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2º Domingo do Tempo Comum

Reconhecer o Cordeiro de Deus é aceitar que Cristo ocupe o centro da vida, deixando o conforto, vivendo a santidade no cotidiano e tornando-se, com Ele, luz para o mundo.

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16.01.2026 21:21:48 | 3 minutos de leitura

2º Domingo do Tempo Comum

Pe. Rafael Pedro Susrina, psdp

O Tempo Comum nos lembra que a vida cristã não é feita de episódios isolados, mas de uma caminhada contínua, guiada pela Palavra de Deus. Neste domingo, a Liturgia nos convida a olhar para Jesus que passa, reconhecer n’Ele o Cordeiro do Pai e compreender o chamado que Ele nos dirige. 

João Batista aparece no Evangelho (Jo 1,29-34) como alguém que sabe ocupar seu lugar. Ele não busca destaque, mas aponta: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

Neste gesto simples, somos desafiados a refletir: estamos dispostos a deixar que Cristo ocupe o centro de nossa vida, ou ainda buscamos um protagonismo que não nos cabe? João nos ensina que servir vai além das ações; é permitir que Deus amplie nossa missão e transforme nossa vida.

Na 1ª leitura (Is 49,3.5-6) o Servo do Senhor descobre que sua missão não pode ser pequena nem restrita. Deus lhe diz: “Não basta seres meu servo; Eu te farei luz das nações” (Is 49,6). Aqui surgem duas ideias:

O Servo é chamado a sair do próprio contexto seguro e levar a salvação àqueles que vivem na escuridão. Em que áreas da minha vida Deus me chama a sair do conforto e do previsível?

A vocação do Servo não se limita a cumprir tarefas: é ser luz, refletindo Cristo na vida de outros. Minha vida é reflexo da luz de Cristo, ou ainda permaneço na sombra da mediocridade e da rotina?

O Salmo apresenta o eco da primeira leitura, mostrando como o coração humano deve reagir: “Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade” (Sl 39[40],9).

O salmista nos ensina que a resposta a Deus não é cálculo ou estratégia, mas confiança e entrega, mesmo diante do risco ou da incompreensão. A disponibilidade que Ele pede não depende de segurança, mas de fé. Quando Deus chama, minha resposta é imediata e generosa, ou ainda hesito, esperando condições mais favoráveis?

São Paulo (1Cor 1,1-3) reforça nossa identidade: somos santificados em Cristo Jesus e chamados à santidade. Antes de qualquer missão, recebemos a realidade de sermos consagrados para viver de modo novo, e cada gesto, palavra ou escolha pode expressar essa santidade.

A santidade não é um ideal distante; é o chamado diário a agir segundo a vontade de Deus, com coerência entre fé e vida. Nosso cotidiano revela essa santidade, ou deixamos que a fé se limite a práticas superficiais e rotineiras?

No Evangelho, João Batista aponta para Jesus: Ele é o Servo obediente, Luz das nações e fonte de santidade para o seu povo. O Cordeiro não triunfa pela força, mas pela entrega e pelo amor absoluto. Ele nos lembra que a transformação de nossas vidas começa no reconhecimento d’Ele e na disposição de seguir sua vontade.

Diante do Senhor que passa no meio de nós, a decisão não pode ser adiada: sair do conforto, responder com confiança, viver a santidade no cotidiano e ser luz para o mundo. Estamos realmente dispostos a deixar Cristo transformar nossa vida hoje, assumir nossa missão, viver nossa santidade e iluminar o mundo, ou continuaremos apenas observando de longe a graça que nos foi confiada?

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