História de vida e amor

"Não devemos nunca esquecer que a Obra nasceu, viveu e continua vivendo com esta finalidade e missão: o menor pobre e abandonado, que precisa de quem, em nome de Deus, seja para ele pai e mãe, irmão, mestre e tudo".

(São João Calábria) 

A história da Obra, durante a vida do Fundador, se confunde em grande parte com a história de São João Calábria.

Mesmo antes de ser ordenado sacerdote, sentia-se impelido interiormente por um desejo intenso de ser todo de Jesus, e amar as pessoas com um imenso amor. Tomou para si o solícito cuidado dos meninos abandonados que a Providência lhe fez encontrar pouco a pouco. Além de se esforçar de todas as formas para prover-lhes casa e educação, acolhia alguns em sua paupérrima casa.

Aumentando continuamente estes casos, aconselhando-se com pessoas santas e experientes, sentiu-se inspirado a abrir uma casa onde estes filhinhos de Deus, abandonados pela sociedade, pudessem encontrar alimentação, educação, instrução escolar e profissional e, sobretudo, amor.

Ainda antes desta data, ele que se sentia impelido interiormente por um desejo intenso de ser todo de Jesus, e amar as almas com um imenso amor, tinha tomado o solicito cuidado dos meninos abandonados que a Providência lhe fazia encontrar pouco a pouco. Além de esforçar-se de todas as formas para prover-lhes casa e educação, a alguns acolhia em sua paupérrima casa.

Aumentando continuamente estes casos, aconselhando-se com pessoas santas e experientes, sentiu-se inspirado a abrir uma casa onde estes filhinhos de Deus, abandonados a si mesmos, pudessem encontrar alimentação, educação, instrução escolar e profissional e sobretudo amor.

Os primeiros meninos foram acolhidos na casa paroquial de S. Bento no Monte: mas o contínuo aumento de casos o levou a procurar um lugar mais amplo. A primeira casa foi aberta com cinco meninos no dia 26 de novembro de 1907, na paróquia de S. Giovanni in Valle, em Verona. Auxiliado neste trabalho apostólico por pessoas generosas, constituiu-se o primeiro grupo de colaboradores, alguns dos quais, depois de madura reflexão e prolongada oração, sentiram-se chamados a permanecer com ele permanentemente. Ele os chamou de Irmãos e como tais quis que vivessem, ditando-lhes um simples regulamento como linha mestra de vida, convidando-os a “considerarem- se como irmãos e como tais amarem-se reciprocamente uns aos outros e ajudarem-se especialmente na vida espiritual”; “viver totalmente abandonados à Divina Providência”; “esforçarem-se de todas as formas pelo bem estar dos pobres meninos abandonados, para mostrar ao mundo de hoje, tão ateu, tão sem Deus, imerso totalmente na lama, que Deus existe, pensa e tudo provê às suas criaturas”.

Desde o princípio, ele pensava numa nova família religiosa. Uma família “baseada na humildade, no total escondimento, e tendo como única preocupação a salvação das pessoas”.

A Obra, desde o início, chamou-se “Casa Buoni Fanciulli”, pelo campo apostólico específico em que trabalhava, e assim, continuou a se chamar até a fundação da Congregação religiosa de direito diocesano, ocorrida em 1932, com as primeiras constituições aprovadas pelo bispo de Verona e as primeiras profissões religiosas públicas. A partir deste momento, a Obra passou a se chamar “Congregação Pobres Servos da Divina Providência”, conservando o nome de “Casa Bons Meninos” nas suas obras educativas.