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    Projeto São João Calábria: Vida que Inspira Vidas – Anazilda Theodoro compartilha sua experiência

    Seu testemunho inspirador nos lembra da importância de viver a espiritualidade não apenas através das palavras, mas principalmente por meio das ações que beneficiam o próximo.

    Testemunhos

    26.04.2024 07:00:00 | 6 minutos de leitura

    Projeto São João Calábria: Vida que Inspira Vidas – Anazilda Theodoro compartilha sua experiência

    Anazilda Theodoro, uma fiel seguidora dos ensinamentos de São João Calábria, compartilha sua jornada de vida marcada pela espiritualidade e pelo serviço aos mais necessitados. Em seu relato, Anazilda nos conduz por suas experiências desde seu primeiro contato com a Espiritualidade Calabriana até seu engajamento atual no projeto Bom Samaritano na Casa Mater Dei, em Farroupilha.

     

    Seu caminho começou em 1977, quando foi convidada para uma experiência missionária em Bataguassu/MS, na casa das Irmãs Pobres Servas. Durante 26 dias intensos, Anazilda e seus companheiros mergulharam em tarefas, orações e visitas, confeccionando roupas para crianças carentes e compartilhando experiências enriquecedoras com os jovens locais.

     

    A trajetória de Anazilda se estendeu para além das fronteiras do Brasil quando, em 1996, recebeu o honroso convite para participar do Capítulo na Itália, representando os Irmãos Externos. Nesse evento significativo, teve a oportunidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos e testemunhar a eleição do Padre Waldemar Longo como Superior Geral da Congregação, um momento de grande alegria para a comunidade brasileira.

     

    Atualmente, Anazilda continua sua dedicação às atividades Calabrianas, participando ativamente tanto no Seminário quanto na Casa Mater Dei, onde se envolve no projeto Bom Samaritano. Preparar almoços para pessoas vulneráveis é uma forma tangível de colocar em prática os valores de solidariedade e compaixão ensinados por São João Calábria.

     

    Seu testemunho inspirador nos lembra da importância de viver a espiritualidade não apenas através das palavras, mas principalmente por meio das ações que beneficiam o próximo. Que a Espiritualidade Calabriana continue a iluminar não apenas a vida de Anazilda, mas também a de todos aqueles que se deixam guiar por seus princípios de amor e serviço.

     

    Acompanhemos seu relato:

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    No ano de 1974, recebi um convite do Padre Gaetano para fazer parte de um Grupo de Jovens chamado Stella Alpina. Chegando na Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, fui acolhida com muita alegria pelo Pe. Gaetano e pelos demais jovens do Grupo. Ele logo mencionou que iríamos participar e conhecer os ensinamentos deixados por um sacerdote tanto pequeno quanto grande, chamado João Calábria, e que a partir daquele momento ele faria parte da minha vida.

     

    A Palavra Divina Providência foi algo que me tocou profundamente e na qual hoje confio plenamente. Nesse mesmo ano, vieram morar no bairro as irmãs Pobres Servas (Irmã Gema e Irmã Ana), junto com mais duas noviças. Ao visitá-las, fui recebida com grande carinho e seu jeito simples me encantou. Elas também falavam de São João Calábria, de sua espiritualidade e simplicidade, que espalhava amor e palavras generosas por onde passava.

     

    Cada dia me encantava mais com tudo que ouvia sobre São João Calábria, sua história de vida e seus ensinamentos. Continuando no grupo de jovens e visitando as irmãs com frequência, éramos recebidas com palavras simples e acolhedoras. Em 1976, eu e minha amiga Lurdes, a convite das irmãs, nos tornamos as primeiras catequistas do bairro, confiando plenamente na Providência Divina.

     

    No final de 1977, eu e mais três amigas fomos convidadas para uma experiência para conhecer melhor a vida das irmãs. Partimos então para Bataguassu, na casa delas, onde permanecemos por 26 dias. Foi uma bela missão, onde vivenciamos dias de tarefas, orações, visitas, confeccionamos roupas para entregar às crianças necessitadas, tivemos encontros com jovens locais e compartilhamos experiências e vivências com eles.

     

    Ao retornar para o Sul, em 20 de janeiro de 1978, estávamos muito empolgadas com as experiências vividas. Porém, em 26 de janeiro, perdi minha mãe em um acidente, o que foi um golpe muito grande, já que ela era meu porto seguro. Foi ela quem sempre nos incentivou a ir à missa, rezar terços, ter fé e confiança em Deus Pai em todos os momentos da vida. Entendi que a experiência vivida anteriormente foi muito importante para me dar forças para enfrentar esse duro golpe.

     

    Mais uma vez, a presença das Pobres Servas foi muito importante naquele momento, sempre nos dando exemplos e palavras de conforto, força, confiança e fé no Pai Providente. Sendo a irmã mais velha da minha família, tive que assumir os cuidados da casa, pois meu pai já estava com problemas cardíacos, e em 1982 ele veio a falecer. Graças aos ensinamentos e palavras da Espiritualidade Calabriana, pude enfrentar mais essa perda.

     

    Nesse momento, eu estava lendo o livro "Retornemos ao Evangelho", o qual me fez refletir que somos evangelhos vivos, enchendo-me de grande fé. Em 1989, Padre Gaetano me fez outro convite para entrar no Grupo de Irmãos Externos. Fiquei um pouco indecisa, pois tinha medo de assumir esse compromisso, mas ele afirmou que eu já estava pronta para seguir mais profundamente os escritos e ensinamentos da Espiritualidade Calabriana.

     

    Em 1996, recebi o convite para ir para a Itália participar do Capítulo, em nome dos Irmãos Externos. Foi uma grande missão novamente, onde pudemos compartilhar nossos conhecimentos com nossos irmãos em um dia inteiro dedicado a essas experiências. Foram momentos únicos. Nesse capítulo, foi eleito nosso Superior Geral da Congregação, Padre Waldemar Longo, o que foi motivo de alegria para nós, brasileiros.

     

    Tivemos a oportunidade de visitar os aposentos de São João Calábria, o que foi uma grande emoção, nunca antes sentida. Pudemos ver e viver a história do nosso fundador. Por onde passávamos e dizíamos que éramos de São João Calábria, as portas se abriam, era tocante ver o respeito e a simpatia com que as pessoas falavam dele. Isso nos tocava profundamente, enchendo nosso coração de grande alegria por pertencer à Congregação Pobres Servos da Divina Providência.

     

    Sempre procuro estar presente nas atividades Calabrianas, tanto no Seminário como na Casa Mater Dei, em Farroupilha. Isso me traz uma grande paz poder participar das tarefas da casa. Atualmente, fazemos parte na Casa Mater Dei do projeto Bom Samaritano, no qual preparamos almoços para pessoas vulneráveis, sempre às terças e quintas-feiras. As pessoas são levadas para o almoço, e algumas vezes vêm caminhando até a Casa Mater Dei. A alegria com que essas pessoas comem é muito gratificante. Elas sempre nos agradecem e perguntam o que colocamos na comida. Nossa resposta é sempre a mesma: colocamos muito amor, e isso as deixa felizes.

     

    É um prazer fazer esse gesto de fraternidade, e isso nos leva a lembrar muito dos gestos de São João Calábria. Agora podemos dizer que fazemos parte desta Grande Família Calabriana, que desde o início nos trouxe um novo horizonte. São João Calabria, obrigada por permitir que eu faça parte do seu rebanho, o rebanho da Família Calabriana.

     

    Anazilda Theodoro

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