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    Teologia: Eucaristia

    Série: Que todos sejam um: uma conversa sobre o Ecumenismo – Teologia parte 2

    Artigos

    22.03.2024 08:00:00 | 16 minutos de leitura

    Teologia: Eucaristia

    Padre Rafael Pedro Susrina, psdp


    Na Sagrada Escritura a Eucaristia é apresentada com muitos nomes: “Fração do pão” (At 2,42); “Santa Comunhão” pela comunhão entre o pão e o corpo, vinho e sangue (1Cor 10,16); “Mesa do Senhor” (1Cor 10,21); “Ceia do Senhor” (1Cor 11,20); Eucaristia, pelo ato de ação de graças (Mc 14,23). Mesmo com diversidade de nomes as Igrejas cristãs apresentam certa sintonia na compreensão teológica do mistério Eucarístico, base para o diálogo ecumênico. 

    A Eucaristia é o sacramento que faz memória da última ceia de Jesus. Na Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium (1963, n. 47), sobre a Sagrada Liturgia afirma-se:

    O nosso Salvador instituiu na última Ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até Ele voltar, o Sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é concedido o penhor da glória futura.

    A fé cristã acredita que Cristo está, pela ação do Espírito Santo, sacramentalmente presente na Eucaristia, dando-Se através dos elementos do pão e do vinho aos que são seus. Centralizado em três pontos, segundo Wolff (2002, p. 297), na instituição, na significação e na Eucaristia como mistério central da Igreja. A instituição do sacramento da Eucaristia na pessoa, palavra e ação de Jesus Cristo e no seu desejo que seja repetida: “Fazei isto em minha memória” (Lc 22,19). A significação de salvação desse acontecimento como passagem da Antiga para a Nova Aliança (Lc 22,20). Desse modo, a Santa Comunhão é o sacramento da Aliança que Deus, em Cristo, faz com os homens, da reconciliação após o pecado do homem e da ação de graças da parte destes a Deus, que na celebração elevam seus corações. Significando também ação de graças, invocação do Espírito, comunhão dos fiéis e refeição do Reino. Por fim, a Eucaristia sendo o mistério central da Igreja torna presente na comunidade reunida, em qualquer tempo e lugar, a Pessoa e a Obra de Jesus Cristo.

    O Sacramento da Eucaristia é considerado memorial perpétuo da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, a Páscoa, pois nele o mistério torna-se novamente presente em toda a sua eficácia para os que o realizam na fé. A expressão do memorial da Eucaristia se dá no rito litúrgico, no qual tem importância escutar a Palavra de Deus. 

    Outro ponto de concordância refere-se aos benefícios da celebração do Sacramento da Eucaristia para a vida individual do cristão e para a Igreja: a graça interna, espiritual, de poder receber o Corpo de Cristo e com Ele fazer unidade; a comunidade recebe os benefícios e méritos permanentes da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, pois a Eucaristia é o sacramento da redenção, propiciação e satisfação dos pecados do mundo inteiro. O fortalecimento da fé; o conforto na tribulação; a restauração da paz da consciência; a santificação; a intensificação do entusiasmo do amor a Deus; o aumento do amor fraterno; o fortalecimento da esperança na vida eterna. Para receber todas essas graças torna-se necessário que o fiel tenha fé, prepare-se devidamente, principalmente através do sacramento da Confissão, e se entregue pessoalmente na Santa Comunhão.

    A Eucaristia influencia na vida particular do cristão ao mesmo tempo em que forma a Igreja, tornando-se o ato central do culto da Igreja, como “fonte e ápice da vida cristã” (CONSTITUIÇÃO..., 1964, n. 11). A Igreja é uma comunidade eucarística, tem na Eucaristia o centro da unidade de seus membros, o sustento da congregação dos fiéis em Cristo e a edificação espiritual da Igreja. Assim as Igrejas são unanimes em afirmar que a expressão mais perfeita da unidade cristã consiste na celebração conjunta, consciente e responsável, do memorial da Morte e Ressurreição de Cristo, manifestando, dessa forma, uma união que não seja superficial por causa das diferenças externas, mas verdadeira koinonia no Corpo do Senhor. Não é um mero rito litúrgico, mas celebração do Sacramento que traduz a unidade do Corpo de Cristo. O texto do Conselho Mundial de Igrejas (1982, n. 19), sobre o Batismo, Eucaristia e Ministério realça essa realidade:

    A comunhão eucarística com o Cristo presente, que alimenta a vida da Igreja, é ao mesmo tempo comunhão no Corpo de Cristo que é a Igreja. A partilha do mesmo pão e do cálice comum, num dado lugar, manifesta e cumpre a unidade dos participantes com Cristo e com todos os comungantes, em todos os tempos e em todos os lugares. É na eucaristia que a comunidade do povo de Deus é plenamente manifestada. As celebrações eucarísticas estão sempre em relação com a Igreja inteira, e toda a Igreja está implicado em cada celebração eucarística. Na medida em que uma Igreja pretende ser uma manifestação da Igreja universal, deveria preocupar-se com ordenar a sua própria vida segundo vias que tomassem a sério os interesses e preocupações das Igrejas irmãs.

    Por essa razão os cristãos compreendem a Eucaristia também como ação de graças, celebrada na força do Espírito Santo, ao Pai, pelo dom da comunhão recebida em Cristo. Evidencia-se, assim, o aspecto trinitário desse Sacramento. E são esses elementos comuns que as Igrejas na doutrina Eucarística são convidadas a afirmarem juntas, segundo o Código de Direito Canônico:

    Augustíssimo sacramento é a Santíssima Eucaristia, na qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. o Sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e a da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a Santíssima Eucaristia e a ela se ordenam (CONSTITUIÇÃO..., 1994, cân. 897).

    A Eucaristia é o ponto central da vida da Igreja. Tendo presente todos esses aspectos convergentes torna-se mais fácil avançar no diálogo sobre os pontos doutrinais ainda divergentes. Mesmo assim ainda há diferenças que separam os cristãos na doutrina Eucarística. A controvérsia se dá principalmente sobre: o modo como Jesus se faz presente nas espécies do pão e do vinho e a conservação das espécies depois da celebração; a celebração, o ministro e o caráter sacrifical; e a intercomunhão. 

    As Igrejas cristãs que celebram a Eucaristia concordam na presença e no significado salvífico de Jesus nos elementos da Ceia, porém, divergem na compreensão do modo como essa presença acontece. A Igreja Católica e a Ortodoxa afirmam a presença real, sacramental, sacrifical, o Cristo por inteiro, no pão e vinho consagrados: “Isto é o meu corpo [...] Isto é o meu sangue [...] dado por vós”. O Espírito Santo é quem provoca a transformação das espécies (transubstanciação) do pão e do vinho em Corpo e Sangue de Cristo, com uma presença que continua nas espécies após a celebração. A concordância entre as duas Igrejas não nega as diferenças existentes a respeito do lugar e da importância da Epiclese1 dentro da celebração eucarística. No campo prático há algumas dificuldades, embora os Orientais professem sem restrições a presença permanente de Cristo nas espécies Eucarísticas, após a celebração, a piedade e o culto Eucarístico fora da Missa diferem fundamentalmente em ambas as tradições. Os Orientais acentuam o mistério, ocultam o Santíssimo Sacramento, sem lâmpadas, sem exposições, sem cultos de adoração. “Quando o católico penetra num templo Ortodoxo ou vice-versa: o Oriental irá procurar normalmente, em primeiro lugar, a intercessão dos santos, para poder aproximar-se do mysterium tremendum; o Católico, pelo contrário, olhará logo se está acesa a luz do tabernáculo” (CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL, 1984, p. 127), buscando prestar adoração ao Deus presente no sacrário.

    Nas Igrejas da Reforma as diferenças doutrinas a respeito da Eucaristia podem fazer referência ao papel que corresponde ao Ministro Ordenado; ao modo como acontece a presença de Cristo; a relação entre presença e espécies eucarísticas; ao caráter sacrifical da Missa; a intervenção da comunidade; ao culto Eucarístico fora da Missa, e outros. Na questão doutrinal acerca da presença real de Cristo na Ceia, o Documento Hospitalidade Ecumênica do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs 2 (1999), traz uma afirmação importante: “Nenhuma igreja defende uma doutrina da presença meramente simbólica de Cristo na Eucaristia, mas sim real e sacramental”. Mesmo assim, ainda existem formas diferentes de expressar a presença real de Cristo, para os Luteranos, a Pessoa de Cristo está presente na Ceia, porém o elemento celeste não é o Cristo todo inteiro (corpo e alma, humanidade e divindade), mas apenas o seu corpo e seu sangue3. Entendimento semelhante existe nos Anglicanos, pois rejeitam a doutrina da transubstanciação, o pão e o vinho utilizados na Ceia assumem poder de representação do Corpo e do Sangue de Cristo, acentuando mais o sentido espiritual. O Corpo é dado, recebido e comido na Ceia somente de modo espiritual, e o meio para que isso aconteça é a fé. 

    Há diversidade, entre as Igrejas, na forma de afirmar a presença real de Cristo e não no seu conteúdo. Os Católicos através do termo transubstanciação usam-no como adequado para significar a presença real de Cristo na Eucaristia, quando são pronunciadas as palavras de Jesus na última Ceia. As Igrejas que não o utilizam entendem que Jesus, na última ceia, não contestou a mudança da essência natural do pão e do vinho, mas deu aos discípulos para que comessem num novo sentido, tornando-os seu Corpo e Sangue. Concordam em afirmar a existência de “uma relação mística que o pão, pela consagração, tem com o Corpo de Cristo, e que isso é suficiente para dar-lhe o nome de seu Corpo” (WOLFF, 2002, p. 303). Sobre a doutrina da continuidade da presença de Cristo nas espécies consagradas após a celebração, as demais Igrejas concordam que a união sacramental do Corpo e Sangue de Cristo ao pão e vinho só se realiza durante o ato celebrativo. A união sacramental cessa quando o ato celebrativo é concluído. 

    Em cada Eucaristia, para a Igreja Católica, é oferecido um sacrifício verdadeiro e próprio, e por Cristo recebemos a misericórdia e graças divinas. Seu sangue derramado na cruz salva de todo pecado, como Jesus falou na última Ceia ao partir o pão, seu Corpo “dado por vós”, e ao distribuir o vinho, seu Sangue “derramado por vós e por todos”. Segundo Wolff (2002, p. 305), as Igrejas da Reforma têm três principais razões para não falarem de sacrifício:

    a) dos textos bíblicos não se deduz a Eucaristia como ato sacrifical, mas apenas um banquete sacrifical, ou melhor, de comunhão do único Sacrifício oferecido na cruz; b) receiam que se questione a unicidade e suficiência do sacrifício da cruz e a mediação salvadora única de Cristo; c) temem acentuar o poder do ministro que oferece o sacrifício, em detrimento da oferta da graça de Cristo pelo homem, que é o que constituiu a celebração.

    Para essas Igrejas a Ceia não é sacrifício pelo qual se consegue e merece o perdão, mas sendo memorial do sacrifício de Cristo é sacramento pelo qual os benefícios de seu sacrifício são oferecidos e dados aos que com fé recordam sua morte. O acento está na Ceia como realização de um memorial do sacrifício, mas não como um verdadeiro caráter sacrifical. Na teologia sacramental, “memorial” (anamnesis), significa muito mais do que a lembrança de um fato histórico. Celebrar a memória de Cristo significa atualizar, tornar próximo, presente, o fato histórico ocorrido no passado. Penetrar de novo pela fé, nos acontecimentos da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Não é uma simples recordação, mas um reviver sacramentalmente o fato, que na celebração não acontece de modo cruento. Desse modo, uma vez que o sacrifício de Cristo foi real, esse sacrifício é atualizado sacramentalmente na celebração da Eucaristia, do mesmo modo que no Batismo e na Confirmação o Espírito Santo atualiza o evento do Pentecostes. Isso se observa no documento do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (1999):

    O aspecto sacrificial constitui uma dimensão inerente e irrenunciável da Santa Ceia. No entanto, não se entende esta como a repetição do único sacrifício redentor de Cristo, feito uma vez por todas e todo suficiente, nem mesmo como uma justaposição do sacrifício de Cristo, da Igreja e de seus membros.

    A intercomunhão é uma das questões que travam o diálogo ecumênico. Já que é lamentável e escandaloso o fato de que na mesa do Senhor os cristãos ainda estejam divididos e não possam ir juntos a mesma Santa Ceia. Pois a unidade, que a Eucaristia representa, ainda não foi alcançada e assim não é possível celebrarem juntos. Para a Igreja Católica a intercomunhão não pode ser uma prática indiscriminada com cristãos pertencentes a outras Igrejas. Pois há um laço indissolúvel entre o ministério da Igreja e a Eucaristia, na plenitude da fé e da comunhão eclesial, o que exige a comunhão na doutrina sobre o Sacramento da Eucaristia e da Ordem. Desse modo, há uma distinção entre: os cristãos Orientais, com os quais é possível a comunhão nos Sacramentos; os cristãos de outras igrejas do Ocidente que apresentam mais dificuldades para a intercomunhão, devido ao modo como compreendem a presença de Cristo na Eucaristia, ao caráter sacrifical da mesma e a ausência do sacramento da Ordem que lhes impossibilita a conservação da “genuína e íntegra substância do mistério eucarístico (DECRETO... 1964, n. 22). Assim, enquanto a intercomunhão com os cristãos ortodoxos exige apenas duas condições: a petição espontânea e a preparação devida, existem cinco condições para conceder a Eucaristia celebrada na Missa por um ministro Católico a um cristão protestante ou anglicano: perigo de morte ou grave necessidade espiritual; petição espontânea; fé no sacramento conforme a fé Católica; ausência de ministro próprio; e preparação devida (cf. CONSTITUIÇÃO..., 1994, cân. 844). 

    A intercomunhão aberta e sem normas gera indiferença, testemunha uma falsa e incompleta união, dificulta e anula toda necessidade de trabalhar para superar as divergências teológicas ainda existentes e que necessitam ser resolvidas para que se possa chegar a plena unidade. Através do diálogo ecumênico se busca a comunhão na Eucaristia como expressão do culto que maior e melhor manifesta a unidade cristã. E a chave para avançar nessa questão é o reconhecimento mútuo dos ministérios, segundo o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (1999): “Para algumas de nossas igrejas a questão do não reconhecimento da validade do ministério de outras igrejas ainda é o ponto chave que impede o reconhecimento da validade da celebração da Ceia do Senhor presidida por ministros/as ordenados/as de outras tradições”. Tendo presente que a unidade cristã implica a comunhão na mesa de Cristo e que a Eucaristia não é apenas culminância da unidade, mas a fonte dela.

    Mesmo que o percurso teológico em prol da unidade cristã seja desafiador por envolver diversos pontos dogmáticos, o movimento ecumênico não está em negativo, e muito menos desmotivado. O desejo de que “Ut Unum Sint” (Jo 17,21), que faz parte da grande oração que Jesus dirigiu ao Pai, continua sendo buscada mesmo diante das questões teológicas que nos dividem, acontecendo através: da conversão do coração, da oração comum, do conhecimento fraterno recíproco, da formação ecumênica, do diálogo ecumênico, e na colaboração entre os cristãos nos mais diversos campos de serviço (DECRETO..., 1964)


    Acompanhe a série de artigos:

    Que todos sejam um: uma conversa sobre o Ecumenismo.
    Que todos sejam um: uma conversa sobre o Ecumenismo - HISTÓRIA.
    História: precedentes do Concílio Ecumênico Vaticano II.
    História: Decreto Unitatis Redintegratio do Concílio Ecumênico Vaticano II.
    História: período Pós-Conciliar: Carta Encíclica Ut Unum Sint.
    Que todos sejam um: uma conversa sobre o Ecumenismo – TEOLOGIA.
    Teologia: Ministério Ordenado.

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    Referências bibliográficas
    CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Guia Ecumênico: informações, normas e diretrizes sobre o ecumenismo. 2. ed. São Paulo: Edições Paulinas, 1984. 297 p.
    CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS, Comissão Fé e Constituição. Batismo, Eucaristia e Ministério. Lima, 1982. Disponível em: https://www.ecclesia.org.br/biblioteca/dialogo_ ecumenico/lima_1982_texto_ministerio.html.
    CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL (CONIC). Hospitalidade eucarística. Brasília. Disponível em: https://www.conic.org.br/portal/files/Hospitalidade.pdf.
    CONSTITUIÇÃO apostólica de promulgação do: Código de Direito Canônico. 7. ed. São Paulo: Edições Loyola, 1994. 837 p.
    CONSTITUIÇÃO conciliar: Sacrosanctum Concilium: sobre a sagrada liturgia. Roma: [A Santa Sé], 1963. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_ council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html. 
    PAULO VI (Papa). Carta encíclica “ECCLESIAM SUAM”: sobre os caminhos da igreja. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 1964. Disponível em: https://www.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_06081964_ecclesiam.html.
    WOLFF, Elias. Caminhos do ecumenismo no Brasil: história, teologia, pastoral. São Paulo: Paulus, 2002. 456 p.

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    NOTAS:
    1 No grego, a palavra Epiclese significa invocação. Na Liturgia é usada para indicar a oração de invocação do Espírito Santo sobre a comunidade e sobre as oferendas Eucarísticas.
     2 O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) “é fruto de um longo processo de articulação entre as igrejas Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Metodista (esta última não integra mais o CONIC). As primeiras conversas para a criação do Conselho ocorreram em 1975. Atualmente é composta pela Aliança de Batistas do Brasil, Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e Igreja Presbiteriana Unida. O CONIC nasceu no ano de 1982, em Porto Alegre (RS), atualmente sua sede é em Brasília (DF), mantém entre os seus objetivos a promoção das relações ecumênicas entre as igrejas e o fortalecimento do testemunho conjunto das igrejas-membro na defesa dos Direitos Humanos. Para alcançar tal meta, as igrejas que compõem o CONIC vivenciam uma parceria de diálogo, de valorização da vida humana, de amizade fraterna e de convivência enquanto entidades que buscam um caminho comum” (CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS. Disponível em: https://www.conic.org.br/portal/conic/apresentacao. Acesso em: 19 jun. 2022).
     3 Lutero afirma: “é o verdadeiro corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo para ser comido e bebido, sob o pão e o vinho, por nós, cristãos. De sorte que o corpo e o sangue de Cristo são os elementos celestes, essencialmente presentes, oferecidos, comidos e bebidos em, com e sob os elementos visíveis” (COMISSÃO DE ECUMENISMO E DIÁLOGO RELIGIOSO, 1987, p. 223).

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