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    Semana Santa

    Vivendo a semana central da nossa fé, vamos recordar as etapas mais importantes desta semana. Acompanhe o artigo do Padre Odorico Filippo.

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    23.03.2024 07:00:00 | 5 minutos de leitura

    Semana Santa

    Com a bênção de Ramos, a Procissão, a celebração da Santa Missa, começamos a Semana Santa. Que é Santa especialmente pelos mistérios santos que celebraremos nela. Jesus, o Filho único de Deus, nestes dias se entregou à morte – obedecendo a Deus, seu Pai – para salvar a humanidade pecadora; para salvar cada um de nós. Mistério grande! Mistério sublime! Mistério divino que nos enche de assombro e de agradecimento.

    Verdadeiramente considerando este sublime mistério, ficamos sem palavras. Nunca nós poderíamos imaginar que Deus nos amasse tanto! Mas Deus nos ama como somente Ele pode amar; isto é, infinitamente.  

    Diante disso só silêncio e agradecimento. Sim, Pai; sim Jesus, obrigado!

    O destino de Jesus não é túmulo, não é o sepulcro, mas a ressurreição e a glória. Porque a vida de Jesus não termina com a morte, mas continua com a ressurreição. Isso vale também para nós. Depois do período que Deus nos concede para viver neste mundo, iremos na nossa verdadeira Casa que é o Céu. E vale a pena aceitar as peripécias de nossa vida porque são justamente elas que nos permitirão ir um dia gozar da felicidade que Jesus nos ganhou vindo neste mundo.     

    A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que recorda e entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com o Domingo da Páscoa quando Jesus ressuscita dos mortos e aparece diversas vezes aos seus discípulos. 

    Vale a pena recordar as etapas mais importantes desta semana. Por isso diremos algo sobre como passou Jesus a última semana de sua vida.

    Domingo de Ramos: Jesus entra triunfalmente em Jerusalém aplaudido pelo povo que o reconhece como o Messias Salvador prometido no Antigo Testamento. Jesus chora sobre Jerusalém porque prevê a sua destruição por não ter aceitado a sua Mensagem de salvação. Na noite do Domingo de Ramos as autoridades decidem matar Jesus.

    Segunda-feira: Jesus amaldiçoa a figueira estéril, imagem do povo de Israel que tinha muitas leis, mas não amava a Deus. Entra no Templo, ensina ao povo, e de noite se retira a Betânia na casa dos seus amigos Lázaro, Marta e Maria.

    Terça-feira: Jesus vai cedo a Jerusalém e ensina ao povo. Muitos inimigos procuram armar-lhe ciladas contra Ele, mas Jesus se defende e confunde os seus acusadores. Neste dia Jesus fala da ressurreição dos mortos, do mandamento do amor, do fim do mundo e do juízo universal, dos vinhateiros homicidas, da necessidade de estar preparados porque não sabemos quando chegará a hora de nossa morte. 

    Quarta-feira: Jesus descansa enquanto Judas, um dos Apóstolos que tinha estado com Jesus, o trai e o vende por trinta moedas de prata. 

    Quinta-feira: É um dos dias mais importantes da vida de Jesus com grandíssima consequência pela vida da Igreja e do mundo. Recorda-se neste dia a Última Ceia, a criação dos primeiros Sacerdotes, o Mandamento do amor: devemos amar como amou e ama Jesus. Devemos amar até os inimigos (amarmo-nos como Jesus nos amou). Ele nos fez então nesta quinta-feira santa o presente da Santa Missa [Eucaristia], dos Sacerdotes e do Mandamento do amor. Depois da ceia Jesus sai do cenáculo, entra no horto das oliveiras e começa a sua agonia suando sangue.  

    Sexta-feira: Jesus é preso, processado civil e religiosamente e foi considerado culpado. Por isso foi condenado à morte crucificado que era a pena máxima que os romanos davam aos piores delinquentes. Mas ante de subir à cruz e ser crucificado, foi entregue aos soldados que o trataram com suma crueldade. Cuspiram-Lhe na cara, tiraram-Lhe a roupa, flagelaram-no, coroaram-no com uma coroa de espinhos e batiam na cabeça de Jesus que calava. E gozavam d´Ele. “Quem te bateu?” 

    Sábado Santo: O Corpo de Jesus estava morto no sepulcro, enquanto o seu Espírito desceu onde estavam os mortos do Antigo Testamento que levou ao Paraíso. Os discípulos de Jesus e os Apóstolos estão desorientados e tristes. Uns soldados romanos montam guarda ao sepulcro por medo de que viessem os discípulos a roubar o Corpo de Jesus e depois dizer aos outros que Ele tinha ressuscitado. 

    Domingo da Páscoa: Na madrugada da Páscoa Jesus ressuscita. Os soldados assustadíssimos correm a Jerusalém. Avisam as autoridades dos hebreus do que tinha acontecido. E as autoridades lhes deram dinheiro para que dissessem a todo o mundo que, enquanto eles estavam dormindo, os Apóstolos foram roubar o Corpo de Jesus. No entanto algumas mulheres foram ao sepulcro para limpar o Corpo de Jesus, mas não O encontraram. Mas uns Anjos lhes disseram que Jesus tinha ressuscitado e que fossem avisar aos Apóstolos disso. Pedro e João vão ao túmulo e não encontram o Corpo de Jesus. Dois dos discípulos de Jesus vão a caminho de Emaús desanimados, mas Jesus aparece-lhes e eles voltam a Jerusalém dizendo que o tinham visto Ressuscitado. Jesus aparece durante o dia também a outras pessoas e na noite aparece a todos os Apóstolos e discípulos reunidos no Cenáculo. 

    Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição Jesus:
    - obedece em tudo à vontade do Pai,
    - manifesta o seu amor ao Pai e aos homens,
    - reconcilia os homens com Deus e os homens entre si,
    - salva os homens dando-lhe a vida divina.

    Diante de tudo isso:

    Vai o nosso profundo agradecimento a Jesus por tudo que fez e sofreu por nós. E enquanto pedimos-Lhe perdão, queremos dizer que gostaríamos não ofende-Lo mais com os nossos pecados. Pedimos a Ele e a Nossa Senhora que nos deem a força para poder fazer isso. A saber, para sermos bons!

    Celebraremos todos estes Mistérios nas celebrações litúrgicas que faremos ao longo desta semana e as quais convidamos participar para aproveitar ao máximo a força salvadora delas. 

    Padre Odorico Filippo, psdp

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