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A Esperança que Nasce no Natal: Homilia do Papa Francisco na Abertura do Jubileu Ordinário

A homilia do Papa Francisco na Solenidade do Natal destaca o nascimento de Jesus como fonte de esperança viva, convidando todos a abraçarem a misericórdia, a renovação espiritual e a transformação do mundo.

Igreja

24.12.2024 17:34:51 | 5 minutos de leitura

A Esperança que Nasce no Natal: Homilia do Papa Francisco na Abertura do Jubileu Ordinário

ABERTURA DA PORTA SANTA E SANTA MISSA DA NOITE - INÍCIO DO JUBILEU ORDINÁRIO
SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR
HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO
Basílica de São Pedro 
Terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Um anjo do Senhor, envolto em luz, ilumina a noite e traz aos pastores a boa nova: «Eu vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor» (Lc 2,10-11). Entre o assombro dos pobres e o canto dos anjos, o céu se abre sobre a terra: Deus fez-se um de nós para nos fazer como Ele, desceu ao nosso meio para nos erguer e nos reconduzir ao abraço do Pai.

Esta, irmãs e irmãos, é a nossa esperança. Deus é o Emanuel, Deus-conosco. O infinitamente grande tornou-se pequeno; a luz divina brilhou nas trevas do mundo; a glória do céu manifestou-se na terra. E como? Na pequenez de uma Criança. E se Deus vem, mesmo quando nosso coração se assemelha a uma pobre manjedoura, então podemos dizer: a esperança não está morta, a esperança está viva, e envolve nossa vida para sempre! A esperança não decepciona.

Irmãs e irmãos, com a abertura da Porta Santa iniciamos um novo Jubileu: cada um de nós pode entrar no mistério deste anúncio de graça. Esta é a noite em que a porta da esperança se abriu para o mundo; esta é a noite em que Deus diz a cada um: há esperança também para você! Há esperança para cada um de nós. Mas não esqueçamos, irmãs e irmãos, que Deus perdoa tudo, Deus perdoa sempre. Não esqueçamos isso, pois é uma forma de entender a esperança no Senhor.

Para acolher este dom, somos chamados a nos pôr a caminho com o assombro dos pastores de Belém. O Evangelho diz que eles, ao receberem o anúncio do anjo, «foram apressadamente» (Lc 2,16). Esta é a indicação para reencontrar a esperança perdida, renová-la dentro de nós e semeá-la nas desolações do nosso tempo e do nosso mundo: sem demora. E há tantas desolações neste tempo! Pensemos nas guerras, nas crianças fuziladas, nas bombas sobre escolas e hospitais. Não hesitar, não atrasar o passo, mas deixar-se atrair pela boa nova.

Sem demora, vamos ver o Senhor que nasceu para nós, com o coração leve e desperto, pronto para o encontro, capazes de traduzir a esperança nas situações da nossa vida. Este é o nosso compromisso: traduzir a esperança nas diversas situações da vida. Porque a esperança cristã não é um final feliz para se aguardar passivamente; é a promessa do Senhor a ser acolhida aqui, agora, nesta terra que sofre e geme. Ela nos pede, por isso, que não hesitemos, que não nos deixemos levar por hábitos, que não fiquemos na mediocridade e na preguiça; ela nos pede – como diria Santo Agostinho – que nos indignemos com o que não está certo e tenhamos a coragem de mudar; ela nos pede que nos façamos peregrinos em busca da verdade, sonhadores incansáveis, homens e mulheres inquietados pelo sonho de Deus, que é o sonho de um mundo novo, onde reinam a paz e a justiça.

Aprendamos com o exemplo dos pastores: a esperança que nasce nesta noite não tolera a indolência de quem se acomoda nem a preguiça de quem se satisfaz com o conforto – e tantos de nós corremos o risco de nos acomodar em nossas comodidades. A esperança não admite a prudência falsa de quem evita comprometer-se nem os cálculos egoístas de quem só pensa em si mesmo; ela é incompatível com o conformismo de quem não ergue a voz contra o mal e contra as injustiças sofridas pelos mais pobres. Pelo contrário, a esperança cristã, enquanto nos convida à paciente espera do Reino que germina e cresce, exige de nós a audácia de antecipar hoje esta promessa, através da responsabilidade e da compaixão.

E talvez seja útil nos perguntarmos: tenho compaixão? Sei sofrer com os outros? Pensemos nisso.

O Jubileu se abre para que todos recebam a esperança, a esperança do Evangelho, a esperança do amor, a esperança do perdão.

E voltemos ao presépio, contemplemos a ternura de Deus que se manifesta no rosto do Menino Jesus, e perguntemo-nos: «Há em nosso coração esta espera? Há em nosso coração esta esperança? […] Que esta visão de esperança ilumine nosso caminho cotidiano».

Irmã, irmão, nesta noite, se abre para todos nós a “porta santa” do coração de Deus. Jesus, Deus-conosco, nasce por você, por mim, por nós, por cada homem e mulher. Com Ele floresce a alegria, com Ele a vida muda, com Ele a esperança não decepciona.

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Jubileu de Esperança: Renovando a Confiança em Deus Pai Providente

A espiritualidade calabriana nos convida a mergulhar na confiança inabalável em Deus Pai Providente, que cuida amorosamente de cada um de Seus filhos. Neste Jubileu de Esperança que hoje iniciamos, somos chamados a renovar nosso abandono em Suas mãos e a testemunhar, com coragem, que a esperança cristã não é apenas um ideal, mas uma força viva que nos sustenta diante das dificuldades e nos impulsiona a construir um mundo mais justo e fraterno. Que, inspirados por São João Calábria, possamos abrir nossos corações ao chamado do Senhor, acolhendo a Sua providência em cada acontecimento e sendo sinal de esperança para todos os que encontrarmos no caminho.

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