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A Guerra é Sempre uma Derrota: A Igreja, Sentinela da Paz em um Mundo Ferido

“Não devemos nos acostumar com a guerra!” Papa Leão XIV

Artigos

18.06.2025 14:46:28 | 5 minutos de leitura

A Guerra é Sempre uma Derrota: A Igreja, Sentinela da Paz em um Mundo Ferido

Enquanto o mundo assiste, muitas vezes anestesiado, ao estilhaçar de vidas sob os bombardeios e à escalada da violência nos campos de batalha, a Igreja, em nome dos mais vulneráveis, levanta novamente sua voz profética: basta de guerra! Nas palavras fortes e sofridas do Papa Leão XIV, ressoam a angústia dos inocentes, o clamor dos pobres e o apelo do Evangelho: “Não devemos nos acostumar com a guerra!”

O Santo Padre, em um recente pronunciamento, deixou claro que o coração da Igreja está dilacerado pelos gritos que ecoam da Ucrânia, de Israel, de Gaza e do Irã. Lugares onde a dignidade humana é pisoteada, onde irmãos matam irmãos, e onde a esperança parece, a cada dia, escorrer por entre os escombros. Diante desse cenário, o Papa recordou com veemência: “A guerra é sempre uma derrota”, retomando as palavras de Francisco, e antes dele, o grito de Pio XII: “Nada se perde com a paz. Tudo pode ser perdido com a guerra.”

A Tentação das Armas e o Fascínio da Destruição

Leão XIV alertou para um dos aspectos mais sinistros da guerra moderna: o “fascínio das armas poderosas e sofisticadas”, como se a tecnologia bélica fosse sinônimo de progresso. Pelo contrário, à medida que as armas se tornam mais “científicas”, mais longe a humanidade se afasta da sua vocação mais nobre — a de construir pontes, curar feridas e proteger a vida.

Este é um ponto que não pode ser ignorado. A barbárie de hoje não é menor do que a de ontem — ela apenas vem disfarçada de precisão cirúrgica, escondida atrás de cálculos e radares. E, no entanto, continua a deixar um rastro de mortes, orfandades, fome e desesperança.

São João Calábria: Profeta da Paz, Filho da Dor

Nos momentos mais sombrios do século XX, São João Calábria foi também uma dessas vozes que se ergueram contra o flagelo da guerra. Ele conheceu seus horrores, ouviu seus estalidos cruéis, sentiu na alma o peso da dor que invade as casas e as almas. E, com uma lucidez evangélica impressionante, registrou:

“Eu nunca entendi como um cristão possa defender, patrocinar a guerra. A guerra é um grande flagelo que a humanidade chamou com sua desordem, com os seus pecados.”

Para ele, a guerra era fruto da soberba humana — o orgulho que se ergue contra Deus e que transforma irmãos em inimigos. Em resposta, Calábria não brandia armas, mas dobrava os joelhos. Organizou horas santas, tríduos, missas de expiação, ofícios em sufrágio dos tombados, e clamava por uma caridade viva e ativa que soubesse perdoar e reconduzir à paz os corações envenenados pelo ódio.
 
“Missão do cristão na guerra é repudiá-la e suavizar as dores e as misérias que este flagelo traz.”

A Missão da Igreja: Ser Luz nas Trevas

A missão da Igreja, em tempos de guerra, não é neutralidade cúmplice, mas profecia corajosa. Não é aliança com os poderosos, mas defesa incansável dos fracos. A Igreja é chamada a ser como o Bom Samaritano, que interrompe sua jornada para cuidar da humanidade ferida. E, como outrora Cristo chorou sobre Jerusalém, hoje ela chora sobre as cidades destruídas e os campos cobertos de sangue.

É no coração da Eucaristia, como São João Calábria entendeu com tanta clareza, que a Igreja encontra força para não se calar diante do absurdo da guerra. É na Palavra viva do Evangelho que brota a convicção: a paz não é uma opção, mas um dever.

Uma Paz que Vem do Alto

Neste mundo em guerra, onde os senhores do poder ainda disputam glória ao preço da vida dos inocentes, a Igreja persiste como um sinal de contradição. Reza, denuncia, serve e insiste: a verdadeira força está na caridade, e não no arsenal. A justiça se constrói com diálogo, e não com mísseis. O futuro só é possível onde a paz for cultivada com gestos de perdão, reconciliação e fraternidade.

Façamos nossa a oração de São Francisco — não como poesia decorada, mas como programa de vida:

“Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz...
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver guerra, que eu leve a esperança.
Onde houver morte, que eu leve a vida.”

Que a Igreja, como mãe ferida mas cheia de esperança, continue clamando pelos filhos do mundo. E que o mundo, um dia, aprenda a escutar.

“A paz é possível, a paz é necessária, a paz é dever de todos!” — Papa Francisco.

Oração de São Francisco

Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!

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Setor Comunicação

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