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A Missão que Brota dos Pequenos Gestos: A Família Calabriana apresenta em Belém o testemunho transformador de Marituba na COP30

Na Amazônia e no coração de cada pessoa, Deus faz germinar a força silenciosa dos mansos: pequenos gestos que, sem fazer barulho, já estão reconstruindo o futuro.

COP-30

19.11.2025 10:26:34 | 4 minutos de leitura

A Missão que Brota dos Pequenos Gestos: A Família Calabriana apresenta em Belém o testemunho transformador de Marituba na COP30

Em plena experiência sinodal e missionária vivida durante a COP30 em Belém, a Família Calabriana protagonizou um dos momentos mais significativos da programação voltada à saúde e ao cuidado da vida na Amazônia. Na “aquapraça”, espaço simbólico que celebra a relação vital entre povos, águas e territórios, foi apresentado ao público o trabalho desenvolvido pela Congregação em Marituba — uma obra que se tornou referência de humanização, acolhida e transformação integral.

A condução do encontro foi feita por Giovanna Martelli, colaboradora de Verona, que convidou todos a contemplarem “com carinho e atenção a beleza e a grandeza” da missão calabriana no Brasil. Seu convite abriu espaço para uma narrativa profundamente humana, enraizada em décadas de presença, proximidade e cuidado.

O Irmão Gedovar Nazzari, Ecônomo Geral da Congregação e missionário por muitos anos em Marituba, apresentou a memória viva desse percurso. Recordou o início da presença calabriana na região — atendendo ao chamado de Dom Aristides Pirovano — e relembrou feitos que marcaram a história: “um povo sofrido, mas cheio de coração, fé e esperança”, que encontrou nos Pobres Servos da Divina Providência não apenas serviços de saúde, mas um testemunho evangélico que cura e dignifica.

Em seguida, Ir. Luciane de Cesaro partilhou sua rica experiência missionária. Ela passou por Marituba, foi enviada à Argentina, Paraguay, Marituba, India, Philippines, Kenya e agora retorna à Amazônia. Em suas palavras, emergiu a certeza de que cada missão revela um traço único do amor de Deus: comunidades transformadas pelo encontro, doentes recuperando dignidade, jovens redescobrindo sentido, famílias reencontrando esperança. “As pessoas carentes do amor de Deus me motivaram a ir sempre com amor”, afirmou.

O ponto alto do momento foi o discurso do Casante, Pe. Massimiliano Parrella, que ofereceu uma leitura profunda e profética da missão calabriana à luz de sua Carta “A força dos mansos. O poder dos perdedores”. Sua fala — ao mesmo tempo espiritual, política e cultural — ressoou como um verdadeiro manifesto para a COP30.

Ele convidou os presentes a uma mudança radical de olhar: “Vivemos num mundo obsessivamente ligado ao desempenho, incapaz de perceber as sementes boas que crescem em silêncio. Marituba é um ecossistema dessas sementes.”

O Casante propôs que a Amazônia seja compreendida como “um laboratório político da fragilidade”, onde a interdependência, a convivência e a vulnerabilidade revelam caminhos para uma nova forma de desenvolvimento. E afirmou: “Não podemos continuar crescendo contra a terra, contra as comunidades, contra o futuro.”

Sobre Marituba, destacou a força do pequeno, do cotidiano, das relações simples que sustentam a vida: “O futuro será decidido por quem souber habitar o pequeno com grande fidelidade.”

Ele apresentou a missão da Congregação como exemplo de sustentabilidade integral: a mulher que recupera um terreno abandonado; o jovem que aprende um ofício e devolve à comunidade; o cuidado concreto com a terra e a água; a reconstrução de vínculos e histórias. Tudo isso, disse, revela a “pequena geografia onde a sustentabilidade deixa de ser teoria e se torna modo de vida”.

Pe. Massimiliano insistiu no valor político das micro-ações: “As grandes transformações são feitas de micro-ações que ninguém celebra.”

E completou: “Os ‘perdedores’ — comunidades, pequenos produtores, grupos locais — são nossa infraestrutura de futuro.”

O Casante lançou ainda um apelo à política internacional: que governos e instituições reconheçam e financiem oficialmente essas micro-ações como infraestrutura real de resiliência, e não como ações marginais. “Marituba não é um exemplo menor. É um possível paradigma.” 

Concluiu com uma interpelação profundamente evangélica e global: “A COP30 não pode ser apenas uma conferência. Precisa se tornar uma memória coletiva do que realmente importa. O futuro pertence a quem não deixou de acreditar no valor escondido dos pequenos gestos.”

Na Amazônia, diante da crise climática que clama por respostas urgentes, a Família Calabriana apresentou mais que um projeto: ofereceu um testemunho. Mostrou que a saúde integral nasce do encontro, da proximidade, das relações restauradas, da confiança na Providência — e da força silenciosa dos mansos que sustentam o mundo.

Uma mensagem que ecoa na COP30 como profecia e como convite: ninguém deve ficar para trás.

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