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Brasil e França lançam Força-Tarefa Oceânica e ampliam coalizão global pela proteção dos mares na COP30

Quando as nações se unem para proteger o oceano, a esperança volta a respirar nas águas profundas e na vida de cada povo.

COP-30

19.11.2025 19:17:14 | 3 minutos de leitura

Brasil e França lançam Força-Tarefa Oceânica e ampliam coalizão global pela proteção dos mares na COP30

Em um dos anúncios mais expressivos do nono dia da COP30, Brasil e França apresentaram oficialmente a Força-Tarefa Oceânica, iniciativa que busca acelerar a integração de soluções marinhas nos planos climáticos nacionais e fortalecer a presença dos oceanos na governança global do clima. A proposta marca um avanço decisivo do Desafio das NDCs Azuis para uma plataforma estruturada de implementação, reafirmando a centralidade dos mares na agenda climática.

A reunião ministerial “Da Ambição à Implementação: Cumprindo os Compromissos com o Oceano” destacou a necessidade de consolidar o multilateralismo e transformar compromissos políticos em ações concretas. No mesmo encontro, foi lançado o Pacote Azul da Agenda de Ação, integrando de forma inédita o oceano à arquitetura climática internacional.

A adesão ao esforço global também cresceu: além dos países já integrantes — entre eles Brasil, França, Austrália, Fiji, Seycheles, Chile, México, Quênia, Palau, Madagascar e Reino Unido — outros seis países anunciaram sua entrada no Desafio das NDCs Azuis: Bélgica, Camboja, Canadá, Indonésia, Portugal e Singapura, somando agora 17 governos comprometidos.

O secretário nacional de Mudança do Clima do Brasil, Aloisio de Melo, destacou que a nova NDC brasileira já incorpora soluções baseadas no oceano, como o ProManguezal e o ProCoral. “O oceano precisa ser plenamente reconhecido como pilar da ambição climática global”, afirmou, celebrando o número crescente de países que incorporaram medidas oceânicas em suas metas.

A diretora-executiva da Plataforma Oceano e Clima, Loreley Picourt, reforçou que transformar ambição em implementação é o grande passo desta COP30: “O Pacote Azul é um roteiro claro para levar os compromissos do oceano ao terreno, de forma concreta e urgente.”

No Brasil, o Plano Clima prevê um Planejamento Espacial Marinho até 2030, o fortalecimento do Gerenciamento Integrado da Zona Costeira e programas de conservação e restauração de ecossistemas essenciais como manguezais e recifes de coral. Prefeitos e lideranças locais, como Francisco de Oliveira, de Augusto Corrêa (PA), lembraram que proteger esses ecossistemas é estratégico: “Manguezais absorvem seis vezes mais carbono do que florestas de terra firme. É mais barato proteger do que recuperar.”

Com a Força-Tarefa Oceânica, a COP30 avança no esforço de integrar definitivamente o oceano ao combate à crise climática, reconhecendo seu papel vital para a biodiversidade, o clima global, a segurança alimentar e a vida dos povos costeiros. Trata-se de um passo decisivo para uma governança climática mais justa, integrada e baseada na ciência — e para um futuro em que os oceanos deixem de ser apenas vítimas da emergência climática e se tornem protagonistas das soluções.

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Com informações do site COP30
Imagem: IA

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