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    Haiti, terremoto. Camilianos: com caridade evangélica, responder às necessidades

    "Em todo o sul do país há muitos danos, aqui a população já estava vivendo na miséria. Agora com o evento catastrófico deste terremoto, a situação muito precária da população está se tornando ainda mais alarmante. Há muita perda de vidas e sérios danos a prédios e infraestrutura", relata o diretor do Hospital São Camilo em Porto Príncipe, padre Robert Daudir. "Mais uma vez, diante da enésima emergência, devemos acompanhar as famílias, respondendo às suas necessidades", ressalta o missionário

    26.08.2021 | 3 minutos de leitura

    Haiti, terremoto. Camilianos: com caridade evangélica, responder às necessidades

    "Nossa equipe médica encontra-se mobilizada e está pronta para continuar recebendo cada vez mais pessoas em nossa estrutura a fim de lhes oferecer os cuidados necessários. Desejando resiliência à população haitiana, nos armamos com coragem e usamos nossa inteligência para viver estes tempos difíceis, cultivando a solidariedade para cuidar dos pacientes com dignidade e amor, de acordo com os ensinamentos de Jesus".

    É o que diz em entrevista à agência missionária Fides, o diretor do Hospital São Camilo em Porto Príncipe, no Haiti, padre Robert Daudier, falando do programa de assistência material e espiritual que os missionários Camilianos estão levando adiante após o violento terremoto de magnitude 7,2 que atingiu a ilha caribenha em 14 de agosto.

    "Às 8h30 da manhã - conta padre Robert -, sentimos o tremor e fugimos de nossas casas como precaução. Contatei os confrades que vivem em Jérémie, uma área próxima ao epicentro do terremoto, e eles me disseram que toda a área estava seriamente danificada e que viajar era impraticável."

    Camilianos na linha de frente na assistência aos necessitados

    "Em todo o sul do país há muitos danos - continua o religioso -, aqui a população já estava vivendo na miséria. Agora com o evento catastrófico deste terremoto, a situação muito precária da população está se tornando ainda mais alarmante. Há muita perda de vidas e sérios danos a prédios e infraestrutura."

    De fato, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades locais, o número de vítimas está aumentando: até o momento há mais de 2 mil mortos, 344 desaparecidos e mais de 10 mil feridos. Os religiosos Camilianos presentes no Haiti, tanto em Porto Príncipe como em Jérémie, se propuseram imediatamente a prestar primeiros socorros.

    Em Jérémie, diz ainda o missionário em seu relato, "acabamos quase todos os estoques de alimentos, medicamentos e material médico que restam para socorrer as pessoas em caráter de urgência". "As estradas estão bloqueadas por deslizamentos de terra e é impossível chegar a muitas aldeias - explica o padre Daudier -, há falta de água potável, diesel e eletricidade".

    Permanente compromisso apostólico dos Camilianos

    "Na semana passada, um grupo de voluntários partiu do hospital São Camilo em Porto Príncipe – prossegue o religioso em seu relato - com vários veículos para levar alimentos, remédios, roupas e muito mais para as vítimas do terremoto. Também continuamos recebendo os doentes, feridos e traumatizados das zonas sísmicas. As salas de operação estão trabalhando em pleno ritmo."

    Apesar destas dificuldades, o compromisso apostólico dos Camilianos continua através de intervenções de assistência: "quando a emergência terminar - ressalta Padre Robert -, nos engajaremos na construção de casas para pessoas deslocadas".

    "No mês de setembro, sairão outros dois contêineres com alimentos, material médico, medicamentos e muito mais. Mais uma vez, diante da enésima emergência - conclui -, devemos acompanhar as famílias, respondendo às suas necessidades."

    (com Fides)

     

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