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Educadores calabrianos: uma constelação de esperança!

Quando educamos com amor e esperança, tornamo-nos estrelas que, unidas, formam uma constelação capaz de iluminar o mundo.

Artigos

31.10.2025 07:00:00 | 5 minutos de leitura

Educadores calabrianos: uma constelação de esperança!

Gustavo Gobbo
Coordenador Nacional da Pastoral Calabriana

Nestes dias a Obra Calabriana celebra junto com a Igreja o Jubileu da Educação, que acontece de 27 de outubro até 2 de novembro de 2025. É um momento para celebrar a vida de todo aquele e aquela que assume a linda e desafiadora missão de ser educador e educadora. Um momento para celebrar a beleza, a potência e a riqueza do universo da educação. Um momento ainda para refletir sobre os desafios dessa missão e profissão, que continua sendo tão desvalorizada em nosso país. Por fim, também é um momento para renovar a esperança, para recordar os sonhos e os propósitos que nos fazem ser educadores e educadoras. Pois, só surge um educador/a onde nasce um coração com esperança, onde há um coração com desejo de mudança, onde ainda pulsa o sonho de um jovem e a fantasia de uma criança.

É com essa força e sentido que o Papa Leão XIV apresentou nesses dias o seu novo documento, nos convidando a “Desenhar novos mapas de esperança”, mapas que nos guiem por um caminho educativo cada vez mais coletivo e fraterno, construindo dignidade, paz, justiça social e ecologia integral. Nesta carta apostólica sobre educação e esperança, escrita pela ocasião do 60º aniversário da Declaração “Gravissimum Educationis”, documento do Concílio Vaticano II sobre educação, o Papa Leão XIV reflete sobre os desafios, as potencialidades e os sentidos mais profundos da educação.

Diante de uma humanidade onde ainda vemos a triste desigualdade, guerras e violência, “a educação tem a tarefa de reconstruir a confiança, superando conflitos e medos, lembrando que somos todos filhos de Deus, não órfãos: dessa consciência nasce a fraternidade”.

Diante de uma cultura individualista, egoísta, imediatista e meritocrática, uma educação verdadeiramente humanizadora vai na contramão desses valores. Educar é sempre um trabalho coletivo, relacional e inclusivo, que nos convida ao vínculo e à parceria no processo de ensinar e aprender. Nesse sentido, “a educação não mede seu valor apenas pelo eixo da eficiência: ela o mede pela dignidade, pela justiça e pela capacidade de servir ao bem comum”.

Diante de modelos educativos, sociais e políticos autoritários, antidemocráticos e até exibicionistas, o mundo da educação pode ser solo fértil de experiências vivas de escuta, de diálogo, de cidadania, protagonismo e construção coletiva: “menos cátedra e mais mesas onde se sentar juntos, sem hierarquias inúteis.”

Diante de modelos educativos fragmentados e fragmentadores, que consideram o aluno somente como um ser pensante, é preciso um olhar integral, reconhecendo que “o desejo e o coração não devem ser separados do conhecimento: isso significaria quebrar a pessoa. Verdadeiros espaços educativos são lugares onde as perguntas não são silenciadas e a dúvida não é banida, mas sim acompanhada.”

Diante da crise socioambiental, que destrói a vida e a biodiversidade, e que faz sofrer sobretudo os mais pobres, “a educação não pode ficar calada: deve unir justiça social e justiça ambiental, promover a sobriedade e estilos de vida sustentáveis, e formar consciências capazes de escolher não apenas o que é conveniente, mas sobretudo o que é certo.

Por fim, diante dos benefícios e também dos perigos da Inteligência Artificial, somos chamados a reconhecer e educar a consciência de que “nenhum algoritmo pode substituir o que torna humana a educação: a poesia, a ironia, o amor, a arte, a imaginação, a alegria da descoberta e até mesmo a educação ao erro como oportunidade de crescimento”. E acrescenta, entrando no cerne do debate público contemporâneo, que “a inteligência artificial e os ambientes digitais devem ser orientados para a proteção da dignidade, da justiça e do trabalho; devem ser regidos por critérios de ética pública e participação; devem ser acompanhados por uma reflexão teológica e filosófica adequada”.

Muitas são os desafios: "a hiperdigitalização pode destruir a atenção; a crise das relações pode ferir a psique; a insegurança social e a desigualdade podem apagar o desejo", mas muito maior e mais profunda é a nossa esperança, pois somos uma constelação de educadores calabrianos, junto com milhares de outros educadores e educadoras pelo mundo afora. Os desafios e as derrotas muitas vezes fazem desabar em nós o ânimo e a vitalidade. Mas, se hoje somos educadores e educadoras, é porque um dia nos inspiramos em alguém que acreditou em nós, que acreditou na força da educação como motriz de transformação pessoal e social. Não percamos jamais esta fé. “Não deixemos que nos roubem a esperança”. (cf. Papa Francisco)

Se outrora São João Calábria nos motivou assim: “Cada um de vocês é uma chama, e todas as chamas juntas devem ser um grande farol”, hoje convidamos a cada educador/a calabriano/a: ‘mantenha viva a luz de sua estrela, para que todas as nossas estrelas juntas formem uma grande constelação, uma constelação de esperança’.

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Imagem I.A.

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