: Este ano, completando 35 anos de vida consagrada, agradeço muito a Deus por Seu grande amor em minha vida. Ao longo destes anos vivi em diversos lugares e sempre fiz experiência da alegria e do serviço aos mais necessitados. 1986: Laferrere, Buenos Aires, Argentina. 
    1997: Alejandra, Santa Fe, Argentina. 
    2001: (janeiro) Quixadá, Ceará, Brasil. 
    2001: (setembro) Verona, Itália 2002: Farroupilha, Rio Grande do Sul, Brasil. 
    2003: Ciudad del Este, Paraguai. 
    2005: Farroupilha, Rio Grande do Sul, Brasil. 
    2013: Reconquista, Santa Fe, Argentina. 
    2014: Verona, Itália. 
    2016: Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.
    2020: Reconquista, Santa Fe, Argentina.
    REVISTA A PONTE: Assim como foste cativada e motivada pela vida de outras irmãs, hoje tua vida é testemunho de doação no silêncio e escondimento, características peculiares do carisma Calabriano. Deixe-nos sua mensagem.
    IR. ISILDA: No ano de 2001 vivi um momento muito forte em minha vida e que marcou uma nova etapa em minha caminhada. Devido a questões de saúde, sofri um AVC o qual deixou uma lesão que comprometeu os movimentos do lado direito e a fala. Os anos sucessivos foram intensos em diversas etapas de tratamento e de recuperação até chegar a um estado mais estável e poder seguir desenvolvendo algumas atividades pessoais e na comunidade. Hoje, vivo com muita gratidão e ofereço minha oração, meu serviço nas coisas diárias em comunidade, na comunhão e oferta por tantas situações que vivemos em nível de Congregação e socialmente. Vivo confiada ao imenso amor que Deus tem por mim, na sua presença constante e que me dá muita paz e serenidade.



    Fonte: Revista A Ponte. Ed. 03, 2021.
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