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    Papa à Ação Católica: os Apóstolos de hoje devem ver, julgar e agir

    “É missão da Ação Católica, encontrar e aceitar as pessoas como elas são, fazê-las crescer no amor a Cristo e ao próximo, para que possam ser protagonistas de suas próprias vidas e da vida da Igreja, para que o mundo possa mudar”. São palavras do Papa Francisco no encontro com os representantes franceses da Ação Católica.

    14.01.2022 | 3 minutos de leitura

    Papa à Ação Católica: os Apóstolos de hoje devem ver, julgar e agir

    Na manhã desta quinta-feira (13) o Papa recebeu os representantes da Ação Católica na França. Francisco iniciou falando sobre o tema da peregrinação “Apóstolos hoje”. E disse que gostaria de refletir o que significa “sermos apóstolos eficazes hoje”, recordando que “quando os discípulos caminham com Jesus no caminho de Emaús, começam lembrando os acontecimentos que viveram; depois reconhecem a presença de Deus nesses acontecimentos; finalmente, agem retornando a Jerusalém para anunciar a ressurreição de Cristo”. E concluiu “Ver, julgar e agir”, e convidou todos a refletirem sobre estas três palavras.

    A etapa básica

    Ver. “Esta primeira etapa é básica – continuou o Pontífice - consiste em se deter para observar os acontecimentos que formam nossas vidas, o que constitui a nossa história, as nossas raízes familiares, culturais e cristãs”. A pedagogia da Ação Católica, começa sempre com um momento de memória, ou seja, compreender e perceber como Deus estava presente em cada instante. E explica:

    “A sutileza e a delicadeza da ação do Senhor em nossas vidas às vezes nos impede de compreendê-la no momento, e é preciso percorrer essa distância para compreender sua coerência”

    Francisco então recorda que na Fratelli tutti há um olhar inicial sobre a situação: “Sem memória, nunca se avança; não se evolui sem uma memória íntegra e luminosa” (249).

    Julgar ou discernir

    Em seguida o Pontífice falou sobre a segunda etapa que seria julgar ou discernir: “É o momento em que nos permitimos ser questionados, ser desafiados. A chave para esta etapa é a referência à Sagrada Escritura”. E explicou este ponto afirmando:

    “No encontro entre os acontecimentos do mundo e de nossas vidas, por um lado, e a Palavra de Deus, por outro, podemos discernir os apelos que o Senhor nos faz”

    Os movimentos da Ação Católica desenvolveram, em sua história, verdadeiras práticas sinodais, especialmente na vida em grupo, que é a base de sua experiência”. Continuando neste ponto disse ainda: “A Igreja como um todo também está envolvida num processo sinodal, e eu conto com sua contribuição. Recordemos, a este respeito, que a sinodalidade não é uma simples discussão”. “Não!” disse o Papa, “é um estilo a ser adotado, no qual o protagonista principal é o Espírito Santo, que se expressa antes de tudo na Palavra de Deus, lida, meditada e compartilhada em conjunto”.

    Concluindo este ponto recomendou:

    “Por favor, deem sempre um lugar importante à Palavra de Deus na vida de seus grupos. E igualmente um espaço à oração, à interioridade e à adoração”

    Terceira etapa: agir

    Ao se referir à terceira etapa, agir o Papa disse que “o Evangelho nos ensina que a ação - que está no próprio nome do seu movimento - deve ter sempre a iniciativa de Deus”. Aprofundando o tema continuou “o nosso papel é, portanto, apoiar e encorajar a ação de Deus nos corações, adaptando-se à realidade em constante mudança”. Depois recordou ainda que “as pessoas que seus movimentos encontram - penso particularmente nos jovens - não são as mesmas de alguns anos atrás”. E explicou: “São mais sensíveis à afetividade e, portanto, mais vulneráveis, mais frágeis que as gerações anteriores, menos enraizados na fé, mas, mesmo assim, em busca de sentido e verdade, e não menos generosos”.

    Neste ponto o Papa Francisco encorajou os presentes afirmando:

    “É missão da Ação Católica, encontrá-los, aceitá-los como eles são, fazê-los crescer no amor a Cristo e ao próximo e levá-los a um compromisso mais concreto, para que possam ser protagonistas de suas próprias vidas e da vida da Igreja, para que o mundo possa mudar”.

     

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