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Subsídio para a SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Notícias

Subsídio preparado e publicado em conjunto pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas

Orientação:

A busca da unidade ao longo de todo o ano

O período tradicional, no hemisfério norte, para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos vai de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam os dias entre as festas de São Pedro e São Paulo, tendo portanto um valor simbólico. No hemisfério sul, já que janeiro é tempo de férias, as Igrejas frequentemente escolhem outros dias para celebrar a Semana de Oração, como, por exemplo, à volta de Pentecostes (de acordo com o que foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que é também uma data simbólica para a unidade da Igreja.

Texto Bíblico: Atos 27,18-28,10

 

INTRODUÇÃO AO TEMA PARA O ANO DE 2020

Eles nos demonstraram um benevolência fora do comum (Atos 27,18-28,10)

Os materiais para a Semana de Oração pela Unidade Cristã de 2020 foram preparados pelas Igrejas cristãs em Malta e Gozo (Cristãos Unidos em Malta). Em 10 de fevereiro, muitos cristãos em Malta celebram a festa do naufrágio de São Paulo, destacando e agradecendo a chegada da fé cristã nessas ilhas. A leitura de Atos dos Apóstolos usada na festa é o texto escolhido para a Semana de Oração deste ano.

A história começa com Paulo sendo levado a Roma como prisioneiro (At 27,1ss). Paulo está preso, mas mesmo numa viagem que se torna perigosa, a missão de Deus continua através dele.

Essa narrativa é um clássico drama da humanidade confrontada com o aterrorizante poder dos elementos. Os passageiros do navio estão expostos às forças dos mares abaixo e das poderosas tempestades que se erguem ao seu redor. Essas forças os levam a um território desconhecido, onde estão perdidos e sem esperança.

As 276 pessoas a bordo do navio são divididas em grupos distintos. O centurião e seus soldados têm poder e autoridade mas dependem da perícia e da experiência dos marinheiros. Embora todos estejam assustados e vulneráveis, os prisioneiros são os mais vulneráveis de todos. Suas vidas são consideradas dispensáveis, eles estão em risco de uma execução sumária (cf 27,42). À medida que a história se desenvolve, sob pressão e temendo por suas vidas, vemos desconfiança e suspeita ampliando as divisões entre os diferentes grupos.

Notavelmente, porém, Paulo se ergue como um centro de paz no tumulto. Ele sabe que sua vida não é governada por forças indiferentes ao seu destino, mas está segura nas mãos do Deus a quem ele pertence e serve (cf 27,23). Por causa de sua fé, ele está confiante de que se erguerá diante do imperador em Roma, e na força da sua fé pode se erguer diante de seus companheiros de viagem e dar graças a Deus. Todos estão encorajados. Seguindo o exemplo de Paulo, eles partilham pão, unidos numa nova esperança e confiando em suas palavras.

Isso indica o tema principal dessa passagem: a providência divina. Foi decisão do centurião navegar em tempo ruim, mas ao longo da tempestade os marinheiros tomam decisões sobre como lidar com o navio. Mas ao final seus próprios planos são alterados e, somente permanecendo juntos e permitindo que o navio naufrague, eles chegam a ser salvos pela divina providência. O navio e toda a sua valiosa carga se perderão, mas todas as vidas serão salvas, “nenhum de vós perderá um cabelo sequer de sua cabeça” (cf 27,34; Lc 21,18). Em nossa busca da unidade cristã, entregar-nos à divina providência vai exigir deixar de lado muitas coisas a que estamos profundamente ligados. O que importa para Deus é a salvação de todas as pessoas.

Esse grupo de pessoas diversas e em conflito desembarca em uma ilha (cf 27,26). Tendo sido jogados juntos no mesmo navio, chegam ao mesmo destino, onde a sua unidade humana se manifesta na hospitalidade que recebem dos nativos da ilha. Ao se unirem ao redor do fogo, cercados por um povo que nem os conhece nem os compreende, diferenças de poder e posição social se esvaem. Os 276 não estão mais na dependência de forças indiferentes, mas envolvidos pela amorosa previdência de Deus, que se mostra presente através de um povo que lhes demonstra uma “benevolência fora do comum” (Cf 28,2). Com frio e molhados, eles podem se aquecer e secar perto do fogo. Com fome, recebem comida. São abrigados até que seja seguro para eles continuar a viagem.

Hoje muitas pessoas estão enfrentando terrores semelhantes nesses mesmos mares. Os mesmos lugares mencionados no texto lido (cf 27,1; 28,1) também fazem parte das histórias de migrantes de tempos modernos. Em outras partes do mundo muitos outros estão fazendo jornadas igualmente perigosas por terra e pelo mar para escapar de desastres naturais, guerra e pobreza. Suas vidas também estão expostas a imensas e friamente indiferentes forças - não apenas naturais, mas também políticas, econômicas e humanas. Essa indiferença humana assume várias formas: a indiferença dos que vendem lugares em barcos inadequados para pessoas desesperadas; a indiferença que leva à decisão de não enviar barcos de socorro; a indiferença que faz mandar embora barcos de imigrantes. Isso são apenas alguns exemplos. Como cristãos unidos encarando as crises da migração essa história nos desafia: apoiamos as frias forças da indiferença, ou mostramos “benevolência fora do comum” e nos tornamos testemunhas da amorosa providência de Deus para todas as pessoas?

A hospitalidade é uma virtude muito necessária em nossa busca da unidade cristã. É uma prática que nos leva a uma maior generosidade para os necessitados. As pessoas que mostraram benevolência fora do comum a Paulo e seus companheiros não conheciam ainda Cristo, mas mesmo assim é através de sua benevolência fora do comum que um povo dividido vai ficando unido. Nossa própria unidade cristã será descoberta não apenas mostrando hospitalidade de uns para os outros, embora isso seja muito importante, mas também através de encontros amigáveis com aqueles que não partilham nossa língua, cultura ou fé.

Em tais viagens tempestuosas e encontros casuais, a vontade de Deus para a Igreja e para todas as pessoas será cumprida. Como Paulo proclamará em Roma, a salvação de Deus foi enviada a todos os povos (cf At 28,28). 

REFLEXÕES BÍBLICAS E ORAÇÕES PARA OS OITO DIAS

DIA 1 - Reconciliação: Atirando a carga ao mar

Atos 27,18-19.21

No dia seguinte, como fôssemos sempre violentamente sacudidos pela tempestade, jogou-se carga ao mar e, no terceiro dia, com as próprias mãos, os marinheiros abateram o aparelho do navio... Havia muito tempo que não tínhamos comido nada, quando Paulo, de pé no meio deles, lhes disse: Estais vendo, meus amigos, fora melhor terdes seguido o meu conselho, não deixar Creta e fazer assim a economia dessas prejuízos e dessas perdas.

Salmo 85

Lucas 18,9-14

Reflexão

Como cristãos de diferentes Igrejas e tradições, temos infelizmente, ao longo dos séculos, acumulado muita bagagem consistindo em mútua desconfiança, amargura e suspeita. Agradecemos ao Senhor pelo nascimento e crescimento do movimento ecumênico no século passado. Nosso encontro com cristãos de outras tradições e nossa oração comum pela Unidade Cristã nos animam a buscar reciprocamente o perdão, a reconciliação e a aceitação. Não podemos permitir que a bagagem do nosso passado nos impeça de nos aproximarmos cada vez mais uns dos outros. É vontade do Senhor que deixemos isso de lado, para aí dar lugar a Deus!

Oração

Deus misericordioso, libertai-nos das dolorosas lembranças do passado que ferem nossa compartilhada vida cristã. Conduzi-nos à reconciliação para que, pela força do Espírito Santo, possamos superar ódio com amor, ira com gentileza e suspeita com confiança. Isso vos pedimos em nome de vosso amado Filho, nosso irmão Jesus. Amém.

 

DIA 2 - Iluminação: Buscando e apresentando a Luz de Cristo

Atos 27,20

Desde vários dias nem o sol nem as estrelas apareciam; a tempestade, de uma violência pouco comum, continuava perigosa: doravante, toda esperança de sermos salvos nos desamparava.

Salmo 119,105-110

Marcos 4,35-41

Reflexão

Cristo é nossa luz e nosso guia. Sem a luz e a orientação de Cristo, ficamos desorientados. Quando cristãos perdem Cristo de vista, tornam-se assustados e divididos entre si. Além disso, muitas pessoas de boa vontade fora da Igreja ficam incapazes de ver a luz de Cristo porque no meio das nossas divisões refletimos menos claramente essa luz ou, às vezes, a bloqueamos completamente. À medida em que buscamos a luz de Cristo, nos aproximamos cada vez mais uns dos outros e assim contemplamos essa luz mais com mais clareza, tornando-nos realmente um sinal de Cristo, a luz do mundo.

Oração

Deus, vossa palavra é luz para os nossos passos e sem vós ficamos perdidos e desorientados. Iluminai-nos para que, através da vossa palavra, possamos seguir pelo vosso caminho. Que as nossas Igrejas busquem intensamente vossa presença orientadora, consoladora e transformadora. Dai-nos a honestidade de que precisamos para reconhecer quando tornamos difícil para outros a visão da vossa luz e a graça de que necessitamos para partilhar essa luz com outros. Isso vos pedimos em nome de vosso Filho, que chamou a nós, seus seguidores, para sermos luz para o mundo. Amém.

 

DIA 3 - Esperança: Mensagem de Paulo

Atos 27,22.34

Mas agora eu vos convido a manter a coragem; pois nenhum de vós perderá a vida, somente o navio se perderá... nenhum de vós perderá um cabelo sequer de sua cabeça.

Salmo 27

Mateus 11,28-30

Reflexão

Como cristãos que pertencem a Igrejas e tradições que não estão completamente reconciliadas entre si, ficamos frequentemente desanimados pela falta de progresso na direção da unidade visível. De fato, alguns desistiram de toda esperança e veem a unidade como um ideal inatingível. Outros nem mesmo veem a unidade como uma parte necessária da sua fé cristã. Ao orarmos por esse dom da unidade visível, façamos isso com firmeza de fé, paciência insistente e esperança animadora, confiando na amorosa providência de Deus. A Unidade está na prece do Senhor por sua Igreja e ele nos acompanha nessa jornada. Não ficaremos perdidos.

Oração

Deus de misericórdia, perdidos e desanimados, nós voltamos para vós. Colocai em nós vosso dom da esperança. Que as nossas Igrejas tenham esperança e trabalhem pela unidade pela qual vosso Filho orou na véspera de sua Paixão. Isso vos pedimos através dele, que vive e reina convosco e com o Espírito Santo para sempre. Amém.

 

DIA 4 - Confiança: Não tenha medo, creia

Atos 27,23-26

Com efeito, esta noite mesmo, um anjo do Deus a quem pertenço e a quem sirvo apresentou-se a mim e me disse: “Não tenhas medo, Paulo: é necessário que compareças diante do imperador; e Deus também te concede a vida de todos os teus companheiros de travessia.” Coragem, pois, meus amigos! Eu me fio em Deus: sucederá como ele me disse! Devemos encalhar em alguma ilha.

Salmo 56

Lucas 12,22-34

Reflexão

No meio da tempestade o encorajamento e a esperança de Paulo contrastavam com o medo e o desespero de seus companheiros de viagem. Nosso chamado conjunto para sermos discípulos de Cristo também traz um sinal de contradição. Num mundo violentamente dividido com temores, somos chamados a ser testemunhas de esperança, colocando nossa confiança na amorosa providência de Deus. A experiência cristã nos mostra que Deus escreve certo por linhas tortas. E sabemos, apesar de todas as previsões, que não vamos nos afogar ou ficar perdidos porque o fiel amor de Deus permanece para sempre.

Oração

Todo Poderoso Deus, nosso sofrimento pessoal nos leva a chorar de dor e nos encolhemos de medo quando experimentamos doença, ansiedade ou a morte daqueles que amamos. Ensinai-nos a confiar em vós. Que as Igrejas a que pertencemos sejam sinais do vosso cuidado providencial. Fazei de nós verdadeiros discípulos de vosso Filho, que nos ensinou a ouvir vossa Palavra e a servir uns aos outros. Confiantes vos pedimos isso em nome de vosso Filho e pelo poder do Espírito Santo. Amém.

 

DIA 5 - Fortalecimento: Partilhando pão para a viagem

Atos 27,33-36

Enquanto se esperava o dia, Paulo exortou todo mundo a se alimentar, dizendo: “É hoje o décimo quarto dia que passais na expectativa, sem comer, e ainda não comestes nada. Torno a dizer, nenhum de vós perderá um só cabelo de sua cabeça”. A essas palavras, ele tomou o pão, deu graças a Deus na presença de todos, partiu-o e pôs-se a comer. Todos então, recobrando a coragem, alimentaram-se por sua vez.

Salmo 77

Marcos 6,30-44

Reflexão

O convite de Paulo para comerem é uma exortação para que os que estavam no barco se fortalecessem para o que viria adiante. Esse ato de tomar o pão marca uma mudança de atitude, em que os que estavam no navio passam do desespero para a coragem. De modo semelhante, a Eucaristia ou Ceia do Senhor providencia para nós alimento para nossa jornada e nos reorienta para a vida em Deus. Somos fortalecidos. A partilha do pão - no coração da vida e do culto da comunidade cristã - nos edifica quando nos comprometemos a servir como cristãos. Aguardamos o dia em que todos os cristãos poderão partilhar a mesma mesa da Ceia do Senhor e se fortalecer a partir de um mesmo pão e uma taça.

Oração

Amoroso Deus, vosso Filho Jesus Cristo partiu o pão e partilhou a taça com seus amigos na véspera da sua Paixão. Queremos crescer juntos em comunhão mais próxima, seguindo o exemplo de Paulo e dos primeiros cristãos. Dai-nos força para construir pontes de compaixão, solidariedade e harmonia. Inspirados pelo Espírito Santo, isso vos pedimos em nome de vosso Filho, que dá sua vida para que possamos viver. Amém.

 

DIA 6 - Hospitalidade: Demonstre benevolência fora do comum

Atos 28,1-2.7

Já fora de perigo, soubemos que a ilha se chamava Malta. Os nativos nos demonstraram uma benevolência fora do comum. Com efeito, acendendo uma grande fogueira, eles nos convidaram todos a aproximar-nos, pois começara a chover e fazia frio... Havia , nos arredores, terras que pertenciam ao primeiro magistrado da ilha, chamado Públio. Ele nos acolheu e hospedou amigavelmente por três dias.

Salmo 46

Lucas 14,12-24

Reflexão

Depois dos traumas e conflitos da tempestade no mar, o prático cuidado oferecido pelos habitantes da ilha foi percebido como uma benevolência fora do comum por aqueles que estavam encharcados na praia. Tal benevolência demonstra nossa humanidade comum. O Evangelho nos ensina que quando cuidamos daqueles que estão sofrendo estamos mostrando amor pelo próprio Cristo (cf Mateus 25,40).

Além disso, quando mostramos amorosa bondade para com os fracos e desvalidos estamos sintonizando nosso coração com o coração de Deus, no qual os pobres têm um lugar especial. Acolhendo os que vêm de fora, sejam eles pessoas de outras culturas e crenças, imigrantes ou refugiados, estamos ao mesmo tempo amando o próprio Cristo e amando como Deus ama. Como cristãos, somos chamados a ir adiante na fé e alcançá-los com o amor de Deus que é para todos, mesmo para aqueles que temos dificuldade para amar.

Oração

Deus do órfão, da viúva e do estrangeiro, colocai em nosso coração um profundo senso de hospitalidade. Abri nossos olhos e corações quando nos pedis para vos alimentar, vos vestir e vos visitar. Que nossas Igrejas possam participar da eliminação da fome, da sede e do isolamento e da superação de barreiras que não permitem acolher a todos. Isso vos pedimos em nome de vosso Filho, Jesus, que está presente nos menores de nossos irmãos e irmãs. Amém.

 

DIA 7 - Conversão: Mudando nossos corações e mentes

Atos 28,3-6

Paulo tinha ajuntado uma braçada de lenha seca, e a jogava ao fogo, quando o calor fez sair dela uma víbora que se prendeu na sua mão. Quando os nativos viram esse animal dependurado na mão dele, diziam uns aos outros: “Este homem é certamente um assassino; ele conseguiu escapar do mar, mas a justiça divina não lhe permite viver.” Paulo, na realidade, sacudiu o bicho no fogo, sem sofrer o menor mal. Eles contavam vê-lo inchar ou cair subitamente morto; mas, após longa espera, constataram que nada de anormal lhe acontecia. Mudando então de opinião, repetiam: “É um deus!”

Salmo 119,137-144

Mateus 18,1-6

Reflexão

Os nativos perceberam que seu julgamento de Paulo como assassino estava errado, e então mudaram de opinião. O extraordinário evento com a víbora leva os nativos a ver as coisas de um novo modo, um modo que poderia prepará-los para ouvir a mensagem de Cristo através de Paulo. Em nossa busca da unidade cristã e da reconciliação somos frequentemente desafiados a repensar a maneira como avaliamos outras tradições e culturas. Isso exige uma crescente conversão a Cristo, na qual as Igrejas aprendem a superar sua percepção de outras como uma ameaça. Como resultado, nossas visões pejorativas de outros serão abandonadas e seremos conduzidos mais de perto para a unidade.

Oração

Todo poderoso Deus, voltamos para vós nossos corações arrependidos. Em nossa sincera busca pela vossa verdade, purificai-nos de nossas injustas opiniões sobre outros e conduzi as Igrejas a um crescimento na comunhão. Ajudai-nos e deixar de lado nossos receios, e assim compreender melhor uns aos outros e os estranhos em nosso meio. Isso vos pedimos em nome daquele que é o Justo, vosso amado Filho, Jesus Cristo. Amém.

 

DIA 8 - Generosidade: Recebendo e dando

Atos 28,8-10

O pai de Públio estava então de cama, tomado de febres e disenteria. Paulo acudiu à sua cabeceira e, pela oração e imposição de mãos, curou-o. Depois disso, todos os outros habitantes da ilha que estavam doentes vinham ter com ele e por sua vez eram curados. Eles nos deram numerosas provas de acatamento e, quando partimos, proveram-nos de todo o necessário.

Salmo 103,1-5

Mateus 10,7-8

Reflexão

Essa história é cheia de situações onde se dá e se recebe: Paulo recebeu benevolência fora do comum dos habitantes da ilha; Paulo dá cura ao pai de Públio e a outros; tendo perdido tudo na tempestade, os 276 recebem muitas provisões quando partiram. Como cristãos, somos chamados a praticar essa benevolência fora do comum. Mas para dar precisamos primeiro aprender a receber - de Cristo e de outros. Mais frequentemente do que percebemos, somos destinatários de atos de benevolência feitos por pessoas que são diferentes de nós. Esses atos também apontam para a generosidade e a cura que nos vem de nosso Senhor. Nós, que fomos curados pelo Senhor, temos a responsabilidade de passar adiante o que recebemos.

Oração

Deus, doador de vida, nós vos agradecemos pelo dom de vosso compassivo amor que nos conforta e nos fortalece. Oramos para que em nossas Igrejas possamos sempre estar abertos para receber vossos dons uns dos outros. Concedei-nos um espírito de generosidade para todos ao caminharmos unidos na direção da unidade cristã. Isso vos pedimos em nome de vosso Filho Que reina convosco e com o Espírito Santo. Amém.