Prefeitura firma termo para gestão do projeto Família Acolhedora

A Prefeitura de Porto Alegre firmou termo de colaboração com o Instituto Pobres Servos da Divina Providência - Abrigo João Paulo II para gestão do Programa Família Acolhedora. Um evento para apresentar a parceria foi realizado nesta quinta-feira, 24, no Paço Municipal.
O objetivo do programa é abrigar em ambiente familiar crianças e adolescentes afastados do convívio do lar por determinação judicial, em razão de negligência, abandono e violência. A organização vai capacitar, já em 2019, 20 famílias acolhedoras. "Esta é uma oportunidade para uma transformação cultural. As famílias vão se envolver na construção de uma vida melhor para essas crianças e adolescentes", salienta a presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Vera Ponzio.
 
Famílias que se inscreverem no programa poderão receber crianças e adolescentes retirados de suas casas até que eles possam retornar aos seus lares ou serem adotados. As vantagens desse tipo de acolhimento são o atendimento individualizado dentro de uma família, mais atenção à organização e reestruturação pessoal e melhor desenvolvimento cognitivo das crianças e jovens. Para o secretário de Desenvolvimento Social e Esporte interino, Moisés Fraga Gonçalves, ?o programa dá a esperança de um futuro muito melhor para nossas crianças e adolescentes. Teremos esse resultado daqui a 15 anos, quando forem adultos?, salienta.
 
Gestão - O Instituto gestor terá a responsabilidade de divulgar o programa, selecionar as famílias, cadastrá-las e capacitá-las para acolher de forma exemplar as crianças e adolescentes. Terá também que acompanhar sistematicamente as famílias selecionadas, durante todo o período do acolhimento, fazendo visitas domiciliares e apresentando relatórios psicossociais feitos por equipe técnica, a partir do Plano Individual e Familiar de Atendimento, construído com cada família. Deverá ainda dar todo suporte necessário às famílias acolhedoras selecionadas e acompanhar as famílias de origem das crianças e jovens, visando à reintegração familiar. Quando for o caso, deverá avaliar o encaminhamento para família substituta. "Vamos colocar todas as nossas potencialidades e esforços, ter uma equipe qualificada para capacitar famílias para receber essas crianças, para criar uma base sólida para cada uma através do programa", diz o diretor do Abrigo João Paulo II, Cláudio Bianchet.
 
Todo o processo de seleção das famílias, encaminhamento das crianças e adolescentes e acompanhamento do programa serão feitos pela Fasc e pelos Juizados da Infância e da Juventude de Porto Alegre. ?Esse programa foi feito a muitas mãos, e ficamos muito felizes, porque é possível concluir, aperfeiçoar e ampliar. Estamos conseguindo fazer e com muita qualidade. Hoje, estamos tendo a recompensa do acreditar e do trabalhar", afirma a promotora da Infância e da Adolescência, Cinara Vianna Dutra Braga. O juiz da Infância e Juventude Daniel Englert Barbosa acrescenta: "Aqui teremos um olhar específico para essas crianças. Um olhar individualizado é muito importante". 
 
A vereadora Comandante Nádia lembra que as famílias têm papel fundamental na formação humana. "Teremos crianças e adolescentes amados dentro de uma família. Dentro do lar, eles terão uma educação de valores, e merecem todo nosso respeito e cuidado. Ali terão um desenvolvimento cognitivo, afetivo, uma família que vai tratá-las dentro da sua individualidade, e darão um resultado muito melhor ali na frente", diz ela. "É responsabilidade de todos nós fazermos tudo que pudermos pelas crianças e adolescentes", observa o vice-prefeito Gustavo Paim.
 
Abrigos - Atualmente, Porto Alegre conta com dois tipos de acolhimento: abrigos com equipe técnica (para até 20 crianças e adolescentes) e Casas Lares (casal/mãe social acolhe até dez crianças e adolescentes). Para o projeto Família Acolhedora, as famílias que demonstrarem interesse serão selecionadas e avaliadas dentro dos critérios preestabelecidos. Após, serão capacitadas. Haverá acompanhamento da Fasc durante toda a estadia e, por fim, a criança ou adolescente voltará para a família de origem ou será encaminhada para adoção. Porto Alegre tem hoje cerca de 773 crianças ou adolescentes acolhidos em abrigos e casas lares.
 
Também participaram do evento o secretário municipal de Comunicação Social, Orestes de Andrade Jr.; o adjunto de Relações Institucionais, Filipe Tisbierek; o vice-presidente da Fasc, Joel Lovatto; o vereador Moisés Barboza; integrante da Comissão Especial da Igualdade Racial e da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB/RS Ellen Souza Martins; a vice-presidente do Fórum de Entidades, Rose Canabarro; a presidente do CMDCA, Roberta Motta; relações institucionais da PUC Solimar Amaro.
 
Fonte: FASC