A coragem de promover a paz em tempos de conflito
À luz do ensinamento da Igreja e da reflexão de Dom Leomar, a paz se revela como caminho exigente e evangélico, assumido também pela Família Calabriana como compromisso de fé e testemunho no mundo contemporâneo
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28.04.2026 08:32:07 | 5 minutos de leitura

Em um contexto histórico marcado por conflitos, polarizações e incertezas, o artigo de Dom Leomar Antônio Brustolin propõe uma reflexão lúcida e profundamente evangélica sobre o verdadeiro sentido da paz. Partindo do ensinamento constante do Magistério da Igreja — reafirmado por figuras como Papa Pio XII, Papa Francisco e Papa Leão XIV — o texto evidencia que a rejeição da guerra não nasce de ingenuidade, mas de uma fidelidade radical à dignidade da pessoa humana e ao Evangelho de Cristo.
A reflexão ressalta que, em tempos nos quais a violência é frequentemente justificada como meio legítimo para resolver tensões, sustentar a paz torna-se um verdadeiro ato de coragem moral e espiritual. Trata-se de uma postura que, embora muitas vezes incompreendida ou até contestada, permanece como expressão de uma consciência iluminada pela fé e comprometida com o bem comum. A paz, assim, não é apresentada como ausência de conflito, mas como fruto de uma decisão firme de rejeitar a lógica da destruição e de promover caminhos de diálogo, justiça e reconciliação.
Nesta mesma direção, a Família Calabriana, fiel ao carisma de São João Calábria, reitera o seu compromisso de ser, no mundo, sinal concreto da Providência de Deus e instrumento da paz. Inspirados pela confiança total no Pai Providente, os membros da Família Calabriana são chamados a testemunhar, com a própria vida, que a verdadeira transformação da sociedade passa pela vivência do Evangelho, pela promoção da fraternidade e pela construção de uma cultura do encontro.
Assim, a mensagem central que emerge é clara e exigente: em meio às tensões do nosso tempo, perseverar na paz é uma missão que exige fé, coragem e responsabilidade. É um chamado não apenas a evitar a guerra, mas a construir, ativamente, relações reconciliadas, sustentadas pelo amor, pela justiça e pela esperança que brota do próprio coração de Deus.
Leia a seguir o artigo de Dom Leomar Antônio Brustolin
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Quando a defesa da paz se torna um ato de coragem
Em tempos marcados por crescentes tensões e discursos inflamados, a defesa da paz continua sendo um gesto de coragem — e, muitas vezes, de incompreensão. Ao longo da história, vozes firmes se levantaram para afirmar o que tantos insistem em ignorar: a guerra nunca é uma solução duradoura, mas sempre um sinal de fracasso coletivo. Como advertiu o Papa Pio XII, “nada se perde com a paz; tudo pode ser perdido com a guerra”.
Quando líderes espirituais reafirmam esse princípio, não o fazem por ingenuidade, mas por fidelidade a uma visão mais ampla da dignidade humana. É natural que tais posicionamentos provoquem reações, especialmente em um cenário onde a força e o confronto ainda são vistos como instrumentos legítimos de afirmação política. Ainda assim, a clareza permanece: como recorda o Papa Francisco, “toda guerra é uma derrota da humanidade”.
A recente reafirmação de Leão XIV não representa novidade, mas continuidade. Ao insistir que “a Igreja não pode jamais considerar a guerra como caminho legítimo para a paz”, retoma-se um ensinamento constante, ainda que incômodo para alguns. A história demonstra que aqueles que proclamam a paz, mesmo sob críticas e ataques, frequentemente antecipam verdades que o tempo se encarrega de confirmar.
A insistência na paz não é ausência de realismo; é, antes, uma recusa em aceitar a violência como destino inevitável. Trata-se de um compromisso com a razão, com a justiça e com a preservação daquilo que ainda nos une enquanto humanidade. Em meio a ruídos e polarizações, essa postura pode parecer deslocada, mas é precisamente ela que impede o colapso completo do diálogo.
Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja vencer conflitos, mas desaprender a desejá-los. E aqueles que ousam dizer isso, ainda que incompreendidos, mantêm viva a possibilidade de um futuro menos marcado pela destruição e mais orientado pela responsabilidade compartilhada.
+ Dom Leomar Antônio BrustolinArcebispo de Santa Maria e presidente do Regional Sul 3 da CNBB
Fonte: CNBB Sul 3.
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ORAÇÃO PELA PAZ
Senhor Deus, Pai de infinita bondade e fonte de toda paz verdadeira,voltamo-nos a Vós com o coração aberto e confiante,reconhecendo que somente em Vós encontra descanso a nossa inquietaçãoe somente em Vosso amor se cura a divisão que fere o mundo.
Derramai sobre nós, Senhor, o dom precioso da paz,não como simples ausência de conflitos,mas como presença viva do Vosso Espíritoque reconcilia, restaura e faz novas todas as coisas.
Ensinai-nos a acolher a paz que nasce do Evangelho,aquela que brota de um coração humilde,capaz de perdoar, de compreender e de recomeçar.Libertai-nos da tentação da violência, do orgulho e da indiferença,que tantas vezes endurecem nossos gestose obscurecem nossa capacidade de amar.
Fazei de nós, Senhor, instrumentos da Vossa paz.Onde houver ódio, que saibamos semear o amor;onde houver ofensa, que levemos o perdão;onde houver discórdia, que promovamos a unidade;onde houver desespero, que acendamos a esperança.
Concedei-nos a graça de sermos construtores da pazem nossas famílias, comunidades e na sociedade,cultivando, com perseverança, a caridade que não se cansae o respeito que reconhece em cada pessoa a Vossa imagem e semelhança.
Que, sustentados pela confiança na Vossa Divina Providência,não desanimemos diante das dificuldades,mas permaneçamos firmes no compromisso de viver o amorcomo caminho seguro para a verdadeira paz.
Senhor, que a nossa vida seja testemunho fielde que a paz é possível,de que o amor é mais forte que o ódioe de que, em Vós, toda a humanidade pode reencontrar a sua unidade.
Amém.
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Senhor Deus, Pai de infinita bondade e fonte de toda paz verdadeira,
voltamo-nos a Vós com o coração aberto e confiante,
reconhecendo que somente em Vós encontra descanso a nossa inquietação
e somente em Vosso amor se cura a divisão que fere o mundo.
Derramai sobre nós, Senhor, o dom precioso da paz,
não como simples ausência de conflitos,
mas como presença viva do Vosso Espírito
que reconcilia, restaura e faz novas todas as coisas.
Ensinai-nos a acolher a paz que nasce do Evangelho,
aquela que brota de um coração humilde,
capaz de perdoar, de compreender e de recomeçar.
Libertai-nos da tentação da violência, do orgulho e da indiferença,
que tantas vezes endurecem nossos gestos
e obscurecem nossa capacidade de amar.
Fazei de nós, Senhor, instrumentos da Vossa paz.
Onde houver ódio, que saibamos semear o amor;
onde houver ofensa, que levemos o perdão;
onde houver discórdia, que promovamos a unidade;
onde houver desespero, que acendamos a esperança.
Concedei-nos a graça de sermos construtores da paz
em nossas famílias, comunidades e na sociedade,
cultivando, com perseverança, a caridade que não se cansa
e o respeito que reconhece em cada pessoa a Vossa imagem e semelhança.
Que, sustentados pela confiança na Vossa Divina Providência,
não desanimemos diante das dificuldades,
mas permaneçamos firmes no compromisso de viver o amor
como caminho seguro para a verdadeira paz.
Senhor, que a nossa vida seja testemunho fiel
de que a paz é possível,
de que o amor é mais forte que o ódio
e de que, em Vós, toda a humanidade pode reencontrar a sua unidade.
Amém.
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