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    Projeto São João Calábria: Vida que Inspira Vidas - Relato de Gal Ribeiro

    "Obrigado, São João Calábria, por minha vida hoje ser diferente!"

    Testemunhos

    23.04.2024 07:00:00 | 5 minutos de leitura

    Projeto São João Calábria: Vida que Inspira Vidas - Relato de Gal Ribeiro

    Hoje, o Projeto São João Calábria: Vida que Inspira Vidas, traz o emocionante relato de Glaucilene Ribeiro, carinhosamente conhecida como Gal, uma dedicada integrante da Pastoral da Saúde do Hospital Divina Providência, situado em Marituba/PA.

    Gal compartilha conosco sua jornada, revelando como e quando conheceu a história de São João Calábria e como a espiritualidade Calabriana foi gradualmente impactando e transformando sua vida, sua percepção de Deus e das pessoas ao seu redor.

    Foi através desse encontro com a espiritualidade que Gal foi conduzida até o Hospital, onde abraçou seu trabalho como uma verdadeira missão, desempenhando-o com dedicação e amor por muitos e muitos anos.

    A vida e os ensinamentos de São João Calábria continuam a inspirar e transformar inúmeras vidas, pois ele mesmo se deixou guiar pelo amor de Deus e pela Providência.

    Você também é convidado(a) a se aproximar da nossa Espiritualidade, a Espiritualidade Calabriana. Junte-se a nós na vivência dos valores do Evangelho no dia a dia. Compartilhe sua experiência, deixe-se inspirar pelo exemplo de São João Calábria e permita que o amor de Deus guie sua vida.

    Juntos, podemos fazer a diferença, inspirando e transformando vidas, seguindo os passos daquele que nos ensinou a verdadeira essência do amor e da doação ao próximo.

    Acompanhemos a história da Gal:
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    Como São João Calábria passou a fazer parte da minha vida, da minha história e da minha espiritualidade?

    Conheci São João Calábria e seus ensinamentos quando trabalhava na Prefeitura de Marituba, na Secretaria de Assistência Social, e tínhamos uma proximidade com a Paróquia N. Sra. de Nazaré, onde, às vezes, nos reuníamos para questões práticas de eventos e uso do Salão da Paróquia. Mas os laços de amizade foram me desafiando a conhecer algo mais dessa pessoa conhecida como Calábria.

    A Prefeitura, através da Secretaria, proporcionou diferentes encontros de espiritualidade, que eram ministrados pelos Pobres Servos.

    Algo martelava dentro de mim, me instigava, me desafiava, e não sabia o que era. Sabe quando se percebe algo e não se consegue traduzir bem o que é? Era assim.

    Um ensinamento sempre me chamou a atenção: "somos todos irmãos", uma das colunas da obra de São João Calábria. E hoje, dentro do individualismo que a gente vive, preferimos muitas vezes ajudar, mas não nos comprometer.

    A Secretaria tinha uma atenção especial para as famílias e pessoas mais vulneráveis do Município e deu origem a diferentes trabalhos de acolhida. Mas via que não era apenas trabalho. A relação com essas crianças na Casa de Passagem, com as famílias que nos procuravam, foi delineando dentro de mim algo que, creio, foi inspirado em São João Calábria.

    Recebíamos nosso salário para prestar um serviço dentro dos moldes da assistência social. Mas vi que não era suficiente, pois isso pode apenas contribuir para sermos bons profissionais. Queria algo mais, não apenas ser uma boa profissional, mas ser alguém mais humana. E aí vi que meu trabalho não era apenas trabalho, mas era uma missão, que poderia transformar muitas vidas que estavam à margem da sociedade. E vi os milagres que Deus realizava quando via famílias totalmente à margem serem transformadas e assumindo sua própria história.

    Quando saí da Prefeitura, passei a trabalhar, ou melhor, viver minha missão no Hospital Divina Providência. E aí, aquele "somos todos irmãos", veio com toda força. O que estava à minha frente não era mais 'paciente', mas meu irmão, com uma história de vida, com familiares que confiavam no trabalho do Hospital, portanto, nas pessoas que atuavam junto com aquele doente, que lhes era tão querido.

    Nessa relação, aprendi na prática o que significa empatia, colocar-se no lugar do outro, sofrer com ele e também imaginar que também poderemos passar pelo mesmo. E, com certeza, gostaríamos de ter ao lado não só um profissional da saúde, mas também um irmão em quem confiar, que pudesse nos ouvir, nos acolher, nos dar forças e também nos preparar para a partida, nos casos mais graves.

    Essa trajetória mudou minha vida, mudou minha história, mudou minha espiritualidade. Era muito de frequentar a missa, rezar nas famílias. Mas agora vejo que minha espiritualidade eu a vivo diante dos enfermos, meus irmãos.

    E aí lembrei de uma frase de São João Calábria, que acho que é mais ou menos assim: "o irmão com a vassoura na mão é tão importante quanto o padre que reza a missa". E traduzo isso em minha vida da seguinte forma: minha espiritualidade, se não for vivida na fraternidade, na empatia, no sentir o outro como irmão, torna vazias as liturgias.

    Hoje não sou a mesma, mas tenho consciência de que minha missão me leva a continuar minha transformação pessoal, no serviço aos que mais precisam. Sem isso, minha vida se esvazia.

    Sou grata a São João Calábria por sua vida e seus ensinamentos. Realmente, se não vemos nos outros nossos irmãos e irmãs, dificilmente transformaremos este mundo. Não somos mais do que ninguém, e tudo o que temos deve ser posto a serviço da vida daqueles que menos têm e mais precisam de nossa palavra e ação.

    Mas também somos nós que aprendemos com eles, que nos ensinam como viver a vida amparados na confiança e como superar desafios que parecem insuperáveis.

    Assim, somos também evangelizados por nossos irmãos, nossas pérolas, eles nos convertem de nossa ganância, arrogância e nosso nariz empinado.

    Peço a Deus que, por intercessão da Virgem Maria e São João Calábria, sempre me ensine a ouvir, a aprender e compreender o valor daqueles que a sociedade individualista jogou à margem.

    Obrigado, São João Calábria, por minha vida hoje ser diferente!

    Glaucilene (Gal) Ribeiro
    Pastoral da Saúde - Hospital  Divina Providência

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