A caridade operosa
28.12.2021 10:00:00 | 2 minutos de leitura

São João Calábria pertence
aos santos da caridade social, movimento caracterizado pela coragem
apostólica que responde: às necessidades dos pobres; ao quietismo[1] que desvaloriza a ação
humana; e por último, à necessidade de renovação espiritual, “Instaurare omnia In Christo[2]”.
Para estes santos a
caridade é resposta aos desafios. Eles têm como força testemunhal o Evangelho
que dá novos horizontes e esperanças.
Para Calábria, a caridade
é exercício prático da fé. Essa deve caracterizar a vida da comunidade. “ A caridade, ó queridos irmãos, eis o nosso
distintivo particular. O dono desta casa é Deus, chamado nos livros santos de ‘Caridade’:
Deus Caritas Est” (1Jo 4,8)”[3]. A caridade antes de ser
uma manifestação de solidariedade é o próprio ser de Deus. Comprometidos na
busca do Reino, devemos ser impregnados pela caridade que garantirá a
credibilidade e confiabilidade da nossa mensagem.
A caridade é realização
da fé. “Vós ricos, quando dais aos
pobres, tal ato de misericórdia é justiça. E Santo Agostinho, em suas
instruções ao povo dizia: vós fazei sinal da cruz, vindes à Igreja, escutais as
homilias, vos aproximais aos Sacramentos, mas tudo isso não pode me garantir que
sois cristãos. Aquilo que demostra isso é unicamente a caridade, é o amor pelos
irmãos”[4].
Padre Calábria expressa o quanto é importante ter a consciência de que a
prática da caridade é um ato de justiça com o próximo e por conseguinte
manifestação da condição filial e fraterna.
A caridade é Boa notícia do Reino, manifestada por e
em Jesus, o Filho enviado pelo Pai: “É o espírito
puro e genuíno do Santo Evangelho, aquele espírito novo que Jesus veio trazer à
terra, que é fogo de caridade para com Deus e de amor para com os irmãos, que
são a sua viva imagem”[5].
A caridade é resposta para os desafios atuais.
Padre Victor Zacarias Luaco, Psdp
[1] Cfr. ttps://messaggidonorione.it/articolo.asp.
Acesso: 5 de outubro de 2021.
[2] Lema de São Pio X:
[3] J.
CALABRIA, CARTA*8091, VERONA, 18.12.1918.
[4] J.
CALABRIA, CARTA LXVII, 1949.
[5]
Idem.
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