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COP30: uma jornada de fé, conversão e compromisso com a Casa Comum

O mundo é bom. Nós fomos criados bons, porque imagem e semelhança do Criador. Por que, então, tendemos ao mal? Porque esquecemos que fomos feitos para viver em comunhão com Deus.

COP-30

07.11.2025 18:24:08 | 4 minutos de leitura

COP30: uma jornada de fé, conversão e compromisso com a Casa Comum

Por Pe. Hermes José Novakoski, psdp

O Grupo de Trabalho da Delegação Nossa Senhora Aparecida, dos Pobres Servos da Divina Providência, esteve em Belém do Pará visitando alguns dos espaços onde será realizada a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. A visita foi, ao mesmo tempo, encantamento e desafio: encantamento pela beleza e pela força da Amazônia, e desafio diante das contradições e feridas abertas na Casa Comum.

Belém, cidade abençoada por Deus e marcada por histórias de resistência e fé, prepara-se para acolher um dos maiores encontros globais da história recente. A COP30 reunirá líderes mundiais, cientistas, povos indígenas e organizações sociais para discutir soluções concretas frente à crise climática. Mais do que uma conferência, será um clamor pela vida e pela conversão ecológica, como nos recordam o Papa Francisco e o Papa Leão XIV em suas mensagens sobre a justiça climática e a ecologia integral.

Entre as experiências que mais tocaram o grupo esteve o Museu das Amazônias, um espaço imersivo que narra a história, a cultura e a espiritualidade dos povos que habitam esta terra sagrada. Cada imagem, cada som, cada fragmento da história revela tanto a grandeza quanto as feridas de um povo que, durante séculos, foi marginalizado, explorado e ignorado. Diante dessa memória viva, nasce um apelo à conversão: reconhecer os erros do passado, pedir perdão à Mãe Terra e aos povos originários, e renovar o compromisso com um futuro de respeito, justiça e fraternidade.

A natureza — cansada, ferida, mutilada — já responde aos excessos humanos. Como lembra o relatório “Um Chamado por Justiça Climática e a Casa Comum”, elaborado pelas Conferências Episcopais da África, América Latina e Ásia, “sem conversão ecológica não há futuro; sem justiça climática, não há paz”. A crise climática é, antes de tudo, uma crise moral. O modelo econômico que privilegia o lucro em detrimento da vida empurrou a Terra aos seus limites planetários.

Mas há esperança. Como afirmou o Papa Leão XIV, somos “sementes de paz e esperança” plantadas por Deus no coração do mundo. Cada gesto de cuidado — por menor que pareça — é uma semente lançada na terra árida da indiferença. E como semente, pode brotar e transformar desertos em jardins.

Neste espírito, a visita do GT da Delegação Nossa Senhora Aparecida é também um testemunho: a Congregação dos Pobres Servos deseja caminhar junto com a Igreja e com todos os povos, oferecendo sua contribuição concreta por meio da educação, da pastoral, da formação humana e espiritual, e do compromisso social com os mais pobres. Como recorda a CNBB, “Igreja Rumo à COP30” não é apenas um evento, mas um processo: de escuta, discernimento e ação pela Casa Comum.

Precisamos, com urgência, redescobrir a simplicidade e a beleza da vida em harmonia com o Criador. É possível desenvolver sem destruir, crescer sem degradar, prosperar sem ferir. É possível, sim, construir uma sociedade justa e fraterna, onde cada povo e cada ser criado tenha o seu lugar e a sua dignidade respeitada.

Belém e o Brasil, coração verde do planeta, mostram ao mundo que é possível unir fé, ciência e compromisso ético. Que esta COP30 seja não apenas um encontro diplomático, mas um Pentecostes ecológico, um novo sopro do Espírito sobre a humanidade, convidando-nos à conversão, à comunhão e à missão.

Que o amor, que é o próprio Deus, nos inspire a cuidar uns dos outros e da Terra que Ele nos confiou. Que sejamos, como desejava São João Calábria, instrumentos de Providência e esperança, servos da vida e promotores do Reino de Deus.

O mundo é bom. Nós fomos criados bons, porque imagem e semelhança do Criador. Por que, então, tendemos ao mal? Porque esquecemos que fomos feitos para viver em comunhão com Deus.

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