Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade
Aceitar Cookies
Recusar Cookies
 
 

A Igreja que Caminha em Comunhão

“Como uma mãe acaricia o filho, assim vos consolarei” (Is 66,13). Somos Igreja: comunidade viva que, mesmo nas feridas, caminha unida pela força do amor e da paz que vêm de Deus.

Artigos

03.07.2025 09:42:07 | 3 minutos de leitura

A Igreja que Caminha em Comunhão

14º Domingo do Tempo Comum

Padre Rafael Pedro Susrina, psdp

Nesta celebração, somos convidados a ver a Igreja como uma comunidade em movimento, um povo a caminho da unidade, sustentado pela fidelidade e pelo amor de Deus. Essa caminhada não é simples nem fácil, mas é o chamado permanente de cada cristão e de toda a Igreja.

A 1ª leitura, do profeta Isaías, nos traz uma imagem maternal e consoladora: “Como uma mãe acaricia o filho, assim vos consolarei” (Is 66,13). Jerusalém é apresentada como mãe que abraça e fortalece seus filhos, simbolizando a Igreja, nossa mãe espiritual. Ela acolhe, ampara e consola, especialmente nas dificuldades. Essa ternura é essencial, pois a Igreja não é um conjunto de regras ou uma instituição fria, mas uma comunidade de amor e cuidado que fortalece seus filhos para seguirem firmes na caminhada rumo ao céu.

O Evangelho segundo São Lucas mostra Jesus enviando os setenta e dois discípulos, de dois em dois (Lc 10,1), para anunciar a paz e a proximidade do Reino de Deus. O envio em pares evidencia que a missão nasce da comunhão e da fraternidade; ninguém caminha sozinho. Eles levam uma mensagem simples, mas profunda: “A paz esteja nesta casa” (Lc 10,5). A paz que Jesus anuncia não é apenas ausência de conflito, mas a presença de Deus reconciliador, capaz de curar feridas e transformar corações.

Na Oração Eucarística para Diversas Circunstâncias I – “A Igreja a caminho da unidade”, pedimos a Deus que manifeste seu amor por meio da Igreja. Iluminada pela esperança do Reino, a Igreja é uma luz que brilha no mundo, sinal da fidelidade de Deus ao seu povo. Ela não é uma organização fechada, mas uma comunidade viva que caminha unida, testemunhando o amor e a esperança que Jesus trouxe.

Este caminho rumo à unidade não é fácil e exige luta. São Paulo, na 2ª leitura, recorda que a glória do cristão está na cruz de Cristo (Gl 6,14), onde Deus vence as barreiras e nos chama a uma nova vida em comunhão. A cruz nos lembra que a unidade não vem de nossos esforços, mas da graça que transforma corações e cura divisões.

A unidade que a Igreja busca é comunhão na diversidade. Não significa uniformidade nem apagar diferenças, mas respeito mútuo entre irmãos que reconhecem na diversidade uma riqueza e oportunidade para crescer em amor e verdade. 

Vivemos hoje em um tempo marcado por divisões, polarizações e conflitos, na sociedade e nas próprias comunidades cristãs. O desafio é grande, mas também é uma missão: sermos, como Igreja, agentes de reconciliação, pontes que constroem diálogo e caminhos para a unidade. Esse é o testemunho que o mundo espera de nós e o que o Senhor nos pede.

Que a Igreja, nossa Mãe e mestra, continue a irradiar esperança, amparar seus filhos e ser luz para o mundo, na missão que Jesus nos confiou. Que possamos ser verdadeiros discípulos missionários, empenhados em construir essa unidade pela qual o próprio Cristo rezou: “Para que todos sejam um” (Jo 17,21).

----

Acompanhe as Notícias da Congregação e da Igreja através do canal no WhatsApp!

Clique aqui e inscreva-se em nosso canal no WhatsApp para acompanhar as notícias da Delegação Nossa Senhora Aparecida e outras publicações sobre a Espiritualidade Calabriana e a Igreja.

Mais em Artigos
 

Copyright © Pobres Servos da Divina Providência.
Direitos reservados, acesse a política de privacidade.