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Chamado de Belém pelo Clima: um apelo global por ação, justiça e esperança

Belém ergue sua voz profética e convoca o mundo à esperança: cuidar da Casa Comum é um ato de fé, justiça e amor que pode restaurar a aliança entre Deus, a humanidade e a criação.

COP-30

08.11.2025 14:57:30 | 5 minutos de leitura

Chamado de Belém pelo Clima: um apelo global por ação, justiça e esperança

Belém do Pará se tornou, mais uma vez, o coração pulsante das esperanças do planeta. Trinta e três anos depois da histórica Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro em 1992, o mundo retorna ao Brasil para enfrentar uma urgência que já não é mais promessa de futuro, mas tragédia do presente: a mudança climática.

Durante a Cúpula do Clima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou o Chamado de Ação de Belém pelo Clima, um documento que conclama todos os países a uma resposta rápida, justa e cooperativa diante da crise global. O texto reafirma o multilateralismo como o único caminho possível para preservar a vida na Terra e reconstruir a confiança entre as nações — um pacto moral e político em favor da humanidade.

O documento reconhece que as mudanças climáticas já provocam desastres de proporções globais — furacões, inundações, secas e incêndios — que atingem com maior força os pobres, os vulneráveis e os povos originários. “Este é o momento da verdade”, diz o texto. “Perante as gerações futuras, seremos postos à prova quanto ao respeito à ciência e à capacidade de agir pelo bem da humanidade.”

Compromissos urgentes e caminhos concretos

O Chamado de Belém propõe uma série de medidas para acelerar a ação climática:

- Aumento do financiamento climático para países em desenvolvimento, com base no princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada.
- Criação de mecanismos de troca de dívida (debt swaps), permitindo que os países possam investir em políticas ambientais sem ampliar o endividamento.
- Elaboração de um cronograma de afastamento progressivo dos combustíveis fósseis, em busca da neutralidade climática até 2050.
- Formação de um Conselho de Mudança do Clima das Nações Unidas, capaz de coordenar políticas e mecanismos multilaterais de implementação.
- Ampliação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, instrumento que remunera países pela conservação de suas florestas, e fortalecimento de mecanismos de restauração e manejo sustentável.
- Prevenção de medidas unilaterais de caráter comercial com justificativas ambientais, para que o comércio internacional não se transforme em instrumento de exclusão.

No centro das propostas, está a adaptação climática — vista como elemento essencial para a construção de resiliência social e ambiental. O texto convoca os países a triplicar os recursos destinados a ações de adaptação até 2030 e a colocar os povos, especialmente os mais vulneráveis, no centro das políticas climáticas.

Justiça, solidariedade e compromisso humano

O Chamado de Belém recorda que não há combate às mudanças do clima sem justiça social. A luta ambiental deve estar integrada à erradicação da fome e da pobreza, ao enfrentamento do racismo ambiental e à promoção da equidade. Reafirma-se que os territórios indígenas e as comunidades tradicionais são guardiões da biodiversidade e, portanto, protagonistas da transição ecológica.

O documento também reforça a ligação entre a crise ecológica e a crise moral da humanidade, uma preocupação profundamente compartilhada pela Igreja. Como expressou o Papa Leão XIV em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, “as sementes de paz e esperança devem germinar na justiça e no cuidado com a Casa Comum”.

Voz profética e compromisso da Igreja

O “Chamado de Belém” ecoa as mensagens da Igreja em todo o mundo. Na mesma direção, o texto “Um Chamado por Justiça Climática e a Casa Comum”, assinado pelos episcopados da África, América Latina, Caribe e Ásia, denuncia as falsas soluções e convoca à conversão ecológica e à resistência diante dos sistemas que mercantilizam a natureza. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por sua vez, reafirma em seu processo “Igreja Rumo à COP30” o compromisso de ser presença profética, educativa e solidária, unindo fé e ciência em defesa da vida.

A Igreja recorda que a conversão ecológica é inseparável da conversão do coração, e que o cuidado com a criação é expressão da fé no Deus da vida. As iniciativas pastorais e formativas rumo à COP30 apontam para um caminho de comunhão, participação e missão, onde cada comunidade é chamada a ser guardiã da esperança.

Uma nova década para o planeta

O Chamado de Belém pelo Clima marca o início de uma nova década de ação e responsabilidade. É um convite à humanidade para transformar compromissos em atos concretos, e palavras em políticas que salvem vidas.

Belém, “porta da Amazônia e casa das águas”, torna-se símbolo de um tempo de decisão. Diante do colapso climático, o Brasil oferece ao mundo uma mensagem clara: é tempo de união, coragem e fé.

Que a partir deste chamado — político, moral e espiritual — o mundo possa reencontrar o caminho da esperança, da justiça e da paz, para que a criação de Deus continue a florescer para todos.

“Não podemos repetir os erros do passado. Precisamos refundar o multilateralismo sobre bases justas e inclusivas.” — Chamado de Belém pelo Clima.

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Leia abaixo o Chamado de Belém pelo Clima.

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Com informações do site oficial da COP30. 

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Foto: Pe. Hermes José Novakoski.

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