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    Camarões. Silenciem as armas, nosso povo já sofreu bastante: apelo dos bispos

    Os bispos da Conferência episcopal regional de Bamenda (BAPEC) apelam a todas as facções armadas "a fim de que parem a violência com efeito imediato e trabalhem para uma resolução pacífica do conflito". "Nosso povo já sofreu bastante e está cansado de viver na incerteza e no medo", ressaltam os prelados, que elogiam os sacerdotes que permaneceram ao lado "do povo confiado aos seus cuidados pastorais, fizeram e continuam fazendo sacrifícios heroicos neste tempo de crise"

    25.08.2021 | 2 minutos de leitura

    Camarões. Silenciem as armas, nosso povo já sofreu bastante: apelo dos bispos

    "Deploramos a violência, a insegurança, os sequestros, as torturas e os assassinatos sem sentido, às vezes de pessoas inocentes e crianças", afirmam com veemência os bispos da Conferência episcopal regional de Bamenda (BAPEC) em uma declaração publicada no domingo, 22 de agosto, na qual renovam seu apelo em favor do fim do conflito de longa data nas regiões anglófonas da República de Camarões, no oeste da África.

    Trabalhar por uma resolução pacífica do conflito

    Os membros do BAPEC apelam a todas as facções armadas "a fim de que parem a violência com efeito imediato e trabalhem para uma resolução pacífica do conflito". "Nosso povo já sofreu bastante e está cansado de viver na incerteza e no medo", ressaltam os bispos, que elogiam os sacerdotes que permaneceram ao lado "do povo confiado aos seus cuidados pastorais, fizeram e continuam fazendo sacrifícios heroicos neste tempo de crise."

    Em 20 de agosto, um menino de sete anos da escola primária católica Santa Teresa, na Diocese de Kumbo, no país do oeste da África, foi morto por uma bala perdida durante um tiroteio entre militares camaroneses e militantes próximos à escola.

    Conflito já tem mais de quatro anos

    Uma fiel foi morta e um pastor ficou ferido no domingo, 22 de agosto, durante um culto na paróquia da Igreja Presbiteriana de Bali, no noroeste do país. Uma patrulha militar foi alvo de uma emboscada perpetrada por separatistas. No tiroteio, as balas perdidas mataram a mulher e feriram o pastor.

    O conflito nas regiões anglófonas do sudoeste e noroeste da República de Camarões já tem mais de quatro anos, e se intensificou desde que a independência foi simbolicamente declarada pelos separatistas em 1º de outubro de 2017 para as duas áreas, que foram agrupadas em Ambazônia.

    Anglófonos reclamam sofrer discriminação no país

    Os separatistas escolheram a data de 1º de outubro em memória da independência da área de língua inglesa em relação ao Reino Unido em 1961. A parte francófona tinha se tornado independente da França em 1960. Um referendo estabeleceu então a criação de um único Estado bilíngue.

    No entanto, os habitantes das regiões de língua inglesa reclamam que são discriminados em relação aos francófonos a nível jurídico e no campo educacional. O conflito já custou mais de 3.500 vidas e forçou mais de 700 mil pessoas a fugir de suas casas.

    (com Fides)

     

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